Magna Concursos
4129037 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Para responder a questão, leia a cantiga “Ai, dona fea, foste-vos queixar” do trovador João Garcia de Guilhade (1239-1288).

 

[Texto original]

 

Ai, dona fea, fostes-vos queixar

que vos nunca louvo em meu cantar;

mais ora quero fazer un cantar

em que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, se Deus mi pardon,

pois avedes tan gran coraçon

que vos eu loe, en esta razon

vos quero já loar toda via;

e vedes qual será a loaçon:

dona fea, velha e sandia!

 

Dona fea, nunca vos eu loei

em meu trobar, pero muito trobei;

mais ora já un bon cantar farei,

en que vos loarei toda via;

e direi-vos como vos loarei:

dona fea, velha e sandia!

 

[Texto em linguagem atual]

 

Ai, mulher feia, você se queixou

de que eu nunca a louvei em minha poesia;

mas agora eu vou fazer uma cantiga

em que eu a louvarei completamente;

e veja como a quero louvar:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, Deus me perdoe,

pois você tem tão grande desejo

de que eu a louve, por este motivo

quero agora louvá-la completamente;

e veja qual será a louvação:

mulher feia, velha e louca!

 

Mulher feia, nunca a louvei

em minha poesia, e muito escrevi;

mas agora farei uma bela cantiga,

em que a louvarei completamente;

e vou dizer a você como a louvarei:

mulher feia, velha e louca!

 

(Lênia Mongelli (org.). Fremosos cantares: antologia da lírica galego-portuguesa, 2009)

 

Depreende-se da cantiga de João Garcia de Guilhade que a mulher retratada reclamou com o eu lírico porque

 

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