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Leia o poema a seguir.
“One Art”
The art of losing isn’t hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn’t hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother’s watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn’t hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn’t a disaster.
– Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan’t have lied. It’s evident
the art of losing’s not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Disponível em: https://poets.org/. Acesso em 12.08.2023)
Conforme o poema “One Art”, a arte de perder
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Leia um trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, do escritor Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos4: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho do primeiro parágrafo:
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Leia um trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, do escritor Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos4: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
O narrador recorre à metalinguagem (ou seja, comenta a organização do próprio romance) no seguinte trecho:
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Leia um trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, do escritor Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos4: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
A onisciência do narrador (ou seja, o conhecimento preciso e acabado de todos os fatos narrados) mostra-se prejudicada no seguinte trecho do primeiro parágrafo:
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Leia um trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, do escritor Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos4: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
Embora não participe da ação, o narrador intromete-se explicitamente no curso da narrativa, a exemplo do que se observa no seguinte trecho:
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Leia um trecho do romance Memórias de um sargento de milícias, do escritor Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos4: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
Em relação aos eventos narrados, o narrador assume uma perspectiva
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Leia o seguinte trecho do conto indígena “O medo grande e o medo jito”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.
[...] o compadre falou:
– Finalmente estou conhecendo o medo [...].
Transposto para o discurso indireto, o trecho acima assume a seguinte redação:
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Leia o conto indígena “O medo grande e o medo jito”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã, para responder à questão.
Havia um homem que gostava muito de assustar as pessoas. Provocar medo nos outros era o que ele fazia de melhor, e morria de rir quando conseguia espantar alguém. Esse homem tinha um bicho de estimação: era um macaco, que imitava tudo o que o dono fazia. Certa vez, o homem quis pregar uma peça em seu compadre. Ao cair da noite, dirigiu-se para o caminho principal da aldeia, onde seu compadre sempre passava, pelas dez horas da noite. O macaco foi atrás dele, como sempre. O homem pegou um pano branco, o macaco também pegou. Às dez da noite, o compadre apareceu, caminhando despreocupado para a casa da namorada. Coberto com o pano branco, o homem se escondeu atrás de um arbusto, sem perceber que o macaco estava a seu lado. O compadre foi passando, justamente pensando que nunca tinha visto o medo. Nisso, o homem que assustava as pessoas saiu de trás do arbusto. Ao ver aquele ser todo de branco, que parecia uma visage1, o compadre falou:
– Finalmente estou conhecendo o medo, e são dois: o medo grande e o medo jito2.
O homem olhou para o lado e viu o macaco todo de branco, fazendo gestos iguais aos dele. Diante daquela visage miúda, o dono do macaco se levantou e saiu correndo. E o macaco saiu correndo atrás dele.
Achando tudo muito engraçado, o compadre gritava:
– Corre, medo grande, senão o medo jito pega você!
E o homem corria ainda mais. Quando chegou em casa, bateu com tanta força contra a porta que a derrubou, caindo por cima dela e o macaco por cima dele. Foi então que ele viu que a visage que o seguia era seu macaco. Ficou com tanta raiva que nunca mais quis saber de criar macaco nem de assustar pessoas.
Observa-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
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Leia o conto indígena “O medo grande e o medo jito”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã, para responder à questão.
Havia um homem que gostava muito de assustar as pessoas. Provocar medo nos outros era o que ele fazia de melhor, e morria de rir quando conseguia espantar alguém. Esse homem tinha um bicho de estimação: era um macaco, que imitava tudo o que o dono fazia. Certa vez, o homem quis pregar uma peça em seu compadre. Ao cair da noite, dirigiu-se para o caminho principal da aldeia, onde seu compadre sempre passava, pelas dez horas da noite. O macaco foi atrás dele, como sempre. O homem pegou um pano branco, o macaco também pegou. Às dez da noite, o compadre apareceu, caminhando despreocupado para a casa da namorada. Coberto com o pano branco, o homem se escondeu atrás de um arbusto, sem perceber que o macaco estava a seu lado. O compadre foi passando, justamente pensando que nunca tinha visto o medo. Nisso, o homem que assustava as pessoas saiu de trás do arbusto. Ao ver aquele ser todo de branco, que parecia uma visage1, o compadre falou:
– Finalmente estou conhecendo o medo, e são dois: o medo grande e o medo jito2.
O homem olhou para o lado e viu o macaco todo de branco, fazendo gestos iguais aos dele. Diante daquela visage miúda, o dono do macaco se levantou e saiu correndo. E o macaco saiu correndo atrás dele.
Achando tudo muito engraçado, o compadre gritava:
– Corre, medo grande, senão o medo jito pega você!
E o homem corria ainda mais. Quando chegou em casa, bateu com tanta força contra a porta que a derrubou, caindo por cima dela e o macaco por cima dele. Foi então que ele viu que a visage que o seguia era seu macaco. Ficou com tanta raiva que nunca mais quis saber de criar macaco nem de assustar pessoas.
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
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Leia o conto indígena “O medo grande e o medo jito”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã, para responder à questão.
Havia um homem que gostava muito de assustar as pessoas. Provocar medo nos outros era o que ele fazia de melhor, e morria de rir quando conseguia espantar alguém. Esse homem tinha um bicho de estimação: era um macaco, que imitava tudo o que o dono fazia. Certa vez, o homem quis pregar uma peça em seu compadre. Ao cair da noite, dirigiu-se para o caminho principal da aldeia, onde seu compadre sempre passava, pelas dez horas da noite. O macaco foi atrás dele, como sempre. O homem pegou um pano branco, o macaco também pegou. Às dez da noite, o compadre apareceu, caminhando despreocupado para a casa da namorada. Coberto com o pano branco, o homem se escondeu atrás de um arbusto, sem perceber que o macaco estava a seu lado. O compadre foi passando, justamente pensando que nunca tinha visto o medo. Nisso, o homem que assustava as pessoas saiu de trás do arbusto. Ao ver aquele ser todo de branco, que parecia uma visage1, o compadre falou:
– Finalmente estou conhecendo o medo, e são dois: o medo grande e o medo jito2.
O homem olhou para o lado e viu o macaco todo de branco, fazendo gestos iguais aos dele. Diante daquela visage miúda, o dono do macaco se levantou e saiu correndo. E o macaco saiu correndo atrás dele.
Achando tudo muito engraçado, o compadre gritava:
– Corre, medo grande, senão o medo jito pega você!
E o homem corria ainda mais. Quando chegou em casa, bateu com tanta força contra a porta que a derrubou, caindo por cima dela e o macaco por cima dele. Foi então que ele viu que a visage que o seguia era seu macaco. Ficou com tanta raiva que nunca mais quis saber de criar macaco nem de assustar pessoas.
O narrador faz uso da figura de linguagem conhecida como hipérbole no seguinte trecho do primeiro parágrafo:
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