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Foram encontradas 277 questões.

3594377 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Duplo olhar

Contou o ator Lima Duarte, numa entrevista para a TV, que em seu primeiro dia de aula foi levado pelo pai severo, cada qual em seu cavalo, à distante escola daquela zona rural. Ouviu do pai: “Menino, deixe seu cavalo amarrado, na sombra daquela árvore lá, de modo que você, da sua carteira, não o perca nunca de vista. Garanta esse lugar na sala, hein? E não se esqueça: um olho no cavalo, outro na professora”.

Mais tarde, já como um ator consagrado, Lima Duarte mostrou-se um leitor e intérprete apaixonado de Guimarães Rosa. Não terá sido à toa esse seu interesse: o grande Rosa, em sua literatura, com tanto sertão bruto, tanta poesia da natureza e tantas palavras mágicas de sua linguagem tão singular, parece ter seguido aquela mesma orientação do pai do ator: “um olho no cavalo, outro na professora”.

É bom, de fato, lembrar sempre que o realismo rústico da vida, os ideais da educação e a força da arte podem e devem combinar-se com sabedoria.

(Felipe de Athaide, a editar)

Considerando-se o contexto, uma nova forma preserva o sentido e a correção de uma expressão do texto em:

 

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3594376 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

A supressão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:

 

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3594375 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para Integrar adequadamente a frase:

 

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3594374 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

Atente para estas três orações:

I. A revolução agrícola potenciou o direito de propriedade.

II. O direito de propriedade ensejou a desigualdade.

III. A desigualdade foi aceita como natural.

Essas três orações, numa nova formalização, integram um único período coeso, correto e coerente em:

 

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3594373 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. (3º parágrafo)

Uma nova, coerente e correta redação da frase acima apresenta-se em:

 

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3594372 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

Há, no contexto, oposição de sentido entre estes dois segmentos do texto:

 

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3594371 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

A ocorrência histórica de maior rigidez hierárquica e favorecimento de pequenas elites

 

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3594370 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

A explicação dada por sacerdotes, filósofos e poetas para defender a necessidade de uma hierarquização social, associando-a ao funcionamento do nosso corpo, baseou-se

 

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3594369 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Sobre a igualdade

Nas últimas décadas foi dito às pessoas em todo o mundo que o gênero humano está no caminho da igualdade, e que a globalização e as novas tecnologias nos ajudarão a chegar lá mais cedo. Na verdade, o século XXI poderia criar a sociedade mais desigual na história. Embora a globalização e a internet representem pontes sobre as lacunas que existem entre os países, elas ameaçam aumentar a brecha entre as classes, e, bem quando o gênero humano parece prestes a alcançar a unificação global, a espécie em si mesma pode se dividir em diferentes castas biológicas.

A desigualdade remonta à Idade da Pedra. Não obstante as diferenças que havia entre eles, os antigos grupos de caçadores e coletores ainda eram mais igualitários do que qualquer sociedade humana subsequente, porque tinham poucas propriedades. A propriedade é um pré-requisito para uma desigualdade a longo prazo.

Depois da revolução agrícola, a propriedade multiplicou-se, e com ela a desigualdade. Quando humanos obtiveram propriedade de terra, animais, plantas e ferramentas, surgiram rígidas sociedades hierárquicas, nas quais pequenas elites monopolizavam a maior parte da riqueza e do poder, geração após geração. Os humanos aceitaram esse arranjo como sendo natural e até mesmo proveniente da ordem divina. A hierarquia não era apenas a norma, mas também o ideal. Como poderia haver ordem sem uma hierarquia clara entre aristocratas e pessoas comuns, entre homens e mulheres, entre país e filhos? Sacerdotes, filósofos e poetas em todo mundo explicavam pacientemente que, assim como no corpo humano seus membros não são iguais – Os pés têm de obedecer à cabeça – também na sociedade humana a igualdade só traz o caos.

Na modernidade tardia, no entanto, a igualdade tornou-se um ideal em quase todas as sociedades humanas. A história do século XX girou em grande medida em torno da redução da desigualdade entre classes, raças e gêneros. Esperava-se que a globalização disseminasse a prosperidade econômica pelo mundo. Uma geração inteira cresceu sob essa promessa. Agora parece que a promessa talvez não seja cumprida.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 102-103)

O autor do texto considera que a igualdade entre os homens

 

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3594368 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AM

Texto

Haverá uma história da pandemia?

Haverá uma história para contar quando tudo isso acabar? Haverá razão para ouvir essa história e paciência para acompanhar as minúcias de tantas vidas interrompidas? Será narrável a magnitude dessa experiência, tão absoluta e insistente, que de um momento para outro se apoderou do mundo inteiro e não nós poupara tão cedo? Ou preferimos não narrar nada, nos render ao desejo de seguir em frente, de deixar tudo para trás, de esquecer, recalcar, ocultando de nós mesmos uma vivência desoladora e agônica, sem redenção possível?

Respostas a tais perguntas não são fáceis de encontrar, e sobretudo não cabe antecipa-las se ainda estamos tão imersos no presente. Mas o grande ensaísta alemão Walter Benjamin, num de seus textos mais conhecidos, “O narrador", talvez nos ajude a ventilar ideias e alinhavar suspeitas. É ele quem fala de uma crise de experiência que marcaria o nosso tempo. É ele quem afirma, ainda em 1936, que “as ações da experiência estão em baixa, e tudo indica que continuarão caindo até que seu valor desapareça de todo”. Estaremos cumprindo, nestes anos atípicos, o surpreendente vaticínio de Benjamin? Vivemos agora a culminação da crise, uma carência de palavras que de fato deem conta da experiência ora vivida, que de fato possam nos expressar?

Em breve frase, Benjamin contempla seu maior exemplo para o fim da transmissão das experiências humanas: a situação dos soldados que voltavam mudos da Primeira Guerra Mundial, desprovidos de histórias, “não mais ricos, e sim mais pobres em experiência comunicável”. Os muito livros posteriores em nada redimiriam tal silêncio. O caso é que a nova estratégia de guerra alienava os combatentes, confinados em trincheiras, isolados uns dos outros, sem a possibilidade de acompanhar de perto a vastidão dos acontecimentos. Dali, nada veem, tudo ouvem e estremecem. São parte inerte de uma “paisagem em que nada permanecera inalterado, exceto as nuvens, e debaixo delas, num campo de forças de torrentes e explosões, o frágil e minúsculo corpo humano”, nas palavras de Benjamin.

(Adaptado de: FUKS, Julián. Lembramos do futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 61-62)

Indica-se a correta transposição da forma verbal sublinhada para a voz passiva no seguinte caso:

 

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