Magna Concursos

Foram encontradas 750 questões.

Enunciado 2802921-1

Enunciado 2802921-2 Enunciado 2802921-3

Assinale a opção em que a coesão textual apresenta, segundo a norma culta, a possibilidade de uso do verbo no singular ou no plural, dependendo do elemento que se quer destacar.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716250 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: IMBEL

OS TUMULTOS DA PAZ

Hélio Pellegrino

Costuma-se confundir paz com imobilismo quietista ou, o que é pior: costuma-se desfigurá-la a ponto de enxergar nela um sinônimo de conformismo submisso, onde a ausência de conflito é valorizada como virtude, e a tibieza celebrada como valor. Na realidade, paz nunca é pasmaceira. Nem turbulência coagulada pela força do arbítrio. Nem muito menos silêncio das tumbas. Ao contrário, paz é tensão criadora, e implica agonia ativa e apaixonada vigília. Não há paz sem contradição e contraditação dialéticas. Paz é, portanto, possibilidade de comunicação autêntica, de diálogo, de palavra plena. Nada em si mesmo é completo, acima e além da contingência, do movimento, da transformação. Todas as coisas – mergulhadas no rio heraclítico – trazem em si os seus contrários e, nesta medida, nascem, vivem e morrem, para dar lugar a novos nascimentos, novas vidas, novas mortes É do embate de opostos que surge o desvendamento da verdade, através do ballet célebre: tese, antítese, síntese.

Para que se possa chegar à síntese – ponto de partida para novas contradições, que irão dividi-la – é preciso que a tese e a antítese tenham garantido o seu direito à palavra, ao debate sem medo e sem coação. Não há paz sem liberdade. Não há progresso sem liberdade. Não há nada de verdadeiramente humano, sem liberdade. Para que exista paz, é necessário que haja humildade, transparência, paciente busca da justiça. Se quero construir a paz com os outros seres humanos, tenho que saber que não sou nem onipotente, nem perfeito. Paz é virtude coletiva, política, edificada com os outros. Ela implica, portanto, e de maneira radical, respeito ao Próximo, escuta atenta, modéstia.

Ao postular a necessidade do amor ao Próximo, nem por isto me exponho ao mundo de artérias abertas, nem abro mão do investimento narcísico fundamental que constitui a base de minha coesão psíquica. O amor ao Próximo está longe de representar um devaneio beato e piedoso, conto da carochinha para embair crianças, desavisados e inquilinos da sacristia.

Amar ao Próximo como a si mesmo é, por excelência, a regra de ouro, cânon fundador da única prática pela qual poderemos chegar a um pleno amor por nós próprios. Sou o primeiro e mais íntimo Próximo de mim, e esta relação de mim para comigo passa, inevitavelmente, pela existência do Outro. Este é o termo terceiro, a referência transcendente por cuja mediação passo a construir a minha auto-estima.

Eis aí o modelo da paz. Minha abertura ao Outro constitui – sem nenhum pieguismo! – um ato de gratidão por ele existir, dando-me a possibilidade de minha própria existência. Ao defender o direito que tem o Outro de ser, afirmo – e confirmo – o meu direito de existir. O contrário da paz é o ódio ao Próximo ou a si mesmo, seja em nome do que for. O ódio me destrói sempre, na medida em que visa a destruir meu irmão, meu vizinho, meu contendor – meu inimigo.

Paz, finalmente, é a assunção – mais do que dolorosa, porque crucificadora – de que nós, os humanos, somos carcaças feitas de tempo, marcados pela finitude, que constitui nossa dimensão mais radical. Paz é a possibilidade de nos sabermos sem rancor excessivo, falíveis, finitos, limitados, necessariamente ultrapassáveis. Ela exige, portanto, aceitação – e reverência – do que é novo e dessemelhante, pela consciência que devemos ter de que jamais possuiremos, a respeito de coisa alguma, a última palavra. Paz é coragem de pôr-se de acordo com a verdade, a justiça, a liberdade. E como a verdade, a justiça e a liberdade implicam a existência dos outros, paz é coragem de con-sentir na existência deles, inferno muitas vezes, escândalo quase sempre, mas porto e destino de tudo o que é humano.

02/04/87

VOCABULÁRIO:

HERACLÍTICO relativo a Heráclito, filósofo grego pré-socrático (540-480 a.C.), ou próprio de sua cosmologia, segundo a qual a matéria-prima essencial de um universo ordenado é o fogo.

CONTRADITAÇÃO contestação, impugnação, contradição.

DIALÉTICA em sentido bastante genérico, oposição, conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos.

CONTINGÊNCIA ato imprevisível ou fortuito que escapa ao controle; eventualidade.

EMBAIR induzir deliberadamente em erro; lograr, iludir, seduzir.

TIBIEZA estado de fraqueza, de frouxidão, de debilidade.

CÂNON- CÂNONE maneira de agir; modelo, padrão.

ASSUNÇÃO ato ou efeito de assumir.

No fragmento “Não há paz sem liberdade. Não há progresso sem liberdade. Não há nada de verdadeiramente humano, sem liberdade” o mecanismo lingüístico de ênfase é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716249 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Assinale a opção que apresenta a taxa efetiva anual a ser paga por um empréstimo com taxa nominal de 24% a.a. com capitalização semestral.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716248 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

O método do payback para avaliação de alternativas de investimento apresenta pelo menos três problemas:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716247 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Sejam dois títulos com as seguintes características:

I um certificado de depósito a prazo de R$50.000,00, efetuado há 17 meses, que rende juros compostos de 4% ao mês e cujos rendimentos serão tributados em 8% (lmposto de Renda) no ato de resgate;

II uma promissória de R$112.568,00 vencível de hoje a sete meses, que pode ser resgatada mediante desconto racional composto de 5% ao mês.

Os dois títulos, se resgatados hoje, desprezados os centavos, valem:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716246 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Quanto deve Patrícia aplicar hoje num fundo de investimento, para que ela obtenha uma renda perpétua mensal de R$10.000,00, atualizados monetariamente, a partir de um mês da data da aplicação? Considere as taxas de 0,1% a.m. e 0,5% a.m.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716245 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Enunciado 3038315-1

Tomou-se um empréstimo de R$100,00 para pagamento em dez prestações mensais sucessivas iguais, a juros de 1% ao mês, sendo a primeira prestação paga um mês após o empréstimo. O valor de cada prestação é de, aproximadamente:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716244 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Um principal de R$10.000,00 é financiado pelo prazo de quatro meses, a uma taxa de 1,5% ao mês, no regime de juros compostos. Os valores dos juros pagos no final do quarto mês, respectivamente no Sistema PRICE (Prestações iguais de R$2.594,45) e no SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE – SAC, são:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716243 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Enunciado 3024411-1

Considere o fluxo de caixa abaixo:

Enunciado 3024411-2

O valor de X para o qual a taxa interna de retorno anual é igual a l0% é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2716242 Ano: 2008
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFF
Orgão: IMBEL
Provas:

Luíza aplicou seu capital a juros simples, durante 90 dias, e a uma taxa de 5% a.m. Se o tivesse aplicado a juros compostos, nas mesmas condições, teria recebido R$ 305,00 a mais de montante. Assinale a opção que representa o capital aplicado por Luíza.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas