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Foram encontradas 40 questões.

854953 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
TEXTO 1
O trabalho histórico
A origem do termo que já esteve associado ao suplício, mas que também pode ser fonte de alegrias(A).
Deonísio da Silva*
A palavra “trabalho” veio do latim tripalium, tripálio, uma técnica de sofrimento obtida com três paus fincados no chão, aos quais era afixado o condenado, quando não empalado num deles até morrer(B). “Empalar” é espetar pelo ânus, algo comum na Antiguidade, ante o qual (1) a crucifixão romana foi um avanço.
A etimologia latina formou-se a partir do prefixo tri-, três, e palus, pau, estaca, poste, mourão. No plano mítico, este étimo foi abandonado, porém na Vulgata, como é conhecida a tradução da Bíblia, do hebraico para o latim, feita pela equipe de São Jerônimo, que (2) serviu de base às traduções portuguesas durante séculos até que tivéssemos acesso a traduções vindas diretamente dos originais hebraico e grego.
Quem (3) trouxe a condenação de Adão e Eva ao trabalho, do latim para o português, traduziu labor por trabalho, um de seus sinônimos. São Jerônimo descartou tripalium e optou por labor. Traduzir é escolher. Sua escolha evitou os vínculos de tortura, implícitos no étimo descartado, mas manteve os de sofrimento no étimo escolhido.
A ideia do trabalho como sofrimento não estava presente na etimologia latina, uma vez que o verbo trabalhar era laborare; e trabalho, labor(C).
No italiano predominou este (4) sentido, de que são amostras as palavras lavorare e lavoro. No francês travail, ao contrário, a vertente é a mesma do português. Mas para trabalhador a língua francesa preferiu ouvrier, do étimo latino operarius, do verbo operare, formado a partir de operis, genitivo de opus, obra, cujo plural é ópera.
No latim vulgar, porém, operare transformou-se em operire. Em inglês, trabalho é work, e no alemão, Werk, procedendo ambos do grego érgon, ação, presente no português em outras palavras, como em ergoterapia, tratamento pelo trabalho.
Felizmente, a etimologia ensina de onde vieram as palavras, mas não determina que elas tenham hoje o significado(D) que tiveram no passado. O trabalho pode ser inesgotável fonte de alegrias! Segundo Friedrich Engels(E), teve papel fundamental na transformação do macaco em homem, mas aí(5) os erros de tradução do filósofo alemão são igualmente numerosos.
*Escritor e doutor em Letras pela USP
(Texto adaptado. Disponível em: <www.revistalinguaportuguesa.com.br>. Acesso em: 26. Dez. 2011)
Abaixo, encontram-se fragmentos retirados do texto 1. Observe o valor semântico atribuído ao conectivo em destaque e marque a alternativa que estabelece a relação correta.
 

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846904 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Para indicar a exigência ou não de um determinado dado ou informação no registro do MARC21, são utilizados códigos. Verifique os códigos mencionados nas proposições abaixo:
I. Obrigatório, se aplicável.
II. Obrigatório.
III. Variável.
IV. Opcional.
V. Não exigido.
Nesse contexto, são corretos, apenas:
 

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846872 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Analise as afirmativas abaixo, referentes às funções do periódico científico moderno, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Comunicação formal dos resultados de pesquisa original para a comunidade científica e demais interessados.
( ) Preservação do conhecimento registrado.
( ) Estabelecimento da propriedade intelectual.
( ) Manutenção do padrão de qualidade na ciência.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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838648 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Quanto ao procedimento de automação de bibliotecas, analise os enunciados abaixo.
I. Uso de tecnologia da informação no âmbito da biblioteca.
II. Planejamento e aquisição de software para automação.
III. Planejamento e aquisição de hardware para automação.
IV. Planejamento e aquisição de software para automação apenas.
V. Planejamento e implementação de programas de treinamento em Tecnologia da Informação.
Estão corretos, apenas:
 

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829920 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas, são
 

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825369 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
O desenvolvimento tecnológico interfere, diretamente, na estruturação de todos os elementos do serviço de disseminação de informações. Souto (2008) faz uma análise histórica da evolução dos elementos do serviço de disseminação através de gerações. A primeira geração enfatiza a relação entre o profissional que executava o serviço e o usuário; a segunda geração tem ênfase na recuperação da informação; e a terceira geração tem ênfase
 

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817244 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
TEXTO 1
O trabalho histórico
A origem do termo que já esteve associado ao suplício, mas que também pode ser fonte de alegrias.
Deonísio da Silva*
A palavra “trabalho” veio do latim tripalium, tripálio, uma técnica de sofrimento obtida com três paus fincados no chão, aos quais era afixado o condenado, quando não empalado num deles até morrer. “Empalar” é espetar pelo ânus, algo comum na Antiguidade, ante o qual (1) a crucifixão romana foi um avanço.
A etimologia latina formou-se a partir do prefixo tri-, três, e palus, pau, estaca, poste, mourão. No plano mítico, este étimo foi abandonado, porém na Vulgata, como é conhecida a tradução da Bíblia, do hebraico para o latim, feita pela equipe de São Jerônimo, que (2) serviu de base às traduções portuguesas durante séculos até que tivéssemos acesso a traduções vindas diretamente dos originais hebraico e grego.
Quem (3) trouxe a condenação de Adão e Eva ao trabalho, do latim para o português, traduziu labor por trabalho, um de seus sinônimos. São Jerônimo descartou tripalium e optou por labor. Traduzir é escolher. Sua escolha evitou os vínculos de tortura, implícitos no étimo descartado, mas manteve os de sofrimento no étimo escolhido.
A ideia do trabalho como sofrimento não estava presente na etimologia latina, uma vez que o verbo trabalhar era laborare; e trabalho, labor.
No italiano predominou este (4) sentido, de que são amostras as palavras lavorare e lavoro. No francês travail, ao contrário, a vertente é a mesma do português. Mas para trabalhador a língua francesa preferiu ouvrier, do étimo latino operarius, do verbo operare, formado a partir de operis, genitivo de opus, obra, cujo plural é ópera.
No latim vulgar, porém, operare transformou-se em operire. Em inglês, trabalho é work, e no alemão, Werk, procedendo ambos do grego érgon, ação, presente no português em outras palavras, como em ergoterapia, tratamento pelo trabalho.
Felizmente, a etimologia ensina de onde vieram as palavras, mas não determina que elas tenham hoje o significado que tiveram no passado. O trabalho pode ser inesgotável fonte de alegrias! Segundo Friedrich Engels, teve papel fundamental na transformação do macaco em homem, mas aí(5) os erros de tradução do filósofo alemão são igualmente numerosos.
*Escritor e doutor em Letras pela USP
(Texto adaptado. Disponível em: <www.revistalinguaportuguesa.com.br>. Acesso em: 26. Dez. 2011)
Cada ato de fala é uma forma de se posicionar perante o mundo, o que torna a argumentação inerente a todos os textos. A respeito dos tipos de argumentos utilizados no texto 1, analise as proposições abaixo.
I. O significado etimológico da palavra “trabalho” reforça o argumento do senso comum, que o associa à fadiga e ao desgaste físico-mental.
II. As acepções etimológicas dos termos vinculados ao campo do trabalho reforçam uma posição negativa acerca dessa atividade.
III. Os termos de outros idiomas, destacados em itálico no texto, constroem a argumentação por competência linguística, o que dá credibilidade ao autor.
IV. A recorrência à etimologia da palavra é um argumento por prova concreta da tese defendida ao final do texto de que o trabalho pode ser alegre.
V. O autor faz uma citação de autoridade (terceira e quarta linhas do último parágrafo) e, em seguida, põe em xeque esse argumento.
Estão corretas, apenas:
 

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764673 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
Sobre o Resource Description and Access (RDA), observe as assertivas a seguir.
I. Título padronizado para a descrição do recurso e acesso desenvolvido para substituir o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2).
II. O RDA é apenas um novo título para a terceira edição do AACR.
III. O RDA Toolkit é um recurso online que permite que os usuários interajam com uma coleção de documentos e recursos relacionados à catalogação, incluindo o RDA e o AACR2.
IV. O RDA é resultado da International Conference on the Principles & Future Development of AACR, realizada em Toronto em 1997, que entendeu a necessidade urgente de revisar o Código Anglo- Americano.
Estão corretas, apenas:
 

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760452 Ano: 2012
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
O trabalho do profissional de informação é em grande parte baseado no conhecimento e uso de fontes de informação sobre a literatura científica, a qual reflete as características próprias da ciência e tecnologias modernas. Algumas dessas características afetam e dificultam bastante o trabalho profissional, entre as quais está(ão)
 

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740162 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: IF-PE
Orgão: IF-PE
TEXTO 2
Absorver mudança ortográfica não será difícil, diz linguista
Luisa Alcântara e Silva
De acordo com o Ministério da Educação, só 0,5% do vocabulário brasileiro será alterado com o novo Acordo. Em Portugal e nos países que adotam a sua grafia - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe -, a reforma será maior: abrange 1,5% das palavras usadas. Por isso, quando começar a valer, o Acordo - que ainda não foi regulamentado em Portugal - terá um período de cinco anos de transição.
Para Carlos Alberto Faraco, doutor em linguística e professor da Universidade Federal do Paraná, os brasileiros não terão tanta dificuldade para absorver as novas regras. "Se você observar o comportamento das pessoas hoje, você vai ver que elas nem usam mais boa parte dessas coisas que vão desaparecer", afirma.
Norberto Lourenço Nogueira Junior, professor de português do ensino médio, complementa, comparando a reforma atual com a última, da década de 70: "A adaptação vai ser mais fácil. Na de 1971, houve muito mais mudanças". Ele acredita que a mudança na forma como o hífen é utilizado gerará muitas dúvidas. "O jeito é comprar um dicionário novo e conferir sempre como a palavra ficou."
De acordo com Faraco, unificando a ortografia, os brasileiros terão uma preocupação a menos. "Se você for à esquina agora e comprar um romance do Saramago, você vai ver que ele está escrito na grafia lusitana. Nós aceitamos isso. Quando um brasileiro vai fazer pós-graduação em Portugal, ele tem que produzir a sua tese de acordo com a ortografia lusitana. Os portugueses são inflexíveis", afirma.
Sobre as críticas de que o Acordo não unifica a língua portuguesa, pois existem palavras com significados diferentes nos países lusófonos - "putos" em Portugal, por exemplo, significa rapazes -, José Carlos de Azeredo, doutor em letras e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afirma que isso não é argumento. "O Acordo diz respeito à ortografia, não ao vocabulário de cada país", diz ele. Para Azeredo, "é impossível unificar o vocabulário".
(Texto publicado na Folha de São Paulo em 01 de janeiro
de 2009. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u485116.shtml> Acesso em: 30 dez. 2011)
Em relação à distribuição das ideias no texto 2, leia as assertivas abaixo.
I. O primeiro parágrafo apresenta o tema central do texto, o qual pode ser sintetizado na seguinte fórmula: a adaptação dos falantes à nova ortografia.
II. O segundo parágrafo revela a tese defendida explicitamente pela autora de que a nova ortografia não traz grandes dificuldades para os falantes.
III. O terceiro parágrafo ratifica o ponto de vista apresentado no segundo parágrafo, estabelecendo uma analogia com a reforma ortográfica de 1971.
IV. O quarto parágrafo explica que o novo acordo ortográfico terá maior impacto no cotidiano dos brasileiros que no dos portugueses.
V. O quinto parágrafo corrobora com o argumento de que o acordo ortográfico é uma unificação da escrita, e não uma uniformização da língua.
Estão corretas, apenas:
 

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