Foram encontradas 50 questões.
“O regime extinto não desapareceu por completo
após a Abolição. Persistiu na mentalidade, no comportamento e até na organização das relações sociais
dos homens, mesmo daqueles que deveriam estar
interessados numa subversão total do antigo regime. Toda insistência será pouca para ressaltar a significação sociológica dessa complexa realidade. Ela
nos mostra que o negro e o mulato foram, por assim
dizer, enclausurados na condição estamental do ‘liberto’ e nela permaneceram muito tempo depois do
desaparecimento legal da escravidão” (Fernandes,
2021, p. 310).
Com base no pensamento de Florestan Fernandes sobre a inserção da população negra na sociedade de classes, avalie o que se afirma.
I- Os movimentos negros tiveram papel fundamental na luta pela democracia e na denúncia das desigualdades raciais, contribuindo para o enfrentamento da herança do passado escravista ainda presente na sociedade brasileira.
II- A consolidação da sociedade de classes teria permitido a competição em igualdade entre a população negra e os imigrantes italianos que chegaram ao país, uma vez que os empregadores os tratavam de maneira equivalente.
III- O autor rompe com as teses raciais anteriores ao criticar a ideia de democracia racial, classificando- -a como um mito que serviu para camuflar as desigualdades vividas pela população negra e ocultar os conflitos raciais na sociedade brasileira.
IV- A integração dos negros na sociedade de classes foi favorecida pelo amparo material e moral dado a essa população após a Abolição, permitindo que entrassem na vida urbana conscientes de sua raça e preparados para competir por postos de trabalho.
V- A dificuldade de integração do negro na sociedade brasileira ocorreu principalmente por sua exclusão do mercado de trabalho, que, mesmo em uma economia que se dizia competitiva, manteve desigualdades históricas e dificultou a mobilidade social do grupo.
Está correto apenas o que se afirma em
Com base no pensamento de Florestan Fernandes sobre a inserção da população negra na sociedade de classes, avalie o que se afirma.
I- Os movimentos negros tiveram papel fundamental na luta pela democracia e na denúncia das desigualdades raciais, contribuindo para o enfrentamento da herança do passado escravista ainda presente na sociedade brasileira.
II- A consolidação da sociedade de classes teria permitido a competição em igualdade entre a população negra e os imigrantes italianos que chegaram ao país, uma vez que os empregadores os tratavam de maneira equivalente.
III- O autor rompe com as teses raciais anteriores ao criticar a ideia de democracia racial, classificando- -a como um mito que serviu para camuflar as desigualdades vividas pela população negra e ocultar os conflitos raciais na sociedade brasileira.
IV- A integração dos negros na sociedade de classes foi favorecida pelo amparo material e moral dado a essa população após a Abolição, permitindo que entrassem na vida urbana conscientes de sua raça e preparados para competir por postos de trabalho.
V- A dificuldade de integração do negro na sociedade brasileira ocorreu principalmente por sua exclusão do mercado de trabalho, que, mesmo em uma economia que se dizia competitiva, manteve desigualdades históricas e dificultou a mobilidade social do grupo.
Está correto apenas o que se afirma em
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O projeto de exploração de petróleo na Foz do Amazonas foi um dos temas discutidos na COP30, realizada
em 2025 em Belém (PA). O debate coloca em tensão
dois conjuntos de valores fundamentais: de um lado,
o potencial econômico e a segurança energética; de
outro, os riscos ambientais de grande escala e os compromissos climáticos assumidos pelo Estado brasileiro.
À luz da distinção proposta por Max Weber entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, avalie o que se afirma sobre a classificação da decisão final de autorizar ou vetar a exploração comercial, após a fase de pesquisa.
I- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade avaliaria os efeitos econômicos, sociais e ambientais previsíveis da exploração, reconhecendo a necessidade de ponderação entre valores conflitantes e assumindo politicamente a responsabilidade — inclusive a culpa — por eventuais consequências negativas futuras.
II- Uma decisão orientada pela ética da convicção se basearia prioritariamente em um cálculo técnico-instrumental de custos e benefícios, buscando maximizar a eficiência econômica do projeto dentro dos limites legais existentes.
III- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade recusaria qualquer ponderação de interesses conflitantes, negando a exploração exclusivamente para preservar a coerência moral interna do governante.
IV- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade rejeitaria o projeto apenas com base na pureza da intenção de proteger a natureza, sem considerar os impactos econômicos, energéticos ou geopolíticos previsíveis da decisão.
V- Uma decisão orientada pela ética da convicção poderia apoiar-se exclusivamente em um princípio considerado inegociável — como a preservação ambiental ou o cumprimento de tratados climáticos — vetando a exploração, independentemente das consequências econômicas ou estratégicas adversas.
Está correto apenas o que se afirma em
À luz da distinção proposta por Max Weber entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, avalie o que se afirma sobre a classificação da decisão final de autorizar ou vetar a exploração comercial, após a fase de pesquisa.
I- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade avaliaria os efeitos econômicos, sociais e ambientais previsíveis da exploração, reconhecendo a necessidade de ponderação entre valores conflitantes e assumindo politicamente a responsabilidade — inclusive a culpa — por eventuais consequências negativas futuras.
II- Uma decisão orientada pela ética da convicção se basearia prioritariamente em um cálculo técnico-instrumental de custos e benefícios, buscando maximizar a eficiência econômica do projeto dentro dos limites legais existentes.
III- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade recusaria qualquer ponderação de interesses conflitantes, negando a exploração exclusivamente para preservar a coerência moral interna do governante.
IV- Uma decisão orientada pela ética da responsabilidade rejeitaria o projeto apenas com base na pureza da intenção de proteger a natureza, sem considerar os impactos econômicos, energéticos ou geopolíticos previsíveis da decisão.
V- Uma decisão orientada pela ética da convicção poderia apoiar-se exclusivamente em um princípio considerado inegociável — como a preservação ambiental ou o cumprimento de tratados climáticos — vetando a exploração, independentemente das consequências econômicas ou estratégicas adversas.
Está correto apenas o que se afirma em
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“O puritano queria ser um profissional — nós devemos sê-lo. Pois a ascese, ao se transferir das celas dos
mosteiros para a vida profissional, passou a dominar
a moralidade intramundana e assim contribuiu [com
sua parte] para edificar esse poderoso cosmos da
ordem econômica moderna ligado aos pressupostos
técnicos e econômicos da produção pela máquina,
que hoje determina com pressão avassaladora o estilo de vida de todos os indivíduos que nascem dentro
dessa engrenagem — não só dos economicamente
ativos — e talvez continue a determinar até que cesse de queimar a última porção de combustível fóssil”
(Weber, 2004, p. 165).
Com base no pensamento de Max Weber, é INCORRETO afirmar que
Com base no pensamento de Max Weber, é INCORRETO afirmar que
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“Antes de procurar qual método convém ao estudo
dos fatos sociais, importa saber quais fatos chamamos assim. A questão é ainda mais necessária porque se utiliza essa qualificação sem muita precisão.
Ela é empregada correntemente para designar mais
ou menos todos os fenômenos que se dão no interior da sociedade, por menos que apresentem, com
uma certa generalidade, algum interesse social. Mas,
dessa maneira, não há, por assim dizer, acontecimentos humanos que não possam ser chamados sociais.
Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções
se exerçam regularmente. Portanto, se esses fatos
fossem sociais, a sociologia não teria objeto próprio,
e seu domínio se confundiria com o da biologia e da
psicologia” (Durkheim, 2007, p. 1).
Considerando a teoria de Émile Durkheim, é correto afirmar que os fatos sociais
Considerando a teoria de Émile Durkheim, é correto afirmar que os fatos sociais
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“Quanto ao poder, ele navega para longe da rua e do
mercado, das assembleias e dos parlamentos, dos
governos locais e nacionais, para além do alcance do
controle dos cidadãos, para a extraterritorialidade
das redes eletrônicas. Os princípios estratégicos favoritos dos poderes existentes hoje em dia são fuga,
evitação e descompromisso, e sua condição ideal é
a invisibilidade. Tentativas de prever seus movimentos e as consequências não previstas de seus movimentos (…) têm uma eficácia prática semelhante à da
‘Liga para Impedir Mudanças Meteorológicas’” (Bauman, 2001, p. 50).
Em novembro de 2025, em Belém (PA), a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reuniu Estados-membros, atores da sociedade civil, povos indígenas, comunidade científica e representantes do setor produtivo para avaliar e redefinir compromissos relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas discutidos no contexto da Conferência, esteve a “pegada ambiental” da indústria tecnológica, especialmente aquela associada às Big Techs, cujo impacto ambiental se expressa no consumo intensivo de energia e de recursos naturais locais, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e da Inteligência Artificial (IA).
À luz dos argumentos desenvolvidos por Zygmunt Bauman acerca das transformações do poder na contemporaneidade, avalie o que se afirma.
I- O poder exercido pelas Big Techs exemplifica a extraterritorialidade característica da modernidade líquida, tal como descrita por Bauman, na medida em que seus fluxos de capital, dados e decisões operam em redes globais, escapando às jurisdições territoriais dos Estados-nação e dificultando a atribuição de responsabilidades ambientais diretas.
II- A estratégia de fuga e evitação própria do poder líquido, segundo Bauman, mostra-se limitada, pois os Estados-Nação – apoiados em agências reguladoras territorialmente estáveis – preservariam a capacidade decisiva de controlar, fiscalizar e sancionar as Big Techs por seus impactos ambientais.
III- A crescente dependência da IA em relação a recursos energéticos e minerais tende a fortalecer a solidez das instituições ambientais globais, na medida em que os acordos multilaterais têm conseguido submeter o poder corporativo global das Big Techs a regras estáveis e coercitivas.
IV- O impacto ambiental das Big Techs evidencia uma contradição central da modernidade líquida: a exaltação da liberdade, da mobilidade e da conectividade ilimitadas colide com a incapacidade política de controlar as consequências materiais, sociais e ecológicas dessa expansão.
V- Fóruns multilaterais como a COP30 podem ser compreendidos, à luz de Bauman, como instrumentos capazes de recompor a solidez perdida da política moderna, ao converter o poder fluido das redes digitais globais em compromissos jurídicos estáveis, passíveis de fiscalização efetiva pelos Estados-Nação.
Está correto apenas o que se afirma em
Em novembro de 2025, em Belém (PA), a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reuniu Estados-membros, atores da sociedade civil, povos indígenas, comunidade científica e representantes do setor produtivo para avaliar e redefinir compromissos relacionados ao enfrentamento das mudanças climáticas. Entre os temas discutidos no contexto da Conferência, esteve a “pegada ambiental” da indústria tecnológica, especialmente aquela associada às Big Techs, cujo impacto ambiental se expressa no consumo intensivo de energia e de recursos naturais locais, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e da Inteligência Artificial (IA).
À luz dos argumentos desenvolvidos por Zygmunt Bauman acerca das transformações do poder na contemporaneidade, avalie o que se afirma.
I- O poder exercido pelas Big Techs exemplifica a extraterritorialidade característica da modernidade líquida, tal como descrita por Bauman, na medida em que seus fluxos de capital, dados e decisões operam em redes globais, escapando às jurisdições territoriais dos Estados-nação e dificultando a atribuição de responsabilidades ambientais diretas.
II- A estratégia de fuga e evitação própria do poder líquido, segundo Bauman, mostra-se limitada, pois os Estados-Nação – apoiados em agências reguladoras territorialmente estáveis – preservariam a capacidade decisiva de controlar, fiscalizar e sancionar as Big Techs por seus impactos ambientais.
III- A crescente dependência da IA em relação a recursos energéticos e minerais tende a fortalecer a solidez das instituições ambientais globais, na medida em que os acordos multilaterais têm conseguido submeter o poder corporativo global das Big Techs a regras estáveis e coercitivas.
IV- O impacto ambiental das Big Techs evidencia uma contradição central da modernidade líquida: a exaltação da liberdade, da mobilidade e da conectividade ilimitadas colide com a incapacidade política de controlar as consequências materiais, sociais e ecológicas dessa expansão.
V- Fóruns multilaterais como a COP30 podem ser compreendidos, à luz de Bauman, como instrumentos capazes de recompor a solidez perdida da política moderna, ao converter o poder fluido das redes digitais globais em compromissos jurídicos estáveis, passíveis de fiscalização efetiva pelos Estados-Nação.
Está correto apenas o que se afirma em
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Lançado em 2020, o Pix é um sistema de pagamentos
instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil que permite a pessoas e empresas realizarem transferências e pagamentos em tempo real, a qualquer
hora do dia, inclusive em feriados. Funcionando como
alternativa aos sistemas tradicionais, como TED, DOC e
boletos, o Pix registra as transações imediatamente e
possibilita pagamentos eletrônicos sem a necessidade
de dinheiro físico. Dados do Banco Central e do IBGE
(2024) indicam que o Pix é amplamente utilizado por
brasileiros de ambos os sexos, de todas as classes sociais e nas cinco regiões do país, alcançando cerca de
90% da população, e seu uso já supera o do cartão de
crédito em diversas modalidades de pagamento, evidenciando uma transformação significativa nos hábitos financeiros da sociedade.
A esse respeito, avalie o que se afirma a partir das reflexões de Anthony Giddens (1991).
I- A utilização do Pix como método de pagamento pela maioria dos brasileiros pode ser interpretada, à luz da teoria de Anthony Giddens, como uma expressão da confiança depositada pela população nos sistemas peritos próprios da modernidade tradicional.
II- A adesão ao Pix indica a intensificação do distanciamento entre tempo e espaço, característica da modernidade tardia, segundo Anthony Giddens, ao permitir transações imediatas independentemente da presença física dos indivíduos no mesmo ambiente.
III- Embora o Pix seja utilizado por brasileiros de todas as regiões do país, pesquisas apontam resistência a esse novo método de pagamento, refletindo, segundo Giddens, a persistência de práticas tradicionais diante de sistemas abstratos característicos da modernidade tardia.
IV- O uso do Pix evidencia, segundo Anthony Giddens, como os mecanismos de desencaixe, as fichas simbólicas e os sistemas peritos dependem da crença da população na credibilidade e na eficácia desses sistemas abstratos que estruturam a vida social na modernidade tardia.
V- As pessoas recorrem ao Pix, assim como a outros sistemas peritos, pois, segundo Anthony Giddens, a confiança supõe a compreensão técnica de como o sistema funciona, exigindo o conhecimento detalhado de seus mecanismos internos.
Está correto apenas o que se afirma em
A esse respeito, avalie o que se afirma a partir das reflexões de Anthony Giddens (1991).
I- A utilização do Pix como método de pagamento pela maioria dos brasileiros pode ser interpretada, à luz da teoria de Anthony Giddens, como uma expressão da confiança depositada pela população nos sistemas peritos próprios da modernidade tradicional.
II- A adesão ao Pix indica a intensificação do distanciamento entre tempo e espaço, característica da modernidade tardia, segundo Anthony Giddens, ao permitir transações imediatas independentemente da presença física dos indivíduos no mesmo ambiente.
III- Embora o Pix seja utilizado por brasileiros de todas as regiões do país, pesquisas apontam resistência a esse novo método de pagamento, refletindo, segundo Giddens, a persistência de práticas tradicionais diante de sistemas abstratos característicos da modernidade tardia.
IV- O uso do Pix evidencia, segundo Anthony Giddens, como os mecanismos de desencaixe, as fichas simbólicas e os sistemas peritos dependem da crença da população na credibilidade e na eficácia desses sistemas abstratos que estruturam a vida social na modernidade tardia.
V- As pessoas recorrem ao Pix, assim como a outros sistemas peritos, pois, segundo Anthony Giddens, a confiança supõe a compreensão técnica de como o sistema funciona, exigindo o conhecimento detalhado de seus mecanismos internos.
Está correto apenas o que se afirma em
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“Espontaneamente, o homem não tinha tendência a
se submeter a uma autoridade política, respeitar uma
disciplina moral, dedicar-se e sacrificar-se. A nossa
natureza congênita não apresentava nada que nos
predispusesse necessariamente a nos tornarmos servidores de divindades, emblemas simbólicos da sociedade, a lhes prestarmos culto ou a nos privarmos
para honrá-las. Foi a própria sociedade que, à medida
que ia se formando e se consolidando, tirou do seu
seio essas grandes forças morais, diante das quais o
homem sentiu a sua inferioridade” (Durkheim, 2014,
p. 54-55).
Avalie o que se afirma a partir das reflexões que Durkheim fez sobre a educação.
I- Em sociedades complexas, caracterizadas pela divisão social do trabalho e pela valorização do individualismo moderno, a educação deve priorizar desde cedo a diferenciação e a especialização, visto que a coesão social decorre fundamentalmente da complementaridade funcional, tornando secundária a construção prévia de uma base comum de ideias e sentimentos.
II- Embora a educação exerça uma função social, nas sociedades complexas o Estado deve restringir-se a garantir a liberdade de ensino, abstendo-se de definir qualquer núcleo comum de ideias e sentimentos, os quais deveriam emergir exclusivamente da pluralidade de projetos familiares e escolares próprios de cada meio social.
III- Cada sociedade elabora um ideal específico do homem — intelectual, físico e moral — que se impõe como referência comum a todos os seus membros; esse ideal, embora fundamentalmente homogêneo, diferencia-se progressivamente conforme os meios sociais particulares que compõem a própria estrutura da sociedade.
IV- A educação tem por função perpetuar e reforçar a homogeneidade social, inscrita antecipadamente na consciência da criança por meio de ideias, sentimentos e hábitos comuns indispensáveis à vida coletiva; ao mesmo tempo, dado que a cooperação social exige diferenciação funcional, a própria educação se diversifica e se especializa, segundo os distintos meios sociais e profissionais.
V- O Estado deve, em prol do interesse público, autorizar a existência de instituições educativas diversas, inclusive fora de sua administração direta; isso, contudo, não implica que possa permanecer indiferente aos conteúdos, finalidades e orientações morais nelas transmitidos, uma vez que a educação é uma função eminentemente social.
Está correto apenas o que se afirma em
Avalie o que se afirma a partir das reflexões que Durkheim fez sobre a educação.
I- Em sociedades complexas, caracterizadas pela divisão social do trabalho e pela valorização do individualismo moderno, a educação deve priorizar desde cedo a diferenciação e a especialização, visto que a coesão social decorre fundamentalmente da complementaridade funcional, tornando secundária a construção prévia de uma base comum de ideias e sentimentos.
II- Embora a educação exerça uma função social, nas sociedades complexas o Estado deve restringir-se a garantir a liberdade de ensino, abstendo-se de definir qualquer núcleo comum de ideias e sentimentos, os quais deveriam emergir exclusivamente da pluralidade de projetos familiares e escolares próprios de cada meio social.
III- Cada sociedade elabora um ideal específico do homem — intelectual, físico e moral — que se impõe como referência comum a todos os seus membros; esse ideal, embora fundamentalmente homogêneo, diferencia-se progressivamente conforme os meios sociais particulares que compõem a própria estrutura da sociedade.
IV- A educação tem por função perpetuar e reforçar a homogeneidade social, inscrita antecipadamente na consciência da criança por meio de ideias, sentimentos e hábitos comuns indispensáveis à vida coletiva; ao mesmo tempo, dado que a cooperação social exige diferenciação funcional, a própria educação se diversifica e se especializa, segundo os distintos meios sociais e profissionais.
V- O Estado deve, em prol do interesse público, autorizar a existência de instituições educativas diversas, inclusive fora de sua administração direta; isso, contudo, não implica que possa permanecer indiferente aos conteúdos, finalidades e orientações morais nelas transmitidos, uma vez que a educação é uma função eminentemente social.
Está correto apenas o que se afirma em
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"O crescente emprego de máquinas e a divisão do trabalho despojaram a atividade do operário de seu caráter autônomo, tirando-lhe todo atrativo. O operário
torna-se um mero apêndice da máquina e dele só se
requer o manejo mais simples, mais monótono, mais
fácil de aprender. Desse modo, o custo do operário se
reduz, quase que exclusivamente, aos meios de subsistência que lhe são necessários para viver e perpetuar sua espécie. Ora, o preço do trabalho, como de
toda mercadoria, é igual ao seu custo de produção.
Portanto, à medida que aumenta o caráter enfadonho do trabalho, decrescem os salários. Mais ainda,
na mesma medida em que aumenta a maquinaria e
a divisão do trabalho, sobe também a quantidade de
trabalho, quer pelo aumento das horas de trabalho,
quer pelo aumento do trabalho exigido num determinado tempo, quer pela aceleração do movimento das
máquinas etc." (Marx, Engels, 2008, p. 46).
No debate sobre a regulamentação das jornadas de trabalho no Brasil, em 2025, especialmente sobre o fim da escala 6×1, o trecho do texto acima citado fornece elementos para compreender como a organização do tempo de trabalho e a monotonia das atividades influenciam a exploração da força de trabalho.
Sobre essa questão, avalie o que se afirma.
I- O fim da escala 6×1 limitaria a intensificação do trabalho reduzindo parcialmente a sobrecarga física e psicológica do trabalhador, em consonância com a crítica de Marx à aceleração e monotonia da produção capitalista.
II- A manutenção da escala 6×1 permite que o operário desenvolva maior autonomia e criatividade, contrariando a ideia de alienação, pois a divisão do trabalho passa a gerar aprendizado especializado.
III- A escala 6×1, ao prolongar a jornada sem aumento proporcional de remuneração, evidencia o fenômeno segundo o qual o preço do trabalho se aproxima do valor de subsistência mínima, mantendo a submissão do trabalhador ao capital.
IV- Ao estabelecer limites de trabalho semanal, a discussão sobre o fim da escala 6x1 busca controlar a extração de mais-valia relativa, regulando diretamente o tempo socialmente necessário de produção do trabalhador.
V- A regulamentação da jornada fortalece temporariamente o trabalhador, sem alterar a propriedade privada ou a estrutura do capital, reorganizando parcialmente as condições de exploração do trabalho assalariado.
Está correto apenas o que se afirma em
No debate sobre a regulamentação das jornadas de trabalho no Brasil, em 2025, especialmente sobre o fim da escala 6×1, o trecho do texto acima citado fornece elementos para compreender como a organização do tempo de trabalho e a monotonia das atividades influenciam a exploração da força de trabalho.
Sobre essa questão, avalie o que se afirma.
I- O fim da escala 6×1 limitaria a intensificação do trabalho reduzindo parcialmente a sobrecarga física e psicológica do trabalhador, em consonância com a crítica de Marx à aceleração e monotonia da produção capitalista.
II- A manutenção da escala 6×1 permite que o operário desenvolva maior autonomia e criatividade, contrariando a ideia de alienação, pois a divisão do trabalho passa a gerar aprendizado especializado.
III- A escala 6×1, ao prolongar a jornada sem aumento proporcional de remuneração, evidencia o fenômeno segundo o qual o preço do trabalho se aproxima do valor de subsistência mínima, mantendo a submissão do trabalhador ao capital.
IV- Ao estabelecer limites de trabalho semanal, a discussão sobre o fim da escala 6x1 busca controlar a extração de mais-valia relativa, regulando diretamente o tempo socialmente necessário de produção do trabalhador.
V- A regulamentação da jornada fortalece temporariamente o trabalhador, sem alterar a propriedade privada ou a estrutura do capital, reorganizando parcialmente as condições de exploração do trabalho assalariado.
Está correto apenas o que se afirma em
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Em A Interpretação das Culturas, Clifford Geertz (1989)
enfatiza a etnografia como núcleo da prática antropológica e considera que compreender essa prática é
condição fundamental para apreender a análise antropológica enquanto forma de conhecimento.
Com base nessa proposição, é correto afirmar que a prática etnográfica, segundo a perspectiva do autor, é definida
Com base nessa proposição, é correto afirmar que a prática etnográfica, segundo a perspectiva do autor, é definida
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Lilia Schwarcz (1993) demonstra como o Brasil do final do século XIX e início do século XX foi interpretado
por pensadores e cientistas sociais como um espaço
de experimentação social e biológica da miscigenação entre raças europeias, africanas e indígenas.
Avalie o que se afirma serem argumentos apresentados por Schwarcz sobre o que as elites intelectuais
brasileiras teriam feito.
I- Desvalorizado a miscigenação como elemento integrador, por isso ela foi interpretada dentro de uma lógica hierárquica que atribuía inferioridade a determinados grupos raciais.
II- Rejeitado totalmente a miscigenação, defendendo a segregação absoluta das populações europeias, africanas e indígenas.
III- Adaptado seletivamente teorias raciais europeias e norte-americanas às condições locais, articulando-as ao projeto de modernização e à construção de uma identidade nacional.
IV- Importado integralmente as teorias raciais europeias e norte-americanas, aplicando-as de modo homogêneo e sem adaptações ao contexto nacional.
V- Promovido a centralidade do discurso científico no debate racial, o que teria decorrido do fato de que a ciência conferia legitimidade simbólica e intelectual a projetos políticos e sociais excludentes.
Está correto apenas o que se afirma em
I- Desvalorizado a miscigenação como elemento integrador, por isso ela foi interpretada dentro de uma lógica hierárquica que atribuía inferioridade a determinados grupos raciais.
II- Rejeitado totalmente a miscigenação, defendendo a segregação absoluta das populações europeias, africanas e indígenas.
III- Adaptado seletivamente teorias raciais europeias e norte-americanas às condições locais, articulando-as ao projeto de modernização e à construção de uma identidade nacional.
IV- Importado integralmente as teorias raciais europeias e norte-americanas, aplicando-as de modo homogêneo e sem adaptações ao contexto nacional.
V- Promovido a centralidade do discurso científico no debate racial, o que teria decorrido do fato de que a ciência conferia legitimidade simbólica e intelectual a projetos políticos e sociais excludentes.
Está correto apenas o que se afirma em
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