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Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a frequentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 2012.)
O termo sublinhado em “O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis” (3º parágrafo) pertence à mesma classe gramatical do termo sublinhado em:
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Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a frequentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 2012.)
“O diretor [...] respondeu que nada havia a fazer” (3º parágrafo)
Transposto para o discurso direto, o trecho assume a seguinte redação:
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Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a frequentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 2012.)
“Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.” (2º parágrafo)
No contexto em que se insere, o trecho sublinhado expressa ideia de
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Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a frequentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 2012.)
O narrador inclui-se em sua própria narrativa (ou seja, torna- -se também objeto de sua narrativa) no seguinte trecho:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FICSAE
O fulcro da visão de mundo desse movimento é o sujeito. Objetivamente incapaz de resolver os conflitos com a sociedade, este eu lança-se à evasão. No tempo, recriando uma Idade Média gótica e embruxada. No espaço, fugindo para ermas paragens ou para o Oriente exótico.
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento
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Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade, visões de causas e sinais que já existem. Assim, as indicações do porvir seriam realizadas no momento presente. Mas o que esse presente tem nos revelado diante de tantas transformações produzidas pela revolução tecnocientífica? Quando Paul Valéry declarou “o futuro não é mais o que era”, ele afirmava a dificuldade de reconstruir o passado, construir o futuro e estava intrigado com o tempo presente. Em um mundo acelerado, com tempo escasso para reflexões, o presente é substituído pelo imediato, pelo provisório, pelo fim das grandes narrativas e da ideia de estilo nas artes. Assim, inspirado na célebre frase de Paul Valéry, Adauto Novaes conclui que não se pode pensar o futuro da mesma maneira como ele era imaginado até há pouco.
De que maneira a ideia de futuro é traduzida hoje no mundo dominado pela técnica? O que se conserva ainda hoje nos fatos e nas ideias propostas no passado? Qual imagem temos do futuro? Essas e outras questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações. A convite de Adauto Novaes, vinte e dois ensaístas discorrem sobre o futuro, o tempo, a política, tendo como base as perspectivas histórica, social e cultural: a ideia de futuro como uma construção imaginária que limita as potencialidades do presente; a novidade que rapidamente se transforma em rotina; reflexões filosóficas e científicas sobre o tempo; a intersecção entre passado e acontecimento; a responsabilidade dos atos de hoje sobre as catástrofes futuras; as mudanças profundas que vivemos cotidianamente.
O futuro, então, já não existe como abertura e promessa. Ele é incessantemente reinventado pelo presente. Assim, observando nosso presente e analisando as consequências sociais da recusa em entender/resgatar o passado, esta obra pretende, ainda, chamar a atenção para a crença na ciência “infalível” que preside a era da técnica.
(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)
Observa-se o emprego de voz passiva no seguinte trecho:
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Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade, visões de causas e sinais que já existem. Assim, as indicações do porvir seriam realizadas no momento presente. Mas o que esse presente tem nos revelado diante de tantas transformações produzidas pela revolução tecnocientífica? Quando Paul Valéry declarou “o futuro não é mais o que era”, ele afirmava a dificuldade de reconstruir o passado, construir o futuro e estava intrigado com o tempo presente. Em um mundo acelerado, com tempo escasso para reflexões, o presente é substituído pelo imediato, pelo provisório, pelo fim das grandes narrativas e da ideia de estilo nas artes. Assim, inspirado na célebre frase de Paul Valéry, Adauto Novaes conclui que não se pode pensar o futuro da mesma maneira como ele era imaginado até há pouco.
De que maneira a ideia de futuro é traduzida hoje no mundo dominado pela técnica? O que se conserva ainda hoje nos fatos e nas ideias propostas no passado? Qual imagem temos do futuro? Essas e outras questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações. A convite de Adauto Novaes, vinte e dois ensaístas discorrem sobre o futuro, o tempo, a política, tendo como base as perspectivas histórica, social e cultural: a ideia de futuro como uma construção imaginária que limita as potencialidades do presente; a novidade que rapidamente se transforma em rotina; reflexões filosóficas e científicas sobre o tempo; a intersecção entre passado e acontecimento; a responsabilidade dos atos de hoje sobre as catástrofes futuras; as mudanças profundas que vivemos cotidianamente.
O futuro, então, já não existe como abertura e promessa. Ele é incessantemente reinventado pelo presente. Assim, observando nosso presente e analisando as consequências sociais da recusa em entender/resgatar o passado, esta obra pretende, ainda, chamar a atenção para a crença na ciência “infalível” que preside a era da técnica.
(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)
Exprimem ideia de mudança e ideia de repetição, respectivamente, os prefixos das seguintes palavras:
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Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade, visões de causas e sinais que já existem. Assim, as indicações do porvir seriam realizadas no momento presente. Mas o que esse presente tem nos revelado diante de tantas transformações produzidas pela revolução tecnocientífica? Quando Paul Valéry declarou “o futuro não é mais o que era”, ele afirmava a dificuldade de reconstruir o passado, construir o futuro e estava intrigado com o tempo presente. Em um mundo acelerado, com tempo escasso para reflexões, o presente é substituído pelo imediato, pelo provisório, pelo fim das grandes narrativas e da ideia de estilo nas artes. Assim, inspirado na célebre frase de Paul Valéry, Adauto Novaes conclui que não se pode pensar o futuro da mesma maneira como ele era imaginado até há pouco.
De que maneira a ideia de futuro é traduzida hoje no mundo dominado pela técnica? O que se conserva ainda hoje nos fatos e nas ideias propostas no passado? Qual imagem temos do futuro? Essas e outras questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações. A convite de Adauto Novaes, vinte e dois ensaístas discorrem sobre o futuro, o tempo, a política, tendo como base as perspectivas histórica, social e cultural: a ideia de futuro como uma construção imaginária que limita as potencialidades do presente; a novidade que rapidamente se transforma em rotina; reflexões filosóficas e científicas sobre o tempo; a intersecção entre passado e acontecimento; a responsabilidade dos atos de hoje sobre as catástrofes futuras; as mudanças profundas que vivemos cotidianamente.
O futuro, então, já não existe como abertura e promessa. Ele é incessantemente reinventado pelo presente. Assim, observando nosso presente e analisando as consequências sociais da recusa em entender/resgatar o passado, esta obra pretende, ainda, chamar a atenção para a crença na ciência “infalível” que preside a era da técnica.
(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)
De acordo com o primeiro parágrafo,
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Para responder à questão, examine o cartum de Tom Gauld, publicado em seu Instagram em 24.01.2021.

Contribui para o efeito de humor do cartum o recurso
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Para responder à questão, examine o cartum de Tom Gauld, publicado em seu Instagram em 24.01.2021.

No cartum, o pássaro
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