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Pensando livremente sobre o livre arbítrio
Marcelo Gleiser
Todo mundo quer ser livre; ou, ao menos, ter alguma liberdade de escolha na vida. Não há dúvida de que todos temos nossos compromissos, nossos vínculos familiares, sociais e profissionais. Por outro lado, a maioria das pessoas imagina ter também a liberdade de escolher o que fazer, do mais simples ao mais complexo: tomo café com açúcar ou adoçante? Ponho dinheiro na poupança ou gasto tudo? Em quem vou votar na próxima eleição? Caso com a Maria ou não?
A questão do livre arbítrio, ligada na sua essência ao controle que temos sobre nossas vidas, é tradicionalmente debatida por filósofos e teólogos. Mas avanços nas neurociências estão mudando isso de forma radical, questionando a própria existência de nossa liberdade de escolha. Muitos neurocientistas consideram o livre arbítrio uma ilusão. Nos últimos anos, uma série de experimentos detectou algo surpreendente: nossos cérebros tomam decisões antes de termos consciência delas. Aparentemente, a atividade neuronal relacionada com alguma escolha (em geral, apertar um botão) ocorre antes de estarmos cientes dela. Em outras palavras, o cérebro escolhe antes de a mente se dar conta disso.
Se este for mesmo o caso, as escolhas que achamos fazer, expressões da nossa liberdade, são feitas inconscientemente, sem nosso controle explícito.
A situação é complicada por várias razões. Uma delas é que não existe uma definição universalmente aceita de livre arbítrio. Alguns filósofos definem livre arbítrio como sendo a habilidade de tomar decisões racionais na ausência de coerção. Outros consideram que o livre arbítrio não é exatamente livre, sendo condicionado por uma série de fatores, desde a genética do indivíduo até sua história pessoal, situação pessoal, afinidade política etc.
Existe uma óbvia barreira disciplinar, já que filósofos e neurocientistas tendem a pensar de forma bem diferente sobre a questão. O cerne do problema parece estar ligado com o que significa estar ciente ou ter consciência de um estado mental. Filósofos que criticam as conclusões que os neurocientistas estão tirando de seus resultados afirmam que a atividade neuronal medida por eletroencefalogramas, ressonância magnética funcional ou mesmo com o implante de eletrodos em neurônios não mede a complexidade do que é uma escolha, apenas o início do processo mental que leva a ela.
Por outro lado, é possível que algumas de nossas decisões sejam tomadas a um nível profundo de consciência que antecede o estado mental que associamos com estarmos cientes do que escolhemos. Por exemplo, se, num futuro distante, cientistas puderem mapear a atividade cerebral com tal precisão a ponto de prever o que uma pessoa decidirá antes de ela ter consciência da sua decisão, a questão do livre arbítrio terá que ser repensada pelos filósofos.
Mesmo assim, me parece que existem níveis diferentes de complexidade relacionados com decisões diferentes, e que, ao aumentar a complexidade da escolha, fica muito difícil atribuí-la a um processo totalmente inconsciente. Casar com alguém, cometer um crime e escolher uma profissão são ponderações longas, que envolvem muitas escolhas parciais no caminho que requerem um diálogo com nós mesmos. Talvez a confusão sobre o livre arbítrio seja, no fundo, uma confusão sobre o que é a consciência humana.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2014/01/ 1396284-pensando-livremente-sobre-o-livre-arbitrio.shtml.
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Adolescente, sexo: feminino, idade: 15 anos, peso: 50kg, altura:160cm, IMC: 19,53kg/m², energia: 2.500kcal. Diagnóstico nutricional global: apesar de a adolescente apresentar peso adequado, sua ingestão energética é de risco para aumento de peso, considerando-se que ela terminou o estirão pubertário e está na fase pós-púbere. Já apresenta 29% de gordura corporal. Nesse caso, o IMC subestimou a adiposidade. Há risco de ingestão insuficiente de fibra, folato e vitamina C e ingestão excessiva de lipídios. Quais deverão ser as estratégias de intervenção nutricional?
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Em relação às fibras, assinale a alternativa INCORRETA.
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Qual vitamina é indispensável para homeostase do cálcio e do fósforo e para a diferenciação celular?
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Assinale a alternativa que NÃO apresenta um dos princípios fundamentais referentes ao emprego de aditivos alimentares.
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Dietas vegetarianas do tipo veganista oferecem vantagens à saúde nos indivíduos adultos, mas são inadequadas para crianças. Deficiências complexas podem ser instaladas, prejudicando o crescimento. Os distúrbios mais frequentes compreendem a desnutrição energético-protéica, a anemia ferropriva e deficiências específicas de cálcio,
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Em relação aos parâmetros laboratoriais mais úteis e que são acessíveis para rotina da assistência ambulatorial em nutrição, assinale a alternativa INCORRETA.
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Em relação à função antiumectante/antiaglutinante reconhecidas pelo MERCOSUL (resol. 95/95) para aditivos alimentares, assinale a alternativa correta.
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Efeito das xantinas das diferentes bebidas: a teofilina desenvolve mais ação sobre o ritmo cardíaco, dilatação coronária, relaxamento do músculo liso e diurese, mas causa menos excitação que a cafeína sobre o
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Em um planejamento de macronutrientes na dieta: mulher; 35 anos; 1,68 m; 69 Kg; sedentária; 2.000 Kcal, onde o percentual de energia selecionada para Gorduras = 30 %, Proteínas = 15 % e Carboidratos = 55 %, quais são os valores de energia (kcal)?
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