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Em seu livro A interação da cor (2009), Josef Albers destaca:
(I) “A água de uma piscina de paredes azuis parecerá tingida de azul devido à difusão dos reflexos. Ao observarmos os degraus brancos ou azuis dentro da água, descobriremos que, à medida que os degraus vão descendo, o azul da água se torna progressivamente mais azul.”
(II) “De modo muito diverso, as montanhas distantes parecem de um azul uniforme, quer estejam cobertas por árvores verdejantes, quer se mostrem áridas e rochosas. O sol tem uma brancura fulgurante durante o dia, mas adquire um tom vermelho intenso no crepúsculo. Nos dias ensolarados, os tetos brancos das casas cercadas por gramados ou os beirais pintados de branco de um telhado parecem de um verde brilhante, que é o reflexo da relva do chão.”
Assinale a alternativa que corresponde à classificação do autor.
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Em 2018, o Masp realizou uma retrospectiva da obra da pintora paulista Maria Auxiliadora (1935-1974), intitulada Vida cotidiana, pintura e resistência. Autodidata, pela ausência de formação acadêmica e pelo não domínio de conhecimentos tradicionais de pintura, fizeram com que sua obra fosse rotulada como “primitiva”, “popular” ou “naïf”, classificações que colocam muitos artistas na periferia do mercado e da História da Arte. Contudo, o olhar sensível e a técnica única da artista criaram obras com cores marcantes e temas do cotidiano paulista.

Um dos temas presentes na obra da pintora são as práticas e rituais das religiões de matriz africana, como visto na imagem acima.
Ao observar a imagem, identificam-se alguns aspectos formais e conceituais comuns a outras manifestações culturais afro-brasileiras, tais como
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Segundo a Constituição Federal, em seu artigo 216, constituem patrimônio cultural brasileiro: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Sobre o patrimônio cultural brasileiro, podemos afirmar que
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A arte do século XIX girou em torno da Academia Imperial de Belas Artes, que centralizava o ensino e a produção artística no período. Segundo Sonia Gomes Pereira:
A pintura de paisagem sempre existira na Academia, mas com uma conotação secundária, sobretudo como suporte à pintura histórica [...]. Sob o comando de Grimm, transformou-se numa escola de paisagem, apoiada na prática da pintura ao ar livre, que explorava a beleza natural da cidade do Rio de Janeiro e de seus arredores.
PEREIRA, in OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro; PEREIRA, Sonia Gomes; LUZ, Angela A. História da Arte no Brasil: textos de síntese. Rio de Janeiro: UFRJ, 2008, p. 84
As imagens a seguir mostram diferentes paisagens pintadas por artistas do período.

As obras acima são, respectivamente, de autoria dos seguintes pintores:
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Mira Schendel (Zurique, 1919 – São Paulo, 1988) desenvolveu durante sua vida uma trajetória marcada pela experimentação e constituída por uma volumosa série de trabalhos, bastante diversos em seus formatos e dimensões, suportes e técnicas. Em todas as suas obras estão presentes elementos que caracterizam e singularizam sua poética, tornando, assim, dificultosa a divisão de sua obra em fases cronológicas e desdobramentos que reaparecem entre uma série e outra. Durante a década de 1960, realizou uma série de trabalhos com papel japonês, cuja translucidez propiciava a leitura da obra em suas duas faces e, presas em placas de acrílico, libertavam a obra da parede.

Série Monotipias, sem título, 1964.
Disponível em: http://arteref.com. Acesso em: 5 ago. 2018.
Sobre as monotipias de Mira Schendel, é correto afirmar que essas obras exploram os opostos
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Púlpito e altares laterais da Igreja da Ordem Terceira do Carmo – RJ (detalhe). Disponível em: https://patrimonioespiritual.org. Acesso em: 10 jul. 2018.
Sobre o Rococó religioso, afirma-se que:
I. foi um fenômeno essencialmente internacional;
II. na segunda metade do século XVIII, o desenvolvimento do estilo se fez no âmbito das escolas regionais;
III. assimilou os planos retilíneos e a decoração arquitetônica de tradição borromínica, bem como a estruturação básica dos retábulos e das pinturas perspectivistas dos tetos;
IV. o roccaille francês forneceu um novo repertório formal com o refinamento delicado dos ornatos dourados, evidenciados pelos fundos brancos ou policromia suave.
Estão corretas
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Para Vera Maria Candau, em Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas (2008, p. 17), nosso continente é construído em uma base multicultural muito forte. Com uma configuração própria, no Brasil, “a nossa formação histórica está marcada pela eliminação física do ‘outro’ ou por sua escravização, que também é uma forma violenta de negação de sua alteridade. Os processos de negação do ‘outro’ também se dão no plano das representações e no imaginário social”.
Assinale a alternativa em que se encontra uma pintura ilustrativa da citação de Vera Candau.
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Segundo Sônia Gomes Pereira, no livro História da Arte no Brasil: textos de síntese (2008, p. 78- 79), “a arquitetura do período marcou-se por uma série de construções de caráter monumental – muitas delas derivadas da Academia Imperial de Belas Artes, relativas à atuação de vários discípulos de Grandjean de Montigny”. A própria autora ressalta também: “Porém, naquele momento, já existia em várias cidades do Brasil uma maior diversificação historicista, explorando outros ‘revivalismos’.”
Observe atentamente as construções a seguir:

Assinale a alternativa com a sequência correta dos estilos arquitetônicos destacados pela autora.
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Anita Malfatti e Tarsila do Amaral são nomes consagrados e amplamente conhecidos na História da Arte brasileira, facilmente lembrados ao se falar de mulheres artistas. Apesar da existência de outras representantes femininas, são raras as aparições de artistas mulheres nas publicações e nas coleções de museus. Já a figura feminina como objeto de representação foi tema recorrente na Arte por séculos.
Neste cartaz, produzido para a exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 2017, o grupo Guerrilla Girls atualiza para a realidade brasileira o questionamento sobre a presença das mulheres nos museus.

Disponível em: https://www.sp-arte.com. Acesso em: 25 jul. 2018.
Observe as imagens a seguir e assinale a obra que NÃO foi produzida por uma artista mulher.
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Gravura é o termo que designa, em geral, desenhos feitos em superfícies duras – como madeira, pedra e metal – com base em incisões, corrosões e talhos realizados com instrumentos e materiais especiais. Ao contrário do desenho, os procedimentos técnicos empregados na gravura permitem a reprodução da imagem. Nessa medida, uma gravura é considerada original quando resultado direto da matriz criada pelo artista, que com essa base imprime a imagem em exemplares iguais, numerados e assinados. Em função da técnica e do material empregados, a gravura recebe uma nomenclatura específica: litografia, gravura em metal, xilogravura, serigrafia etc.

Anna Carolina Albernaz. Aviso prévio.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br
Acesso em: 11 jul. 2018.
De acordo com as classificações de contraste formuladas por Donis A. Dondis, em seu livro Sintaxe da linguagem visual (1997), identifique a opção que se aplica à xilogravura da artista Anna Carolina Albernaz.
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