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Foram encontradas 40 questões.

930548 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

O gerente de uma loja de móveis resolveu fazer uma liquidação de seus produtos, então multiplicou o preço de todos os produtos por 0,68. Isso equivale a dizer que o gerente ofereceu um desconto de

 

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920209 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Para comemorar o dia das crianças, a Escola Bom Estudo decidiu promover uma corrida de bicicleta entre seus alunos. Para organizar a posição dos alunos no início da corrida, foi realizado um sorteio entre os participantes, na qual cada um recebeu uma ficha com um número na forma de fração decimal, por sugestão do professor de Matemática. Os dez primeiros lugares na largada foram ocupados pelos alunos que receberam os seguintes números:

Enunciado 920209-1

Considerando que na largada da corrida esses alunos foram colocados de acordo com a ordem crescente dos números, o participante que ocupou a 7ª posição foi o que recebeu a ficha de número

 

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918909 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Texto II

Sustentabilidade

Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar condições exibidas por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito, tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano intergair com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. O conceito de sustentabilidade é complexo, mas pode-se dizer que este deve ter a capacidade de integrar as questões sociais, energéticas, econômicas e ambientais.

Questões sociais: sem o social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar, é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza.

Questões energéticas e econômicas: sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia, a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.

Questões ambientais: sem considerar o ambiente, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.

O princípio da sustentabilidade pode se aplicar a um único empreendimento, a uma pequena comunidade e até ao planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e cuturalmente diverso.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/sustentabilidade. Acessado em 19 de setembro de 2012. Adaptado)

Nas orações "... mas pode-se dizer que este deve ter a capacidade de integrar as questões sociais [...]", texto II, a palavra destacada refere-se ao termo

 

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904912 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Texto Ill

Enunciado 904912-1

(Quino, Editora Martins Fontes. São Paulo, 1991 p. 79.)

Dentre as possíveis leituras da tirinha, assinale a única opção de análise que não está de acordo.

 

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898216 Ano: 2012
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Para fazer 12 pãezinhos, preciso exatamente de 100g de açúcar, 50g de manteiga, meio litro de leite e 400g de farinha. A maior quantidade desses pãezinhos que serei capaz de fazer com 500g de açúcar, 300g de manteiga, 4 litros de leite e 5 quilogramas de farinha é

 

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838635 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Leia atentamente o texto abaixo e resolva a questão.

Texto I

O homem que espalhou o deserto

Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, ela corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia a dia, constante, de manhã à noite.

Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores, Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas toda. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigo. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas.

A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escora e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saia de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não frequentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.

Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro, que era imenso, tinha mais de cinquenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.

Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.

Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava habituado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.

Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvores, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se 'servir'. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.

E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.

E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tomar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.

(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Contos Brasileiros I. In: Para gostar de ler, V. 8. Editora Ática, 16 edição, São Paulo, SP, 2004. p.
53-55.).

A frase "... ensinava ao filho a sua profissão" tem como significado apropriado o de

 

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797180 Ano: 2012
Disciplina: Estatística
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Após a realização da prova mensal de Matemática do 9º ano do CMCG, o professor organizou as notas dos alunos e construiu o gráfico apresentado a seguir.

Enunciado 797180-1

Ao comparar as notas dos alunos com a média aritmética da turma, que foi 6,8, o professor de Matemática verificou que a quantidade de alunos que tiraram nota acima dessa média foi

 

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770674 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Texto II

Sustentabilidade

Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar condições exibidas por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito, tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano intergair com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. O conceito de sustentabilidade é complexo, mas pode-se dizer que este deve ter a capacidade de integrar as questões sociais, energéticas, econômicas e ambientais.

Questões sociais: sem o social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar, é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza.

Questões energéticas e econômicas: sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia, a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.

Questões ambientais: sem considerar o ambiente, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.

O princípio da sustentabilidade pode se aplicar a um único empreendimento, a uma pequena comunidade e até ao planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e cuturalmente diverso.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/sustentabilidade. Acessado em 19 de setembro de 2012. Adaptado)

O texto II é um verbete, ou seja, um texto informativo. Ao observar sua estrutura, uma característica importante apresentada é o (a)

 

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770529 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Leia atentamente o texto abaixo e resolva a questão.

Texto I

O homem que espalhou o deserto

Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, ela corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia a dia, constante, de manhã à noite.

Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores, Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas toda. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigo. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas.

A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escora e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saia de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não frequentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.

Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro, que era imenso, tinha mais de cinquenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.

Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.

Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava habituado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.

Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvores, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se 'servir'. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.

E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.

E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tomar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.

(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Contos Brasileiros I. In: Para gostar de ler, V. 8. Editora Ática, 16 edição, São Paulo, SP, 2004. p.
53-55.).

A expressão destacada em "Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas todas." pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por

 

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770321 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Campo Grande
Orgão: Col.Mil. Campo Grande

Leia atentamente o texto abaixo e resolva a questão.

Texto I

O homem que espalhou o deserto

Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava o seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, ela corria com a tesoura: tome, filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia a dia, constante, de manhã à noite.

Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores, Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas toda. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigo. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas.

A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escora e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saia de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não frequentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.

Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro, que era imenso, tinha mais de cinquenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.

Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.

Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava habituado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.

Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvores, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se 'servir'. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.

E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.

E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tomar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.

(BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Contos Brasileiros I. In: Para gostar de ler, V. 8. Editora Ática, 16 edição, São Paulo, SP, 2004. p.
53-55.).

Em "(naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente)", o uso dos parênteses esclarece que há uma intervenção do (a)

 

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