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3892044 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
A regência verbal diz respeito ao comportamento dos verbos em relação aos seus complementos, indicando a necessidade ou não de preposições para que a frase esteja gramaticalmente correta.

Considerando-se o período “De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá.”, é correto afirmar que a frase modificada do texto cujo verbo obedeceu à mesma regra de regência verbal de “ganhar” é:
 

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3892043 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Na frase “Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário e presenciar o verdadeiro gosto pela arte.”, o termo em destaque, por completar o sentido do termo “gosto”, exerce a função de
 

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3892042 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os seguintes parágrafos transcritos do texto.

Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.
Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

Quanto ao emprego dos sinais de pontuação nesses parágrafos, é correto afirmar que
 

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3892041 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os textos a seguir.

Texto I

“As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa. [...] Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda.” 

Texto II

Enunciado 4670512-1
Disponível em: https://www.instagram.com/p/C_5LK96OoFS/

Avalie as afirmações sobre registro formal e informal.

I - No Texto I, identifica-se, exclusivamente, a presença de variante linguística informal.
II - No Texto I, a opção por escrever “pra” no lugar de “para” configura o emprego da linguagem coloquial.
III - No texto II, o verbo “sentar” caracteriza seu uso na língua falada, embora também possa ser empregado em situações formais.

Está correto apenas o que se afirma em
 

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3892040 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Segundo a gramática normativa, o pronome pode ser proclítico (anteposto ao verbo); mesoclítico (intercalado no verbo) e enclítico (posposto ao verbo).

Sobre a colocação do pronome “me” proclítico na frase “Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG)...”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) É obrigatória, devido à presença de partícula atrativa.
( ) É facultativa, pois não há regra específica para seu uso.
( ) É opcional, porque seu emprego independe do contexto.
( ) É de rigor, visto a ênclise ser inaceitável gramaticalmente.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
 

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3892039 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Um termo empregado em sentido figurado (ou sentido conotativo) é aquele que não deve ser interpretado literalmente, mas sim de forma simbólica, subjetiva ou criativa. Ele é usado para transmitir uma ideia, emoção ou comparação implícita, muitas vezes com o objetivo de embelezar a linguagem, causar impacto ou expressar sentimentos e intenções de maneira mais rica.

A partir desse enunciado, é correto afirmar que o sentido figurado está presente na seguinte passagem:
 

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3892038 Ano: 2025
Disciplina: Português
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Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Na frase “É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil...”, as palavras destacadas recebem acentuação gráfica em conformidade com as mesmas regras observadas, respectivamente, nos termos
 

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3892037 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Na língua portuguesa, há uma classe de palavra que qualifica, caracteriza ou modifica um substantivo, atribuindo a ele uma qualidade, estado, origem, aspecto, entre outras propriedades.

Considerando-se esse conceito, a classe gramatical da palavra em destaque, que o exemplifica, está corretamente indicada na frase:
 

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3892036 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os textos a seguir.

Texto I 

Enunciado 4670507-1
Disponível em: https://ar.pinterest.com/pin/691795192795762806/

Texto II

“Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia”.

A leitura dos dois textos permite perceber o fenômeno linguístico da intertextualidade, isto é, o diálogo entre eles, em que o Texto I é o texto-fonte, ou seja, a referência que serve de modelo para a criação de um novo texto, no caso, o Texto II, chamado intertexto.

É correto afirmar que, no Texto II, a principal marca de intertextualidade ocorre
 

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3892035 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: Câm. Viçosa-MG
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.
Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir.

No trecho “O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis.”, o termo em destaque, no contexto em que ocorre e sem prejuízo para o sentido, pode ser substituído por __________. Porém, em outros contextos, ele pode apresentar outros significados, como, por exemplo: “característica do que não é crível”, “incompreensível”, “difícil de acreditar”, para citar alguns. Na língua portuguesa, esse fenômeno linguístico denomina-se __________.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
 

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