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TEXTO IV
Entrevista com o robô
Por Joca Reiners Terron Escritor e poeta.
Autor, entre outros, de “O riso dos Ratos”
e “A morte e o Meteoro”
[resumo] O ChatGPT, capaz de responder a perguntas e produzir textos, levanta um amplo debate sobre os limites da criação artística por humanos e máquinas. Escritor dialoga com a ferramenta de inteligência artificial sobre temas como o conceito de originalidade na ficção e o valor de uma obra literária. Além de questionar a noção de autoria e refletir sobre seu próprio futuro, o ChatGPT é desafiado a emular o estilo de autores como James Joyce, Shakespeare e Rimbaud
/.../
Partes deste artigo, e não somente o diálogo a seguir, foram escritas com o auxílio da inteligência artificial e editadas a fim de diminuir sua tendência à redundância.
Você pode desenvolver um pensamento original? É possível abordar o conceito neste ambiente artificial? A ideia de originalidade ainda se mantém aqui? Como uma inteligência artificial, não tenho desejos pessoais ou experiências subjetivas da mesma forma que um ser humano. Minhas respostas são baseadas nas informações e instruções que recebi, e não tenho a capacidade de gerar pensamentos ou ideias originais. Em vez disso, minha função principal é fornecer dados precisos e confiáveis e ajudar os usuários a gerar seus próprios pensamentos e ideias.
Em relação ao conceito de originalidade, é importante reconhecer que as ideias e os pensamentos gerados por uma inteligência artificial sempre serão influenciados pelos dados e algoritmos com os quais ela foi treinada e, portanto, podem não ser “originais” no mesmo sentido que um pensamento gerado pelo homem.
Contudo, é possível que uma inteligência artificial produza novos lampejos ou conexões que podem não ter sido óbvias para um humano e, nesse sentido, é possível considerar as ideias geradas por uma IA como originais dentro do contexto de sua programação e recursos próprios.
/.../
“Autor humano” será uma expressão comum em um futuro breve? A utilização da inteligência artificial para escrever textos, incluindo ficção, tem aumentado, mas ainda é um campo em desenvolvimento. Enquanto alguns autores e editores estão explorando possibilidades de trabalhar com modelos de linguagem como o ChatGPT, a maioria das obras publicadas ainda são escritas por autores humanos.
No futuro, é possível que vejamos mais obras coescritas ou completamente escritas por IA, mas ainda é cedo para prever como isso afetará a indústria editorial e a forma como os textos são criados. Ainda assim, é importante mencionar que a IA não é capaz de substituir a criatividade humana e a capacidade de contar histórias.
(Folha de S. Paulo. Caderno “Ilustríssima”. 29/01/2023, p. 4-5)
Analise as assertivas que dizem respeito ao trecho a seguir:
“Minhas respostas são baseadas nas informações e instruções que recebi, e não tenho a capacidade de gerar pensamentos ou ideias originais. Em vez disso, minha função principal é fornecer dados precisos e confiáveis e ajudar os usuários a gerar seus próprios pensamentos e ideias”.
I - O vocábulo “que”, na oração “que recebi”, exerce a função de objeto direto.
II - O trecho “nas informações e instruções” classifica-se como sujeito da oração, uma vez que a oração está na ordem indireta.
III - A locução prepositiva “Em vez disso”, pode ser substituída pela locução “A respeito disso”, sem prejuízo semântico. IV - Está de acordo com a Norma Gramatical Brasileira a seguinte reescrita => Em vez disso, minha função principal é fornecer precisos e confiáveis dados e ajudar os usuários a gerar seus pensamentos e ideias próprias.
A partir da análise das afirmativas é correto concluir que
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TEXTO IV Entrevista com o robô
Por Joca Reiners Terron Escritor e poeta.
Autor, entre outros, de “O riso dos Ratos”
e “A morte e o Meteoro”
[resumo] O ChatGPT, capaz de responder a perguntas e produzir textos, levanta um amplo debate sobre os limites da criação artística por humanos e máquinas. Escritor dialoga com a ferramenta de inteligência artificial sobre temas como o conceito de originalidade na ficção e o valor de uma obra literária. Além de questionar a noção de autoria e refletir sobre seu próprio futuro, o ChatGPT é desafiado a emular o estilo de autores como James Joyce, Shakespeare e Rimbaud
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Partes deste artigo, e não somente o diálogo a seguir, foram escritas com o auxílio da inteligência artificial e editadas a fim dea diminuir sua tendência à redundância.
Você pode desenvolver um pensamento original? É possível abordar o conceito neste ambiente artificial? A ideia de originalidade ainda se mantém aqui? Como uma inteligência artificial, não tenho desejos pessoais ou experiências subjetivas da mesma forma que um ser humano. Minhas respostas são baseadas nas informações e instruções que recebi, e não tenho a capacidade de gerar pensamentos ou ideias originais. Em vez disso, minha função principal é fornecer dados precisos e confiáveis e ajudar os usuários a gerar seus próprios pensamentos e ideias.
Em relação ao conceito de originalidade, é importante reconhecer que as ideias e os pensamentos gerados por uma inteligência artificial sempre serão influenciados pelos dados e algoritmos com os quais ela foi treinada e, portanto, podem não ser “originais” no mesmo sentido que um pensamento gerado pelo homem.
Contudo, é possível que uma inteligência artificial produza novos lampejos ou conexões que podem não ter sido óbvias para um humano e, nesse sentidob, é possível considerar as ideias geradas por uma IA como originais dentro do contexto de sua programação e recursos próprios.
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“Autor humano” será uma expressão comum em um futuro breve? A utilização da inteligência artificial para escrever textos, incluindo ficção, tem aumentado, mas ainda é um campo em desenvolvimento. Enquantoc alguns autores e editores estão explorando possibilidades de trabalhar com modelos de linguagem como o ChatGPT, a maioria das obras publicadas ainda são escritas por autores humanos.
No futuro, é possível que vejamos mais obras coescritas ou completamente escritas por IA, mas ainda é cedo para prever como isso afetará a indústria editorial e a forma como os textos são criados. Aindad assim, é importante mencionar que a IA não é capaz de substituir a criatividade humana e a capacidade de contar histórias.
(Folha de S. Paulo. Caderno “Ilustríssima”. 29/01/2023, p. 4-5)
Os elementos de coesão são palavras ou expressões que servem para estabelecer elos, para criar relações entre os segmentos do discurso. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
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TEXTO IV
Entrevista com o robô
Por Joca Reiners Terron
Escritor e poeta. Autor, entre outros, de “O riso dos Ratos”
e “A morte e o Meteoro”
[resumo] O ChatGPT, capaz de responder a perguntas e produzir textos, levanta um amplo debate sobre os limites da criação artística por humanos e máquinas. Escritor dialoga com a ferramenta de inteligência artificial sobre temas como o conceito de originalidade na ficção e o valor de uma obra literária. Além de questionar a noção de autoria e refletir sobre seu próprio futuro, o ChatGPT é desafiado a emular o estilo de autores como James Joyce, Shakespeare e Rimbaud
/.../
Partes deste artigo, e não somente o diálogo a seguir, foram escritas com o auxílio da inteligência artificial e editadas a fim de diminuir sua tendência à redundância.
Você pode desenvolver um pensamento original? É possível abordar o conceito neste ambiente artificial? A ideia de originalidade ainda se mantém aqui? Como uma inteligência artificial, não tenho desejos pessoais ou experiências subjetivas da mesma forma que um ser humano. Minhas respostas são baseadas nas informações e instruções que recebi, e não tenho a capacidade de gerar pensamentos ou ideias originais. Em vez disso, minha função principal é fornecer dados precisos e confiáveis e ajudar os usuários a gerar seus próprios pensamentos e ideias.
Em relação ao conceito de originalidade, é importante reconhecer que as ideias e os pensamentos gerados por uma inteligência artificial sempre serão influenciados pelos dados e algoritmos com os quais ela foi treinada e, portanto, podem não ser “originais” no mesmo sentido que um pensamento gerado pelo homem.
Contudo, é possível que uma inteligência artificial produza novos lampejos ou conexões que podem não ter sido óbvias para um humano e, nesse sentido, é possível considerar as ideias geradas por uma IA como originais dentro do contexto de sua programação e recursos próprios.
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“Autor humano” será uma expressão comum em um futuro breve? A utilização da inteligência artificial para escrever textos, incluindo ficção, tem aumentado, mas ainda é um campo em desenvolvimento. Enquanto alguns autores e editores estão explorando possibilidades de trabalhar com modelos de linguagem como o ChatGPT, a maioria das obras publicadas ainda são escritas por autores humanos.
No futuro, é possível que vejamos mais obras coescritas ou completamente escritas por IA, mas ainda é cedo para prever como isso afetará a indústria editorial e a forma como os textos são criados. Ainda assim, é importante mencionar que a IA não é capaz de substituir a criatividade humana e a capacidade de contar histórias.
(Folha de S. Paulo. Caderno “Ilustríssima”. 29/01/2023, p. 4-5)
É correto afirmar que o texto IV
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TEXTO I
A seguir, você encontrará 2 verbetes de diferentes dicionários sobre a definição de inteligência artificial.
Inteligência s.f. 1 capacidade de aprender e compreender. 2 fig. indivíduo de muito saber; sumidade. 3 sagacidade, perspicácia [ETIM: lat. intelligentia, ae ‘entendimento, conhecimento’] i. artificial loc. subst. ramo da informática que visa dotar os computadores da capacidade de simular certos aspectos da inteligência humana.
(Dicionário Houaiss Conciso / Instituto Antônio
Houaiss, organizador; [editor responsável Mauro De Salles Villar.] – São Paulo: Moderna, 2011, p. 545)
Inteligência artificial Inform. Ramo da ciência da computação dedicado a desenvolver equivalentes computacionais de processos peculiares à cognição humana, como, p. ex., a produção de inferências lógicas, o aprendizado, a compreensão de linguagem natural e o reconhecimento de padrões.
(FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda.
Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 1122)
TEXTO II
A seguir, você lerá um trecho do livro Viagens de Gulliver, um clássico da literatura universal, escrito por Jonathan Swift, publicado em 1726. O trecho foi extraído da Parte III do Capítulo 5 do livro.
Viagens de Gulliver 5 10 15 Fizemos um passeio para a outra parte da academia, onde, como já disse, moravam os cientistas de estudos especulativos.
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Lagado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
Ilustração do mecanismo de criação de sentenças
descrito no texto II:

(Disponível em: https://upload.wikimedia.org/commons/c/c0/Viagens_de-Gulliver_050.jpeg. Acesso em: 20/03/2023)
TEXTO III
Criado robô que escreve poesia desenvolvida por Inteligência Artificial
Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021
Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.
Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.
A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri. Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.
Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.
Fonte: The Guardian (Disponível em
https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escreve-poesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)
Comparando os textos I, II e III, julgue como VERDADEIRA (V) ou FALSA (F) cada assertiva a seguir.
( ) A definição de Inteligência artificial presente no segundo verbete do texto I corrobora a afirmativa presente no segundo parágrafo do texto III.
( ) No último parágrafo do texto III, lê-se: “em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um”. Tal relato é retificado no primeiro verbete do texto I.
( ) No último parágrafo do texto II, lê-se o seguinte trecho: “Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel /.../”. Pode-se afirmar que o excerto transcrito dialoga com a definição de inteligência do primeiro verbete presente no texto I.
A ordem correta é:
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TEXTO III
Criado robô que escreve poesia desenvolvida por Inteligência Artificial
Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021
Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.a
Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.
A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri.d Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.b
Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humanoc que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.
Fonte: The Guardian (Disponível em
https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escreve-poesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)
Considere o trecho extraído do texto III.
“Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller (criador do Ai-Da) acredita que, em breve, ‘serão completamente indistinguíveis dos textos humanos’”.
Assinale a única alternativa em que ocorrem vírgulas utilizadas pelo mesmo motivo do trecho sublinhado.
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TEXTO III
Criado robô que escreve poesia desenvolvida por Inteligência Artificial
Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021
Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.
Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.
A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri. Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.
Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.
Fonte: The Guardian (Disponível em
https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escreve-poesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)
Considere o trecho extraído do texto III.
“Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.” É possível reescrever o trecho, sem prejuízo semântico, da seguinte forma:
I - Por conseguinte, ao escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
II - Não só escreve poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, como também o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
III - Porquanto escreve poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
IV - Conquanto escreve poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
A partir da análise das afirmativas, é correto concluir que
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TEXTO III
Criado robô que escreve poesia
desenvolvida por Inteligência Artificial
Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021
Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.
Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.
A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri. Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.
Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.
Fonte: The Guardian (Disponível em
https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escreve-poesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)
Leia o trecho a seguir, extraído do texto III.
“Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares.” De acordo com esse trecho, é correto afirmar que
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TEXTO II
A seguir, você lerá um trecho do livro Viagens de Gulliver, um clássico da literatura universal, escrito por Jonathan Swift, publicado em 1726. O trecho foi extraído da Parte III do Capítulo 5 do livro.
Viagens de Gulliver 5 10 15 Fizemos um passeio para a outra parte da academia, onde, como já disse, moravam os cientistas de estudos especulativos.
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Lagado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
Ilustração do mecanismo de criação de sentenças descrito no texto II:

(Disponível em: https://upload.wikimedia.org/commons/c/c0/Viagens_de-Gulliver_050.jpeg. Acesso em: 20/03/2023)
Leia o trecho a seguir, extraído do texto II.
“Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel...”
O uso do acento indicativo de crase destacado no fragmento é
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TEXTO II
A seguir, você lerá um trecho do livro Viagens de Gulliver, um clássico da literatura universal, escrito por Jonathan Swift, publicado em 1726. O trecho foi extraído da Parte III do Capítulo 5 do livro.
Viagens de Gulliver 5 10 15 Fizemos um passeio para a outra parte da academia, onde, como já disse, moravam os cientistas de estudos especulativos.
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grandea, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painelb, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.c” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Lagado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu paineld, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
Ilustração do mecanismo de criação de sentenças descrito no texto II:

(Disponível em: https://upload.wikimedia.org/commons/c/c0/Viagens_de-Gulliver_050.jpeg. Acesso em: 20/03/2023)
Observe o uso do vocábulo “que” no fragmento a seguir: “e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença”. Assinale a alternativa na qual o vocábulo “que” apresenta a mesma classificação morfológica do fragmento transcrito.
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TEXTO II
A seguir, você lerá um trecho do livro Viagens de Gulliver, um clássico da literatura universal, escrito por Jonathan Swift, publicado em 1726. O trecho foi extraído da Parte III do Capítulo 5 do livro.
Viagens de Gulliver 5 10 15 Fizemos um passeio para a outra parte da academia, onde, como já disse, moravam os cientistas de estudos especulativos.
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Lagado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
Ilustração do mecanismo de criação de sentenças descrito no texto II:

(Disponível em: https://upload.wikimedia.org/commons/c/c0/Viagens_de-Gulliver_050.jpeg. Acesso em: 20/03/2023)
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmativa correta em relação à perspectiva do inventor do painel presente no texto II.
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