Aldo Bizzocchi, doutor em Linguística, aborda em um de seus textos o mito “de que aumentativos representam coisas grandes, e diminutivos, coisas pequenas”. “Fogão” não é um fogo grande; “balão” não é uma bala gigante; “escrivaninha” não é uma escrivã de baixa estatura nem “cubículo” um cubo pequeno. Além desses casos extremos de aumentativos e diminutivos puramente formais, existem muitos outros (a maioria) que revelam muito menos o tamanho do objeto do que nosso estado de espírito em relação a ele. Meu “filhinho” pode ter 1,90 m de altura, meu “brinquedinho” pode ser uma Ferrari, meu “cãozinho” pode ser um mastim napolitano Em compensação, uma mulher não precisa ser alta nem gorda para ser um “mulherão”. (Aliás, esse adjetivo raramente se aplica a mulheres gordinhas.) Às vezes, um diminutivo é aumentativo: “rapidinho” é muito rápido, “cedinho” é bem cedo, um sujeito “espertinho” é o mesmo que um “espertalhão”.
De Tamanho é documento. In Língua portuguesa. São Paulo, abr. 2011, p. 28-9.
No texto, a afirmação sobre o mito “de que aumentativos representam coisas grandes, e diminutivos, coisas pequenas” significa que: