Mulher de 66 anos, com diabetes
mellitus tipo 2 e tabagista crônica (20 UA/dia), procura
atendimento na UBS com febre (38,5ºC), tosse produtiva com escarro purulento, dispneia leve e mialgias há 3 dias. Exame físico: frequência respiratória 28 irpm,
PA 125/78 mmHg, orientada, sem confusão, saturação O2 94% ar ambiente. Radiografia: consolidação lobar direita. Laboratoriais: ureia 28 mg/dL (<40). De
acordo com CURB-65 (baixo risco, escore 1: tratamento ambulatorial) e diretrizes para PAC na atenção
primária, qual a conduta mais apropriada?
Mulher de 28 anos, conhecida portadora de asma classificada como parcialmente controlada (sintomas diurnos >2x/semana, despertares noturnos 1x/mês, uso de salbutamol >2x/semana, sem
limitação de atividades), em uso de budesonida 200
mcg 2x/dia + salbutamol sob demanda (etapa 3 do
PCDT Asma 2025/GINA 2025). Procura a UBS com
exacerbação leve/moderada: dispneia e sibilos há 2 horas, após resfriado, FC 100 bpm, FR 24 irpm, SatO2
94% AA, PFE 75% do melhor pessoal, sem uso prévio
de medicação hoje. Qual a conduta inicial mais adequada na UBS?
Paciente do sexo masculino, 55
anos, tabagista de 40 mac¸os-ano, procura a UBS com
queixa de dispneia aos esforços moderados (escore
mMRC = 2) e tosse crônica produtiva há 2 anos. Não
relata exacerbações nos últimos 12 meses (CAT = 12).
Exame físico: tórax em barril, sem cianose. Espirometria pós-broncodilatador revela VEF1/CVF = 0,62
(VEF1 = 65% do previsto), classificando GOLD 2.
Qual a conduta farmacológica inicial mais adequada na
UBS para esse paciente, conforme classificação GOLD
2024/PCDT (Grupo B) DPOC 2025?
Mulher, 72 anos, hipertensa em uso
de losartana 50 mg/dia, portadora de diabetes mellitus
tipo 2 controlado com metformina, sem história prévia
de AVC/AIT ou doença vascular periférica conhecida,
apresenta episódio de fibrilação atrial paroxística detectado por ECG de 12 derivações durante consulta na
UBS (ausência de ondas P, ritmo irregular com intervalos RR variáveis >30 segundos, FC ventricular média
90 bpm). Ecocardiograma revela AE levemente dilatado, FEVE preservada. Calculado escore CHA2DS2-
VA = 3 (IC 1, HAS 1, DM 1). De acordo com a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025, qual a conduta mais apropriada na atenção primária quanto à prevenção de fenômenos tromboembólicos?
Homem de 58 anos, hipertenso e
tabagista, procura a UBS por dor em aperto na região
retroesternal há 3 meses, desencadeada ao subir ladeiras, com duração de 5 a 10 minutos, aliviando em repouso e com uso eventual de nitrato sublingual emprestado de um vizinho. Nos últimos 2 dias, refere episódios
mais frequentes, com menor esforço e um deles ocorreu em repouso, durando cerca de 20 minutos, acompanhados de sudorese fria. Ao exame, está lúcido, PA
150/90 mmHg, FC 92 bpm, sem sinais de insuficiência
cardíaca; a UBS dispõe de AAS, clopidogrel, nitrato
sublingual, beta-bloqueador oral, heparina não fracionada, oxigênio e acesso telefônico/ambulância para
SAMU, mas não tem ecg, laboratório nem troponina.
Diante desse quadro, a conduta mais adequada na UBS é:
Um homem de 62 anos, hipertenso e diabético, é acompanhado na UBS por dispneia aos pequenos esforços, ortopnéia e edema de
membros inferiores há 3 meses. Ao exame, apresenta PA 110/70 mmHg, FC 84 bpm, crepitações bibasais e turgência jugular. Ecocardiograma recente
evidenciou cavidades esquerdas dilatadas e fração de
ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 30%. Em
outro turno, a mesma UBS recebe uma mulher de 68
anos, obesa (IMC 33 kg/m?), hipertensa de longa data,
com dispneia aos esforços e edema maleolar vespertino; o ecocardiograma mostra FEVE de 58%, aumento do átrio esquerdo, hipertrofia concêntrica de VE e disfunção diastólica. Na abordagem inicial desses pacientes na atenção primaria, qual alternativa descreve, respectivamente, a classificação da insuficiência
cardíaca quanto à fração de ejeção e o manejo farmacológico de primeira linha mais adequado na UBS?
Homem de 56 anos, pedreiro, tabagista, com história de pai que infartou aos 52 anos,
procura a UBS para rastreio de rotina. Refere uso irregular de dieta, sedentarismo e ausência de comorbidades conhecidas. Ao exame, em duas consultas diferentes, com técnica adequada e aparelho automático
validado, apresenta pressão arterial em consultório de
152/96 mmHg em ambas as ocasiões. Não há sintomas,
exame físico sem sinais de lesão de órgão-alvo evidentes e exames básicos mostram glicemia de jejum normal, creatinina normal, ausência de proteinúria e perfil lipídico com LDL-colesterol limítrofe. Calculado o
escore PREVENT, o paciente apresenta risco cardiovascular alto. Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial — 2025, a conduta MAIS adequada na
UBS é:
Em uma UBS, um paciente com
asma persistente e rinite alérgica mantém sintomas
apesar de corticosteroide inalatório em baixa dose e
técnica adequada. A equipe avalia inclusão de montelucaste disponível na rede. Considerando mecanismo de ação e aplicação clínica, qual alternativa descreve corretamente como os representantes (montelucaste/zafirlucaste) dessa classe atuam?
Em uma UBS, uma gestante no 2º
trimestre apresenta rinite alérgica persistente, com necessidade de manter atenção no trabalho e deslocarse dirigindo diariamente. Ela relata sonolência importante após uso recente de um anti-histamínico sedativo.
O médico considera anti-histamínico sistêmico e o farmacêutico participa da decisão, equilibrando eficácia,
segurança fetal e efeitos adversos maternos. Qual alternativa reúne a escolha mais adequada e a justificativa
farmacológica mais consistente para esse cenário?
Um usuário com transtorno de
ansiedade generalizada (TAG) em acompanhamento
na APS apresenta dor crônica com componente neuropático (queimação e parestesias), hipertensão controlada e histórico de disfunção sexual associada a antidepressivo prévio. Ele tem baixa adesão a esquemas complexos e a equipe busca uma opção com evidência para ansiedade e benefício adicional para dor, com plano de
seguimento para segurança. Qual alternativa reúne o
fármaco e a justificativa farmacológica mais adequados
para esse perfil?