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O assistente social deve conhecer e problematizar o objeto de sua ação profissional, a partir da apropriação de informações e análises consistentes, o que se denomina atitude investigativa. Trata-se de um movimento constante de busca, questionamentos e sistematizações, que possibilita uma ação profissional reflexiva, nutrida pela intencionalidade e pelo planejamento. Incorporar a postura investigativa supõe sua articulação com a dimensão interventiva, na medida em que a ação profissional é consequência e, ao mesmo tempo, subsídio para a investigação. A interdisciplinaridade é outra atitude que qualifica a investigação, diante da necessidade de conhecer mais e melhor as múltiplas expressões da questão social.
Nessa perspectiva, é correto afirmar que o tensionamento entre postura investigativa, intervenção profissional e interdisciplinaridade, possibilita uma ação profissional
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Historicamente, os assistentes sociais têm viabilizado a prestação de serviços, por meio do contato direto com os usuários no acesso e repasses de bens pertinentes às diversas políticas sociais. Nas ações de caráter individual, prevalece a entrevista como um dos principais instrumentos utilizados pelo assistente social.
Nas unidades de atendimento à saúde é comum o uso da entrevista para levantar dados e realizar estudos sociais dos usuários, com a finalidade de conhecer as variáveis socioeconômico-familiares e sanitárias que interferem
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Existe uma distinção entre a compreensão tradicional do “fazer profissional” do Serviço Social como “prática” e do seu entendimento como “processo de trabalho”. Ao proceder apenas uma mudança terminológica de “prática profissional” para “processo de trabalho do assistente social”, sem uma compreensão teórico-conceitual, reitera-se o viés liberal de pensar a prática como atividade do indivíduo isolado.
Nessa lógica de classificação dos elementos do trabalho como um “modelo universal”, a tendência é pensar o fazer profissional do assistente social no seu circuito interno, ou seja, o “seu” processo de trabalho é deslocado das bases sociais de sua realização e tratado ao nível
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A profissão de Assistente Social é regulamentada pela Lei nº 8.662/1993, que estabelece como livre o exercício da profissão em todo o território nacional, observadas as condições estabelecidas nesta lei; a designação profissional de Assistente Social é privativa aos habilitados para o exercício dessa profissão.
A referida lei estabelece ainda as competências do assistente social, entre as quais
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A discussão sobre o lugar da família no âmbito das políticas sociais, particularmente na Assistência Social, tem-se encaminhado a partir de duas perspectivas distintas. Uma que entende a família, mais que ser reconhecida como instância de cuidado e proteção, é uma instância a ser cuidada e protegida, enfatizando a responsabilidade pública. A outra que defende a centralidade da família, apostando na sua capacidade imanente de cuidado e proteção. A sustentação dessa linha de compreensão, que pode ser chamada de familista, está fundada na premissa que existem dois canais “naturais” para satisfação das necessidades dos cidadãos: a própria família e o mercado (via trabalho).
Nessa perspectiva, a intervenção do Estado se dá
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A questão social, considerada como a base fundante na especialização do trabalho do assistente social, precisa ser apreendida na contradição fundamental da sociedade capitalista; questão social que envolve sujeitos que vivenciam as desigualdades e a elas resistem e se opõem.
É nesta tensão, entre produção de desigualdade e produção da rebeldia e da resistência, que trabalham os assistentes sociais, situados neste terreno movido por interesses sociais distintos, aos quais não é possível abstrair ou fugir deles, pois
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O assistente social realiza sua intervenção a partir das expressões concretas das relações sociais, no cotidiano da vida dos indivíduos e grupos. O cotidiano é apreendido como manifestação da história, no qual os agentes a produzem e reproduzem, fazendo-se e refazendo-se nesse processo social. A compreensão do cotidiano não se reduz a aspectos aparentes e triviais; ele é a expressão de um modo de vida, historicamente circunscrito, em que se verifica não só a reprodução de suas bases, mas onde são gestados os fundamentos de uma prática inovadora.
Assim, entender as demandas profissionais passa pela apreensão das situações vividas por indivíduos e famílias, condicionadas pelas lutas sociais e pelas relações de poder, integrando o singular ao
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Desde o final dos anos 1960 a interdisciplinaridade se torna objeto de pesquisa e passa a ser fortemente veiculada dentro e fora dos espaços acadêmicos como uma ação necessária, não apenas na esfera do conhecimento, mas também na da ação profissional. A interdisciplinaridade é tema transversal, que perpassa toda discussão teórico-metodológica da profissão, não se constituindo, no entanto, um método de investigação, uma técnica didática, um instrumento utilitário ou um princípio de homogeneização.
Ao buscar a pluralidade de ângulos que um determinado objeto investigado é capaz de proporcionar, por meio da interlocução entre as áreas do conhecimento, a interdisciplinaridade é entendida como princípio constituinte da diferença e da criação e como
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A dimensão técnico-operativa se constitui na forma de aparecer da profissão; é o modo pelo qual a profissão é conhecida e reconhecida. Em articulação com as dimensões teórico-metodológica e ético-política, a dimensão técnico-operativa é constituída de estratégias, táticas e habilidades utilizadas pelo profissional, necessárias à utilização dos diferentes recursos técnicos. Orientar, encaminhar, avaliar, planejar são ações profissionais que expressam o fazer profissional.
Já o conjunto de atividades que o profissional realiza, mobilizando instrumentos técnico-operativos, denomina-se
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No âmbito do Movimento de Reconceituação do Serviço Social Latino-americano, definiram-se diversas tendências voltadas à fundamentação teórico-metodológica da profissão. Uma das vertentes de análise que emergiram no contexto desse Movimento e que se torna hegemônica no Serviço Social brasileiro é a marxista. Trata-se de uma apropriação teórica e de um posicionamento sócio-político comprometido com a ruptura com o Serviço Social tradicional.
Esse referencial analítico remete à abordagem da profissão como componente da organização da sociedade, inserida na dinâmica das relações sociais, participando do processo de sua
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