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Relativamente à contextura da promoção do cuidado a pacientes hospitalizados em UTI (Stenzel; Paranhos; Ferreira, 2012), analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. A UTI caracteriza-se por ser um local de trabalho complexo e crítico, marcado pelo maior risco de morte iminente de pacientes, onde os profissionais psicólogos convivem diariamente com o sofrimento e a dor dos pacientes e dos respectivos familiares.
II. Na busca pela manutenção da vida, a internação hospitalar na UTI remete o paciente à vivência do desamparo, da vulnerabilidade física e psíquica e da dependência pelo recebimento de cuidado e suporte de outrem (equipe multiprofissional de saúde).
III. É fundamental que os profissionais de saúde (cuidadores) reconheçam os limites das próprias ações, resgatem sua condição humana e reconheçam em si mesmos os efeitos de estarem constantemente submetidos a situações de intensas demandas emocionais.
IV. As demandas de manutenção da vida do sujeito se intrincam à qualidade da realidade psíquica daqueles que cuidam.
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De acordo com a cartilha Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS (CFP, 2019), a atuação de psicólogas(os) como gestores em saúde mostra-se como algo de suma importância e cada vez mais necessária na atualidade. Para essa função, é preciso entender os processos de trabalho nos quais o psicólogo hospitalar está inserido.
I. Quanto a uma intervenção psicológica com a equipe, por meio de grupos, torna-se uma tarefa complexa para que a(o) profissional de psicologia hospitalar inserida(o) na equipe multiprofissional realize, considerando que esta(e) também é membro participante e compõe o modo de funcionamento do grupo.
II. O trabalho psicológico com a equipe multiprofissional deveria ser realizado pelo psicólogo clínico, com promoção de ações preventivas, analisando as configurações do trabalho, o ambiente físico em que a equipe está inserida, os relacionamentos interpessoais dos profissionais (relação chefia subordinados), realizando assim diagnósticos institucionais.
III. No caso do paciente e da família, o psicólogo hospitalar irá realizar uma avaliação inicial para identificar as demandas a serem trabalhadas, focalizando os aspectos psicológicos decorrentes do adoecimento e os impactos gerados.
IV. Há uma dificuldade para o psicólogo hospitalar utilizar protocolos de saúde, pois a psicologia trabalha com a subjetividade do paciente/família. Dessa forma, não é possível medir e sistematizar os aspectos emocionais da subjetividade humana.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Conforme Brazelton (1991), mencionado no livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista, 2021), o trabalho do psicólogo hospitalar com crianças internadas em enfermaria de pediatria, circunscreve aspectos atinentes à
I. previsão (baseando-se na literatura científica e em dados coletados in loco) de comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no contexto hospitalar.
II. avaliação de comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no cenário hospitalar.
III. proposição de instrumentos e procedimentos eficazes, capazes de identificar comportamentos incompatíveis com a boa evolução do quadro clínico no ambiente hospitalar.
IV. manutenção da parceria com a equipe multiprofissional de saúde, mantendo autonomia e poder de decisão ante os aspectos psicológicos e de saúde mental envolvidos em cada paciente.
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Sobre gestão em saúde, analise as sentenças a seguir:
Para a(o) psicóloga(o) hospitalar, é preciso se adaptar à lógica de atendimentos em larga escala, que visa à quantidade de pacientes atendidos por setor, pois é uma demanda do hospital (1ª parte). A utilização de indicadores de qualidade num serviço de atendimento em Psicologia Hospitalar permite o controle de variáveis nos processos que podem interferir no desempenho dos mesmos, acarretando implicações importantes na qualidade da assistência (2ª parte). O importante no processo de gestão é encontrar meios de alinhar a atuação profissional, a relação com a equipe e as estratégias que beneficiem a pessoa assistida, enquadrando no plano de qualidade de atendimento da instituição, sendo reavaliado o desempenho para que aconteça as melhorias necessárias ao longo do processo (3ª parte) (CFP, 2019).
Quais partes estão CORRETAS?
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Especificamente à entrevista lúdica no contexto hospitalar, o Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2019) explicita que
I. refere-se a uma modalidade de avaliação psicológica para crianças, por meio de brinquedos.
II. é um recurso importante para construir vínculo e obter informações sobre a vivência da criança no período de hospitalização.
III. a(o) psicóloga(o) pode avaliar as representações simbólicas e conhecer a dinâmica dos processos psicológicos da criança, bem como o nível de tolerância à frustração e suas reações emocionais, o que permite explorar os significados daquela experiência para ela.
IV. o brinquedo pode ser considerado um “veículo” de acesso e de entendimento da expressão de fantasias, sentimentos e comportamentos da criança hospitalizada.
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De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio Libanês (2023), a espiritualidade faz parte do cuidado de pacientes com doença ameaçadora de vida. Viver esse momento de adoecimento pode ser algo transformador e resultar em crescimento, como também pode ser desesperador e angustiante. Em relação à atuação da equipe multiprofissional no manejo da espiritualidade do paciente e do acompanhante, analise as afirmativas a seguir:
A equipe precisa considerar que a espiritualidade e a religiosidade são sinônimas, à medida que envolvem, dentro de uma coletividade, a expressão de tradições, rituais, crenças, práticas, normas e celebrações em comum que beneficiam as pessoas (1ª parte). Os pacientes com doença avançada desejam que suas necessidades espirituais sejam levadas em consideração pela equipe, pois desta forma sentem que suas crenças e desejos são respeitados e que podem ajudá-los no enfrentamento da situação (2 ªparte). Eventualmente, o paciente pode solicitar ao profissional para rezar com ele ou participar de algum ritual, sendo que, nesses casos, é indicado que o psicólogo reze com ele (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
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Baptista et al. (2010), citados no livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos, enfatizam que os pacientes do psicólogo na UTI neonatal são
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Conforme Simonetti (2011), o paciente na UTI apresenta algumas especificidades que requerem do psicólogo aperfeiçoamento e adaptação das condutas. Analise as sentenças a seguir:
Pelo fato de a maioria dos pacientes internados apresentar dificuldade de falar, o psicólogo pode criar novas formas de linguagem (1ª parte). É importante mencionar que o objetivo da comunicação nessas situações é menos passar informações e muito mais marcar presença, facilitar a expressão das emoções e diminuir a solidão (2ª parte). Para os pacientes internados na UTI que estão em coma, ainda está mantida alguma forma de comunicação. O psicólogo fala para ele e sobre ele, havendo ainda subjetividade nesses casos (3ª parte).
Quais partes estão CORRETAS?
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A promoção dos cuidados psicológicos em UTI Neonatal requer o conhecimento das idiossincrasias que atravessam a construção do vínculo entre mãe, pai e o filho recém-nascido. Nessa lógica, Lebovici (1987), referido no livro Psicologia em Unidade de Terapia Intensiva: intervenções em situações de urgência subjetiva (Almendra et al., 2018), propõe a existência de três tipos de representação dos bebês na organização psíquica dos pais: o bebê imaginário, o bebê fantasmático e o bebê real. Sobre esses conceitos, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. O bebê imaginário é uma representação dos pais, relacionando-se ao narcisismo parental. É construído durante a gestação e diz respeito às projeções dos pais sobre o bebê, incluindo características imaginadas por eles (traços, personalidade, sexo etc.).
II. O bebê fantasmático refere-se à história infantil de cada um dos pais, refletindo suas fantasias inconscientes e a forma como se organizam edipicamente.
III. O bebê real é aquele que confronta os pais com sua alteridade e se apresenta de forma mais efetiva a partir do nascimento.
IV. Para que os pais e o bebê real possam estabelecer uma relação, os pais precisam iniciar um trabalho de luto pelo bebê fantasmático.
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No capítulo 4, A clínica entre vários: o que esperam de nós?, do livro Intervenções Psicológicas na Intubação: da clínica do agora a clínica do depois (2022), se descreve a relação da equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos) com a psicologia. Os relatos dos profissionais demonstraram o que esperam da atuação do psicólogo no preparo do paciente para ser intubado:
I. A equipe espera que o psicólogo seja capaz de esclarecer, desmistificar os possíveis mitos e crenças do paciente e da família acerca da intubação.
II. Os profissionais apontam um diferencial do psicólogo em saber intervir nas demandas emocionais que o processo de intubação exige. Descrevem como um “jeitinho especial” de lidar com essas demandas.
III. A condução do psicólogo na videochamada do paciente consciente com alguém que ele deseja falar possibilita um acolhimento dos sentimentos que permeiam a situação de intubação.
Assinale a alternativa CORRETA:
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