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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta um termo que NÃO tenha a função sintática de adjunto adnominal:
“Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica”.
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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A busca por vivenciar o tempo presente fora das telas é um fenômeno que não se limita ao Brasil.
( ) O hábito de consumir mídias digitais é descrito pelo autor como algo que leva ao esgotamento e à sensação de que algo falta.
( ) A busca por atividades analógicas transformou-se também em exagero, fazendo com que as pessoas busquem por elas somente para poder postar sobre elas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando os fragmentos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa que apresenta um trecho no qual NÃO tenha havido o emprego de figuras de linguagem.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição do trecho a seguir, retirado do texto, para a voz passiva:
“nem sempre a vida oferece essa gentileza”.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
No fragmento “Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser exclusivamente nossas para continuarem existindo”, retirado do texto, a palavra “para” é uma ________________ e poderia ser substituída por _______________ sem causar alterações ao sentido do trecho em que ocorre, _____________, para tanto, necessárias alterações no período.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Sobre a estruturação do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o exposto pelo texto, assinale a alternativa INCORRETA.
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta a principal ideia desenvolvida pelo texto.
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Vida além do digital
Por Antônio Carlos Macedo
- Minha infância nos anos 1960 foi inteiramente analógica. O futuro era imaginado em
- revistas de quadrinhos e filmes de ficção científica. Contudo, nenhum __________ foi capaz de
- prever a revolução digital que transformaria radicalmente o cotidiano décadas depois.
- Naquela época, nossa diversão cabia no tempo e no espaço do bairro: matinês de
- cinema, televisão em preto e branco dividida com os vizinhos, brinquedos improvisados e
- brincadeiras que exigiam criatividade e interação social. A rua era extensão da casa. Bola de
- gude, pião, bambolê, peteca, taco, futebol de meia, _____________ e polícia e ladrão
- garantiam tardes inteiras de convivência.
- Em dias frios ou chuvosos, a socialização migrava para dentro de casa, em torno de
- jogos como moinho, dominó, damas, pega-varetas, mico ou batalha naval. A tecnologia mais
- sofisticada era o telefone de latas — e a gente jurava ouvir a voz do amigo do outro lado da
- “linha”. Tudo exigia presença, toque e disputa.
- Hoje, vivemos o oposto. Casas e escritórios tomados por telas, notificações incessantes,
- assistentes virtuais e uma inteligência artificial capaz de executar .... nossas tarefas com rapidez
- e precisão impressionantes. O excesso, porém, cobra seu preço: cresce o número de pessoas
- em busca de atividades analógicas como forma de desacelerar e respirar fora da Internet. Não
- é nostalgia, nem rejeição .... modernidade, mas busca por equilíbrio.
- Esse retorno parcial ao off-line vai além de um simples detox digital; é um esforço
- consciente de reconexão com o tempo real. Nos Estados Unidos, por exemplo, disparou a
- procura por artesanato, tricô e crochê, livros para pintar e __________. Discos de vinil e CDs
- voltaram a crescer em vendas, ao passo que os livros impressos seguem soberanos no mercado
- editorial.
- Pequenos gestos, como usar um relógio despertador ou tirar uma única foto, ganham
- novo significado. O vinil exige ritual: escolher o disco, retirar da capa, conferir o encarte, pousar
- a agulha na faixa desejada. A audição vira evento. Também tenho buscado esse caminho.
- Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público,
- entretanto, fora delas, busco refúgio na jardinagem, na cozinha e em tarefas manuais.
- Recentemente, passei horas pintando um deck, pincel na mão, celular distante. Saí fisicamente
- cansado, mas mentalmente leve. O esforço manual devolve .... sensação de realidade que o
- pixel nos rouba.
- É um contraste com o gesto automático de rolar o feed infinitamente, o que nos deixa
- estressados e vazios. Não se trata de renegar a tecnologia, indispensável e maravilhosa. Longe
- disso. A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida,
- permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/antonio-carlos-macedo/noticia/2026/01/vida-alem-do-digital-cmkmq1rzu00b501df8vzzlkul.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do período a seguir, retirado do texto:
“A proposta é encontrar um meio-termo que nos garanta melhor qualidade de vida, permitindo que o digital seja ferramenta — e não a única janela pela qual enxergamos o mundo”.
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