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Texto 5A1-I
Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”
Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.).
São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).
Texto 5A1-II
Bem primeiro nasceu Caos, depois Terra (Gaia), a
[origem de todos.
Terra pariu Céu (Urano) constelado, para cercá-la toda
[ao redor.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas: o
[Mar.
Hesíodo. Teogonia. Jaa Torrano (Trad.).
São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, p. 109 (com adaptações).
Texto 5A1-III
Tales de Mileto: “A água é o princípio (arkhé).”
Xenófanes de Colofão: “Tudo vem da terra e na terra
termina.”
Anaximandro de Mileto: “O princípio dos seres é o
ilimitado.”
Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José Cavalcante de Souza.
Coleção Os Pensadores, v. 1. 1.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1973 (com adaptações)
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Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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Questão presente nas seguintes provas
Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
Eloisa Pilati. Linguística, gramática e aprendizagem ativa.
Campinas, SP: Pontes, 2017, p. 23-30 (com adaptações).
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Texto CB1A1
As afirmações “Meus alunos não sabem português” ou
“Eu não sei português” são comuns no dia a dia de brasileiros e
brasileiras. Basta perguntar a qualquer falante do português se ele
“sabe” português e veremos que, na maioria dos casos, a resposta
será: “Não sei” ou “Não sei direito”.
Há diversos motivos que levam os falantes de uma língua
a proferirem afirmações como essas. Há razões históricas e
sociais que podem explicar esse sentimento dos brasileiros.
Uma delas é que, como o senso comum nos leva a pensar
que saber gramática está, diretamente, ligado ao domínio de
conceitos apresentados nos compêndios gramaticais, acabamos
acreditando que, se alguém não sabe as regras apresentadas
nesses compêndios, não sabe português.
É, no mínimo, lamentável imaginar que milhões de
brasileiros, que se comunicam em português diariamente, durante
toda sua vida, têm uma autoestima linguística tão baixa. Por
acreditarem que não dominam certos aspectos de uma variedade
da língua, chegam à conclusão de que não sabem sua própria
língua materna.
Na verdade, todas as pessoas que são expostas à língua
portuguesa desde o nascimento ou desde a infância sabem
português. Portanto, todos os brasileiros nessa situação sabem
português.
Desde o nascimento, nossa mente nos guia em nosso
aprendizado linguístico. Crianças de 2 e 3 anos de idade já usam
a língua portuguesa com desenvoltura, criam sentenças que nunca
escutaram antes e aprendem mais a cada dia, apesar de ainda não
terem ido à escola. Se nosso conhecimento sobre o
funcionamento da língua portuguesa dependesse exclusivamente
do que aprendemos na escola, só aprenderíamos a falar depois de
ir à escola. Sabemos, entretanto, que isso não é necessário.
Quando entendemos que o conceito de gramática
corresponde a um construto mental que cada membro da espécie
humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em
questão, vemos como é, no mínimo, impróprio afirmarmos que
“não sabemos português”.
A escola, de fato, ensinará as crianças a escreverem — a
se expressarem usando a modalidade escrita —, mas os
conhecimentos gramaticais ensinados na sala de aula ficam muito
aquém do conhecimento pleno de uma língua e daquilo que as
crianças já adquiriram quando começaram a falar.
O professor, em sala de aula, poderá promover o
conhecimento linguístico explícito de certos fenômenos
linguísticos, tais como os de concordância, regência ou ordem, ou
mostrar como tais fenômenos ocorrem nas diferentes variedades
da língua portuguesa. No entanto, ele deve estar consciente de
que, antes de a criança ir para a escola, ela já domina,
tacitamente, esses conceitos.
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I. O nome “Angélica” não corresponde ao nome real do filho de Zuzu Angel, funcionando como uma construção poética que universaliza a experiência do luto materno;
II. O título remete a elementos simbólicos ligados à pureza e à inocência, reforçando a dimensão angelical e intensificando a carga emocional da narrativa lírica;
III. A escolha do nome “Angélica” permite ao eu lírico construir um distanciamento entre a realidade factual e a expressão artística do luto, ampliando a dimensão metafórica da obra;
IV. O título indica que a música se restringe à esfera da ficção, desvinculando-se da experiência concreta de Zuzu Angel;
V. A função do título é exclusivamente sonora e estética, não apresentando implicações interpretativas ou simbólicas.
Assinale a alternativa correta.
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