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Foram encontradas 60 questões.

4038585 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
        Também, como já mencionado, nos anos finais do ensino fundamental, os conhecimentos sobre a língua, sobre as demais semioses e sobre a norma padrão se articulam aos demais eixos em que se organizam os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de língua portuguesa. Dessa forma, as abordagens linguística, metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da prática de linguagem que está em evidência nos eixos de leitura, escrita ou oralidade.
        Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro.
        Alguns desses objetivos, sobretudo aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de língua portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordado conforme o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de língua portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.
Internet:<basenacionalcomum.mec.gov.br>  (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação a esse texto e aos princípios gerais da BNCC para o componente de língua portuguesa.
 

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4038584 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Trem de ferro

Manuel Bandeira
Café com pão
Café com pão
Café com pão
(...)
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!
Manuel Bandeira. Manuel Bandeira – poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990, p. 236-7 (com adaptações).
Uma análise semiótica do poema apresentado deve
 

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4038583 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Enunciado 4516614-1 Internet:<encrypted-tbn0.gstatic.com/images> .
A BNCC prevê a seguinte habilidade: “identificar e analisar os efeitos de sentido que fortalecem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estratégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguístico-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práticas de consumo conscientes”. Em conformidade com essa habilidade, é correto afirmar que a apreensão global da mensagem do texto anterior, criado para uma campanha de conscientização ambiental, requer do leitor
 

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4038582 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Texto 12A5-I
        Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde. As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.
Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180. 
Considerando-se que, de acordo com as definições da BNCC, a fruição de cada configuração textual demanda competências específicas, é correto afirmar que a leitura do texto 12A5-I consiste em uma atividade adequada para
 

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4038581 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Texto 12A5-I
        Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde. As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.
Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180. 
Por meio do uso da linguagem em sua multimodalidade, o professor pode propiciar o surgimento de um ambiente que favoreça a leitura de forma dinâmica e significativa para os educandos. Assim, para estimular uma leitura significativa do texto 12A5-I, seria adequado que o docente
 

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4038580 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Após a correção das redações de seus alunos, uma professora reuniu, em uma lista A, as palavras produzidas com erros de grafia. Em seguida, elaborou uma lista B, com as mesmas palavras grafadas de acordo com a ortografia oficial. De posse das listas A e B, a professora pretende realizar uma atividade didático-pedagógica que propicie o uso da criatividade.
Na situação hipotética precedente, para a realização de uma atividade pedagógica que propicie o uso da criatividade, é adequado que a professora proponha aos alunos que
 

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4038579 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Quando de madrugada se levantava — passado o instante de vastidão em que se desenrolava toda — vestia-se correndo, mentia para si mesma que não havia tempo de tomar banho, e a família adormecida jamais adivinhara quão poucos ela tomava. Sob a luz acesa da sala de jantar, engolia o café. Mal tocava no pão que a manteiga não amolecia. Com a boca fresca de jejum, os livros embaixo do braço, abria enfim a porta, transpunha a mornidão insossa da casa, galgando-se para a gélida fruição da manhã. Então já não se apressava mais.
Clarice Lispector. Preciosidade. In: Clarice Lispector. Laços de família. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.
Considerando esse fragmento do conto Preciosidade, de Clarice Lispector, julgue os itens a seguir.
I No primeiro período, os travessões demarcam uma situação anterior ao momento aludido na oração que inicia o fragmento.
II As relações coesivas do fragmento permitem concluir que a palavra banhos está elíptica após o segmento “quão poucos” (primeiro período).
III No último período, o vocábulo “já” demarca temporalmente o início da experiência de “fruição da manhã”.

Assinale a opção correta.
 

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4038578 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Texto 12A2-I
        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
Nos dois últimos períodos do texto 12A2-I, o uso da flexão verbal na primeira pessoa do plural, em “Convivemos” e “temos de conviver”, indica que
 

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4038577 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Texto 12A2-I
        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
No trecho “Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês” (penúltimo período do texto 12A2-I), o sentido produzido pela linguagem figurada na expressão “Convivemos perfeitamente bem com palavras” indica que os falantes usam essas palavras de forma
 

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4038576 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-SE
Texto 12A2-I
        A variação existente hoje, no português do Brasil, que nos permite reconhecer uma pluralidade de falares, é fruto da dinâmica populacional e da natureza do contato dos diversos grupos étnicos e sociais nos diferentes períodos da história. São fatos dessa natureza que demonstram que não se pode pensar no uso de uma língua em termos de “certo” e “errado” e em variante regional “melhor” ou “pior”, “bonita” ou “feia”. No ensino da língua escrita, contudo, procura-se neutralizar as marcas identificadoras de cada grupo social, a fim de atingir um padrão idealizado, que seja supranacional. O paradoxo está em que cada falar tem sua norma, variantes que prevalecem, mas que não anulam a ocorrência de outras. Por exemplo, o segmento r, no contexto final de sílaba, como em carta ou porto. Suas múltiplas realizações são encontradas tanto em Porto Alegre quanto no Rio de Janeiro. O que singulariza uma ou outra cidade é a predominância de determinada variante sobre as outras. Também os empréstimos lexicais não colocam a língua “em perigo”. São apenas reflexos de contatos culturais, ontem e hoje. Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar, por empréstimo ao inglês, que, por sua vez, tem origem no latim (delere, deletum).
Yonne Leite e Dinah Callou. Como falam os brasileiros.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004, p. 57-59 (com adaptações). 
A partir do texto 12A2-I, julgue os itens subsequentes.
I O uso de exemplificação, conforme observado no texto, é uma das características da tipologia dissertativo-argumentativa.
II No ensino de língua portuguesa, deve-se incentivar que os alunos busquem reproduzir, na escrita, as características distintivas das variantes linguísticas por eles faladas.
III A dinâmica populacional e o contato social são fatores que propiciam o surgimento dos diversos falares.

Assinale a opção correta.
 

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