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Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 08.

Texto 1

Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.

Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.

Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que

surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus

Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de

letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista

5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.

Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)

dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos

ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de

dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob

10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o

momento, sem detecção de transmissão comunitária.

A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e

global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,

países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —

15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do

quadro isolado em Bengala Ocidental.

O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade

não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus

Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são

20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto

de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite

aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%

e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.

Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes

25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e

isso nunca foi tão necessário.

Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).

Ainda sobre a incidência do vírus e sua contaminação, o texto 1 leva a considerar como princípio fundamental da saúde:

 

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Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 08.

Texto 1

Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.

Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.

Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que

surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus

Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de

letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista

5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.

Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)

dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos

ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de

dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob

10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o

momento, sem detecção de transmissão comunitária.

A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e

global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,

países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —

15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do

quadro isolado em Bengala Ocidental.

O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade

não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus

Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são

20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto

de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite

aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%

e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.

Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes

25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e

isso nunca foi tão necessário.

Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).

O texto inicia com uma ponderação de caráter questionador: “estamos diante de uma nova ameaça pandêmica?” (linha 2). Essa abordagem ocorre porque _______________________________________.

A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é

 

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4060424 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Um dos elementos que formam “exoplanetas” (5º parágrafo) permite inferir que esta palavra se refere a planetas fora do Sistema Solar. Esse elemento e o processo de formação de palavras a que se vincula se denominam, respectivamente:
 

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4060423 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. (5º parágrafo)
Na frase acima, a palavra “mais” é empregada três vezes, possuindo diferentes classificações gramaticais, que são, respectivamente:
 

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4060422 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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A palavra “como” tem valor comparativo em:
 

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4060421 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. (4º parágrafo)
O período acima possui duas orações subordinadas substantivas do seguinte tipo:
 

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4060420 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. (3º parágrafo)
Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. (6º parágrafo)  
Ainda no contexto, a palavra “universo” mantém com a palavra “cosmos” relação semântica de:
 

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4060419 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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Com base nas frases a seguir, responda à questão.
Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. (3º parágrafo) Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. (6º parágrafo)
No contexto, a palavra “silêncio” expressa a seguinte figura de linguagem:
 

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4060418 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?
        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.
        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 
        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 
        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.
        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  
        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 
GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
No texto, a autora, uma cientista brasileira graduada em Física, emprega várias vezes a primeira pessoa do plural. Pode-se considerar que esse emprego tem o objetivo de englobar, principalmente, a autora e a comunidade científica em:
 

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4060417 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Arraial Cabo-RJ
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TEXTO: Existe vida fora da Terra, no espaço? Ou será que estamos sozinhos?
        Você já se perguntou se existe vida em outros planetas? Essa é uma das perguntas mais intrigantes da ciência. Até agora, sabemos de algo animador: nossa galáxia é repleta de planetas, muitos com características parecidas com as da Terra. Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. A busca por vida fora da Terra está apenas começando e levanta cada vez mais perguntas.
        Há milhares de anos, a humanidade olha para o céu com curiosidade. Hoje, sabe-se que as estrelas não estão sozinhas: a existência de milhares de planetas fora do nosso Sistema Solar já está confirmada. E mais: existem trilhões de outros planetas na Via Láctea! Entre eles, muitos têm tamanho e temperatura parecidos com os da Terra, orbitando em regiões chamadas de “zonas habitáveis” – onde a água líquida poderia existir. Essas regiões são especiais porque a presença de água é considerada essencial para o desenvolvimento da vida como conhecemos. 
        Apesar dessas descobertas, o silêncio do cosmos continua misterioso. Essa ausência de sinais de vida inteligente é conhecida como o paradoxo de Fermi. O cientista Enrico Fermi perguntou: “Se o universo é tão vasto e antigo, onde está todo mundo?”. Mesmo com tanto tempo e espaço para que formas de vida inteligente se espalhem, até agora não encontramos nada. Essa questão nos intriga e nos inspira a continuar procurando. Será que estamos olhando nos lugares certos? Ou talvez a vida exista de formas tão diferentes que nem conseguimos reconhecê-la? 
        Cientistas desenvolveram algo chamado equação de Drake para estimar quantas civilizações inteligentes podem existir. Embora muitas das variáveis da equação ainda sejam um mistério, ela nos dá esperança. Sabemos que existem inúmeras estrelas com planetas ao seu redor e que algumas dessas condições podem favorecer o surgimento da vida. Isso é como juntar as peças de um quebra-cabeças gigante do qual ainda temos poucas partes. Além disso, as tecnologias estão avançando, o que significa que podemos obter respostas mais rápidas e precisas no futuro.
        Estamos em um momento emocionante da ciência. Telescópios mais potentes estão sendo construídos para olhar mais longe e com mais detalhes. Eles ajudam os cientistas a analisar atmosferas de exoplanetas em busca de sinais de vida, como oxigênio ou metano. Cada descoberta aproxima a humanidade da resposta para a grande pergunta: estamos sozinhos no universo? Recentemente, tecnologias como o Telescópio James Webb estão trazendo imagens e dados que jamais imaginamos, permitindo explorar o cosmos com mais precisão.  
        Enquanto isso, a Terra é o único lugar onde sabemos que existe vida. Isso torna nosso planeta incrivelmente especial e nos lembra da importância de cuidarmos dele. Cada planta, animal e ecossistema é uma peça valiosa nesse quebra-cabeças da vida. E quem sabe? Talvez, em algum canto distante do cosmos, haja alguém também olhando para o espaço, se perguntando se nós estamos aqui. Por enquanto, o silêncio do universo é um convite à exploração e à reflexão sobre nosso lugar nesse vasto mistério. 
GABRIELA P. BAILAS Adaptado de folha.uol.com.br, 13/12/2024. 
Mesmo assim, ainda não encontramos nenhuma prova de que não estamos sozinhos no universo. (1º parágrafo)
Considerando a expressão que a inicia, a frase citada, em relação à que a antecede, expressa sentido de:
 

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