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Memórias sem imaginação
Fiquei entusiasmadíssimo com recursos da internet, quando finalmente comecei a me valer deles, tempos atrás. Pois não é que de repente passei a ter acesso a imagens e sons de um passado que dava por perdido? Ruas antigas, objetos da casa desaparecida, ingênuos anúncios, canções marcantes, utensílios domésticos carregados de magia - tudo se estampava agora em imagens nitidas e voltava em sons precisos, por meio de plataformas eletrônicas. O mundo das imagens e das ondas sonoras da minha infância e de antes dela estava ali, a um toque do milagre digital.
Mas de repente... Mas de repente comecei a me afogar nesse repertório inesgotável de sensações, que eu podia repetir tanto quanto quisesse. E comecei a dar pela falta de um elemento fundamental para a vida da memória afetiva: o imaginário nosso que parte dela. A força mecânica das coisas recuperadas num buscador digital não trazia consigo a alma da minha imaginação, aquela de quando eu ia me lembrando de algo contando apenas com minha memória interiorizada, sem signos ostensivos. De repente, exposição iluminada das coisas mágicas do meu passado era solar demais, impunha suas imagens à minha imaginação, a riqueza do passado me aparecia agora esbanjada, perdulária, barateada... Faltava às lembranças digitalizadas a hesitação na escolha dos detalhes, a invenção necessária para cobrir lacunas, a dificuldade laboriosa da tentativa de remontagem das antigas experiências. Faltava, em cada imagem exibida e inconteste, a construção compensatória do meu imaginário.
Não estou sendo ingrato. Aos canais de música não tenho como agradecer por abrir um leque incomensurável das composições que o mundo já conheceu e está conhecendo. Mas no campo da memória pessoal, a contundência dos arquivos implacáveis da internet suprime os vazios humanizantes da nossa memória que, segundo Bergson, corta e costura o passado segundo convocações do presente - convocações pessoais e intransferíveis. Colocando diante de nós as marcas físicas de nosso passado, a digitalização computacional suprime as franjas e as sombras que eram parte fundamental de cada lembrança afetiva. Para me proporcionar todas as visões do passado, o computador precisa que eu escancare os olhos e me deixe cegar com tanta iluminação. Fica comigo, no entanto, a saudade da memória que eu praticava misturando lembrança e imaginação, me valendo da riqueza comovente dos vazios que eu me esmerava em preencher. Fica comigo a memória da memória que era a minha.
(Almino Valares, a editar)
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Memórias sem imaginação
Fiquei entusiasmadíssimo com recursos da internet, quando finalmente comecei a me valer deles, tempos atrás. Pois não é que de repente passei a ter acesso a imagens e sons de um passado que dava por perdido? Ruas antigas, objetos da casa desaparecida, ingênuos anúncios, canções marcantes, utensílios domésticos carregados de magia - tudo se estampava agora em imagens nitidas e voltava em sons precisos, por meio de plataformas eletrônicas. O mundo das imagens e das ondas sonoras da minha infância e de antes dela estava ali, a um toque do milagre digital.
Mas de repente... Mas de repente comecei a me afogar nesse repertório inesgotável de sensações, que eu podia repetir tanto quanto quisesse. E comecei a dar pela falta de um elemento fundamental para a vida da memória afetiva: o imaginário nosso que parte dela. A força mecânica das coisas recuperadas num buscador digital não trazia consigo a alma da minha imaginação, aquela de quando eu ia me lembrando de algo contando apenas com minha memória interiorizada, sem signos ostensivos. De repente, exposição iluminada das coisas mágicas do meu passado era solar demais, impunha suas imagens à minha imaginação, a riqueza do passado me aparecia agora esbanjada, perdulária, barateada... Faltava às lembranças digitalizadas a hesitação na escolha dos detalhes, a invenção necessária para cobrir lacunas, a dificuldade laboriosa da tentativa de remontagem das antigas experiências. Faltava, em cada imagem exibida e inconteste, a construção compensatória do meu imaginário.
Não estou sendo ingrato. Aos canais de música não tenho como agradecer por abrir um leque incomensurável das composições que o mundo já conheceu e está conhecendo. Mas no campo da memória pessoal, a contundência dos arquivos implacáveis da internet suprime os vazios humanizantes da nossa memória que, segundo Bergson, corta e costura o passado segundo convocações do presente - convocações pessoais e intransferíveis. Colocando diante de nós as marcas físicas de nosso passado, a digitalização computacional suprime as franjas e as sombras que eram parte fundamental de cada lembrança afetiva. Para me proporcionar todas as visões do passado, o computador precisa que eu escancare os olhos e me deixe cegar com tanta iluminação. Fica comigo, no entanto, a saudade da memória que eu praticava misturando lembrança e imaginação, me valendo da riqueza comovente dos vazios que eu me esmerava em preencher. Fica comigo a memória da memória que era a minha.
(Almino Valares, a editar)
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Leia o texto 2 para responder às questões 09 e 10.
Texto 2

Disponível em: https://prevenindobullyingnaescola.blogspot.com/2014/05/charge-virus-e-bullying.html. Acesso em: 06 fev. 2026
Considerando o texto 2, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O sujeito da oração: “que existem pessoas que agem como eles” é indeterminado.
( ) No primeiro quadrinho da tirinha, o sujeito da oração principal é simples e determinado, porque possui um só núcleo.
( ) a oração “quando nos atingem”, extraído do primeiro quadrinho da tirinha, é uma oração subordinada adverbial, pois veio introduzida pelo conectivo “quando” que indica tempo.
( ) No fragmento: “E o pior é saber que existem pessoas que agem como eles”, o trecho destacado é uma oração subordinada adjetiva restritiva.
( ) O vocábulo “coisas” tem como papel morfossintático ser um advérbio com função sintática de complemento nominal.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia o texto 2 para responder às questões 09 e 10.
Texto 2

Disponível em: https://prevenindobullyingnaescola.blogspot.com/2014/05/charge-virus-e-bullying.html. Acesso em: 06 fev. 2026
Sobre o fragmento do texto 2, extraído do terceiro quadrinho da tirinha: "[...] existem pessoas que agem como eles”, é correto afirmar que
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Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 08.
Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
O texto 1 finaliza com a seguinte reflexão: “A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e isso nunca foi tão necessário” (linhas 25-26).
As conjunções “mas” e “e”, presentes no fragmento do texto 1, são exemplos de conjunções interoracionais. Ao analisar a função delas no texto, é correto afirmar que “mas” indica _______________, e “e” indica _________________________________________.
A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
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Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 08.
Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
Analise o fragmento: “A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento” (linhas 12-13).
Considerando o fragmento acima, extraído do texto 1, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) No fragmento analisado, tem-se um exemplo de frase nominal e verbal.
( ) No fragmento, é possível encontrar uma relação de parataxe na construção oracional.
( ) O trecho “[...] baixo nos níveis nacional, regional e global [...]” apresenta paralelismo de construção.
( ) O vocábulo “indiano”, em sua morfossintaxe, é classificado como um adjetivo com função sintática de adjunto adnominal.
( ) Na oração: “A disseminação do vírus parecia sussurrar alerta em cada região do país”, criada com base no fragmento do texto, tem-se um exemplo de figura de linguagem denominada catacrese.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 08.
Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
No excerto, extraído do texto 1: “A infecção pode causar encefalite aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40% e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde” (linhas 21-23), o trecho destacado é uma oração
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Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
Ao construir uma oração ou período, deve-se organizar os termos de forma ordenada e clara a fim de possibilitar a compreensão.
No excerto: “A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento” (linhas 12-13), o trecho grifado é classificado como:
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Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
No trecho, extraído do texto 1, “[...] as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) dois casos laboratoriais confirmados [...]” (linhas 6-7), o verbo destacado está conjugado no _______________ do modo ______________ e expressa uma ____________________________.
A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
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Texto 1
Nipah: vírus volta a preocupar a saúde global após casos na Índia, mas sem cenário de novo surto.
Organização Mundial de Saúde classifica o risco de disseminação do Nipah como moderado no âmbito subnacional, e baixo nos níveis nacional, regional e global. Não há indicação de surto fora da Índia, mas fiscalização foi reforçada.
Sempre que surge a notícia de uma onda de casos envolvendo um vírus pouco conhecido, a pergunta que
surge quase automaticamente é: estamos diante de uma nova ameaça pandêmica? Neste caso, o vírus
Nipah costuma ocupar esse lugar no debate público. Associado a quadros clínicos graves e a altas taxas de
letalidade, ele é frequentemente citado como um dos patógenos mais preocupantes do ponto de vista
5 científico. Mas preocupação não é sinônimo de pânico — e entender essa diferença é essencial.
Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS)
dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental. Os casos
ocorreram em profissionais de saúde do mesmo hospital em Barasat, com sintomas iniciados no fim de
dezembro de 2025 e confirmados em 13 de janeiro — um dos pacientes melhorou, o outro permanece sob
10 cuidados críticos. Desde então, mais de 190 contatos foram rastreados e testados negativamente até o
momento, sem detecção de transmissão comunitária.
A OMS classifica o risco como moderado no âmbito subnacional e baixo nos níveis nacional, regional e
global, e não há indicação de disseminação fora de território indiano associada a esse evento. Em resposta,
países vizinhos e alguns aeroportos asiáticos reforçaram medidas de triagem e vigilância sanitária —
15 reforçando, assim, a capacidade de resposta, mas sem sinais de propagação sustentada do vírus fora do
quadro isolado em Bengala Ocidental.
O caso do vírus Nipah ilustra um princípio fundamental da saúde pública: vigilância não é alarme, e gravidade
não é sinônimo de pandemia. Identificado pela primeira vez em 1998, durante um surto na Malásia, o vírus
Nipah é um vírus zoonótico do gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. Seu reservatório natural são
20 morcegos frugívoros do gênero Pteropus, amplamente distribuídos no sul e sudeste da Ásia. [...]. Do ponto
de vista clínico, trata-se de um vírus capaz de produzir sintomas graves. A infecção pode causar encefalite
aguda, insuficiência respiratória e rápida evolução para óbito, com taxas de letalidade que variam entre 40%
e 75%, dependendo do surto e do acesso aos serviços de saúde.
Informar com precisão, contextualizar riscos e comunicar incertezas de forma honesta são tão importantes
25 quanto detectar novos patógenos. A ciência não existe para produzir medo, mas para reduzir incertezas: e
isso nunca foi tão necessário.
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/nipah-virus-volta-a-preocupar-saude-global-apos-casos-na-india-massem-cenario-de-novo-surto.ghtml Acesso em: 05 fev. 2026. (Adaptado).
No excerto, extraído do texto 1: “Em janeiro de 2026, as autoridades de saúde da Índia notificaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) dois casos laboratoriais confirmados de infecção pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental” (linhas 6-7).
A pontuação presente no trecho grifado é justificada porque_________________________________.
A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é
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