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4214548 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Texto para a questão
    O Ministério da Saúde reconhece a obesidade como um problema de saúde pública e orienta que, diante do atual quadro epidemiológico do país, sejam prioritárias as ações de promoção da alimentação adequada e saudável, de prevenção da obesidade e intervenções para a construção de ambientes alimentares saudáveis. Do ponto de vista conceitual, tanto o sobrepeso quanto a obesidade se referem ao acúmulo excessivo de gordura corporal. A obesidade é fator de risco para outras enfermidades, como: doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Isso sem falar da maneira como o problema é visto pela sociedade, podendo levar a estereótipos e discriminação. E é justamente nesse ponto que fica evidente como aspectos sociais e psicológicos do indivíduo podem ser afetados, para além da questão física.
    A prevalência de obesidade tem aumentado de maneira epidêmica, nas últimas décadas e, atualmente, representa um grande problema de saúde pública no mundo. No Brasil, o excesso de peso (que compreende o sobrepeso e a obesidade) também tem aumentado.
   Dados recentes indicam que o consumo de emagrecedores sem orientação médica aumentou 25% na última década, sendo mais prevalente entre mulheres jovens. As complicações mais comuns incluem arritmias cardíacas, transtornos de ansiedade e depressão. Observou-se também que a fiscalização sobre a venda desses medicamentos é insuficiente, permitindo sua ampla distribuição em mercados físicos e online. Além disso, as campanhas educativas voltadas para os riscos dessa prática ainda são escassas, dificultando a conscientização da população.
Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/17856/10218. Acesso em: 23 fev. 2026. 
No texto, critica-se o uso indiscriminado de emagrecedores devido à(às)
 

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4214547 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Texto para a questão


Professora da UFU realiza pesquisa sobre substâncias tóxicas no leite
Presença do carrapaticida alfacipermetrina e de furfural em substâncias lácteas pode até causar câncer
   O projeto “Detecção de resíduos do carrapaticida alfacipermetrina e de furfural em leite in natura e derivados lácteos: aplicação de uma abordagem eletroanalítica”, orientado pela professora Djenaine de Souza, foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), no edital “Ciência por Elas: Fomento à participação feminina na ciência, inovação e colaboração internacional”. A pesquisa terá duração de 36 meses e contará com três alunos de mestrado e um de iniciação científica, todos estudantes do Campus Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O projeto vai receber o suporte financeiro no valor de R$ 87.344,00.
    Com base no controle de qualidade e priorizando os produtores de menor porte, Souza busca detectar a presença do carrapaticida e do furfural no leite in natura, que seria seu estado puro, para assim descartar lotes iniciais do produto que contenham doses excessivas dessas substâncias.
   O carrapaticida alfacipermetrina é um tipo de pesticida que é borrifado no couro das vacas para evitar que carrapatos e moscas infectem o gado por meio de picadas que causam lesões na pele do animal. Já o furfural é um subproduto gerado quando alguns tipos de açúcar são aquecidos a altas temperaturas, e que pode também ser obtido durante a produção de alguns produtos lácteos, tais como queijos e doces de leite.
Tanto o carrapaticida quanto o furfural, se ingeridos em menor quantidade, não são nocivos à saúde. Por outro lado, a coordenadora do projeto ressalta que o perigo está, a longo prazo, no consumo contínuo desse leite pela população. Isto porque essas substâncias são contaminantes e, caso se acumulem no organismo humano, podem causar danos gástricos, neurológicos e até resultar em alguns tipos de câncer.
   Considerado objetivo, efetivo e com custo mais acessível, o método utilizado na pesquisa, eletroanalítico, mede uma propriedade elétrica (como corrente, condução, resistência e condutividade) e oferece respostas para análise da quantidade de cada contaminante que pode estar presente no leite e derivados lácteos. A abordagem também é mais fácil e operacional, com a possibilidade de ser usada por um pesquisador que pode levar o equipamento na linha de produção, e conseguir analisar diretamente na amostra de leite, por exemplo, sem precisar eliminar toda sua gordura e proteína, diferentemente de outros métodos, como o cromatográfico.
Disponível em: https://comunica.ufu.br/noticias/2024/02/professora-da-ufu-realiza-pesquisa-sobre-substancias-toxicas-no-leite. Acesso em: 23 fev. 2026.
A aprovação do projeto em edital específico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) deve-se à
 

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4214546 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Texto para a questão


Professora da UFU realiza pesquisa sobre substâncias tóxicas no leite
Presença do carrapaticida alfacipermetrina e de furfural em substâncias lácteas pode até causar câncer
   O projeto “Detecção de resíduos do carrapaticida alfacipermetrina e de furfural em leite in natura e derivados lácteos: aplicação de uma abordagem eletroanalítica”, orientado pela professora Djenaine de Souza, foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), no edital “Ciência por Elas: Fomento à participação feminina na ciência, inovação e colaboração internacional”. A pesquisa terá duração de 36 meses e contará com três alunos de mestrado e um de iniciação científica, todos estudantes do Campus Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O projeto vai receber o suporte financeiro no valor de R$ 87.344,00.
    Com base no controle de qualidade e priorizando os produtores de menor porte, Souza busca detectar a presença do carrapaticida e do furfural no leite in natura, que seria seu estado puro, para assim descartar lotes iniciais do produto que contenham doses excessivas dessas substâncias.
   O carrapaticida alfacipermetrina é um tipo de pesticida que é borrifado no couro das vacas para evitar que carrapatos e moscas infectem o gado por meio de picadas que causam lesões na pele do animal. Já o furfural é um subproduto gerado quando alguns tipos de açúcar são aquecidos a altas temperaturas, e que pode também ser obtido durante a produção de alguns produtos lácteos, tais como queijos e doces de leite.
Tanto o carrapaticida quanto o furfural, se ingeridos em menor quantidade, não são nocivos à saúde. Por outro lado, a coordenadora do projeto ressalta que o perigo está, a longo prazo, no consumo contínuo desse leite pela população. Isto porque essas substâncias são contaminantes e, caso se acumulem no organismo humano, podem causar danos gástricos, neurológicos e até resultar em alguns tipos de câncer.
   Considerado objetivo, efetivo e com custo mais acessível, o método utilizado na pesquisa, eletroanalítico, mede uma propriedade elétrica (como corrente, condução, resistência e condutividade) e oferece respostas para análise da quantidade de cada contaminante que pode estar presente no leite e derivados lácteos. A abordagem também é mais fácil e operacional, com a possibilidade de ser usada por um pesquisador que pode levar o equipamento na linha de produção, e conseguir analisar diretamente na amostra de leite, por exemplo, sem precisar eliminar toda sua gordura e proteína, diferentemente de outros métodos, como o cromatográfico.
Disponível em: https://comunica.ufu.br/noticias/2024/02/professora-da-ufu-realiza-pesquisa-sobre-substancias-toxicas-no-leite. Acesso em: 23 fev. 2026.
De acordo com o texto, o método eletroanalítico proposto consiste em
 

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4214545 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Muito provavelmente, os benefícios mais visíveis do avanço do conhecimento científico estejam na saúde. Uma pessoa nascida no final do século XVIII muito provavelmente morreria antes de completar 40 anos de idade. Alguém nascido hoje em um país desenvolvido deverá viver mais de 80 anos e, embora a desigualdade seja muita, mesmo nos países mais pobres da África subsaariana, a expectativa de vida, atualmente, é de mais de 50 anos.
   A ciência e a tecnologia são os fatores-chave para explicar a redução da mortalidade por várias doenças, como as infecciosas, e o consequente aumento da longevidade dos seres humanos. Até o primeiro quarto do século passado, doenças como pneumonia, tuberculose e diarreia eram as principais causas de morte, responsáveis por quase 30% da mortalidade nos Estados Unidos. Nos anos 1900, as doenças infecciosas matavam entre setecentas e oitocentas a cada 100 mil pessoas, todos os anos. Foi a descoberta da penicilina a principal responsável pela queda na mortalidade por esse tipo de doença, que, atualmente, mata menos de cinquenta em cada 100 mil habitantes.

Disponível em: https://tinyurl.com/4trav2kv. Acesso em: 27 maio 2026.

Analise os tempos e os modos verbais em negrito e assinale a alternativa incorreta.
 

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4214515 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Enunciado 4515859-1

Disponível em: https://juniao.com.br/chargecartum/. Acesso em: 13 maio 2026.

Com base nos recursos verbais e não verbais empregados na charge, assinale a alternativa correta. O efeito de humor decorre

 

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4214514 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
Texto para a questão


    Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]  

    Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]  

    O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo. 

    Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas. [...]

    Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", completa a especialista.

    Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
    O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026. 
De acordo com o texto, assinale a alternativa que evidencia uma opinião.
 

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4214513 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
Texto para a questão


    Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]  

    Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]  

    O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo. 

    Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas. [...]

    Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", completa a especialista.

    Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
    O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026. 
Assinale a alternativa em que o termo em negrito expressa condição.
 

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4214512 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
Texto para a questão


    Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]  

    Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]  

    O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo. 

    Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas. [...]

    Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", completa a especialista.

    Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
    O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026. 
Analise as asserções de acordo com o texto e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de asserções verdadeiras e falsas.

I. Em “ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte”, a palavra em negrito demarca uma condição para a criação do avatar.
II. Em “O uso de IA para ‘reviver’ pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum”, a expressão em negrito indica uma ação cujo início remonta ao presente, ou seja, à atualidade do aplicativo desenvolvido.
III. No trecho “Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional [...] e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", a expressão em negrito enfatiza a temporalidade gradativa com a qual o luto deve ser encarado.
IV. Nos trechos “O 2Wai é um aplicativo para criar ‘HoloAvatars’, como a empresa chama os avatares” e “A startup afirma que é possível gerar um ‘HoloAvatar’ de ‘personagens’, como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo”, o termo em negrito é usado com o mesmo sentido.
 

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4214511 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
Texto para a questão


    Um aplicativo (app) que usa inteligência artificial (IA) para criar avatares de pessoas já falecidas tem gerado polêmica na internet. Chamado de 2Wai, o app permite recriar alguém virtualmente para interações ao vivo. Por enquanto, está disponível apenas nos Estados Unidos. [...]  

    Um vídeo que demonstra a tecnologia viralizou no X. Nele, uma mulher grávida aparece conversando com a própria mãe, que já morreu. A história avança e mostra a avó contando uma história para o bebê e, em seguida, a criança já crescida usando o app para interagir com ela. [...]  

    O 2Wai é um aplicativo para criar "HoloAvatars", como a empresa chama os avatares, que não se limitam a pessoas já falecidas. A startup afirma que é possível gerar um "HoloAvatar" de "personagens", como um personal trainer, escritor, agente de viagem ou até astrólogo. 

    Quando é de alguém que já faleceu, ele só pode ser criado se houver um vídeo gravado antes da morte — com a pessoa falando e se movimentando. A partir dessas imagens, a IA amplia o repertório do "gêmeo digital", que, segundo o 2Wai, consegue falar como a pessoa real, reconhecer o usuário e lembrar informações passadas. [...]

    Especialista alerta para o risco de dependência e para a "ilusão de realidade" ao usar IAs, especialmente durante o processo de luto. "A mesma tecnologia que oferece companhia pode gerar confusão entre o real e o simulado, criar dependência afetiva e, em alguns casos, amplificar a angústia", analisa Mariana Malvezzi, psicóloga e psicanalista da faculdade ESPM. "Essa ilusão da IA pode minar a autonomia emocional, afastar o enlutado de rituais do luto e dificultar o movimento de simbolização, que é reconhecer a morte e, aos poucos, ressignificá-la", completa a especialista.

    Um em cada quatro brasileiros se imagina usando inteligência artificial para conversar com familiares já falecidos, aponta uma pesquisa da ESPM realizada neste mês para o Dia de Finados. O levantamento ouviu 267 participantes que perderam entes queridos nos últimos dois anos.
    O uso de IA para "reviver" pessoas falecidas tem se tornado cada vez mais comum. [...] Em outro caso polêmico, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN norte-americana, "entrevistou" um avatar criado por IA de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018. O vídeo, publicado no YouTube, mostra Acosta ao lado da versão digital de Joaquin, recriada pelos pais a partir de uma foto antiga, com voz e movimentos gerados por IA.
Disponível em: https://tinyurl.com/esap4k4u. Acesso em: 9 maio 2026. 
Assinale a alternativa que corresponde à correta identificação do gênero discursivo, considerando a estrutura, a temática e o estilo do texto.
 

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4214510 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
Texto para a questão


    Quase todo dia por volta das nove horas da noite a dona de casa Maria de Lourdes Antunes realiza uma espécie de ritual pré-novelístico. Momentos antes de começar o mais nobre dos folhetins televisivos da Rede Globo, Maria de Lourdes para o que estiver fazendo para ir ao quintal. Chega bem perto da cerca de madeira que marca os limites de sua acanhada propriedade, fica na ponta dos pés, estica a cabeça e busca no horizonte o sinal de que algum grande navio se aproxima. Se as luzes dos imensos cargueiros que levam as commodities brasileiras mundo afora estiverem à vista, é certeza de que não poderá se esbaldar de rir com a atuação do ator Marcelo Serrado na pele do mordomo Crô. “Não sei por que, mas quando os navios estão estacionando aqui na frente de casa a TV vira um chuvisco só, não dá pra ver nada, e eu perco o Crô, é embaçado”, conta ela.  

    Para Maria de Lourdes, navio estacionado na porta de casa está longe de ser uma figura de linguagem. É que para ela e outras quase 6 mil pessoas que moram numa favela encravada no meio do Porto de Santos, trata-se do que ocorre quando um imenso graneleiro atraca em um píer, distante menos de 50 metros de suas janelas. Obrigados a lidar com as particularidades de se viver dentro do maior terminal marítimo da América Latina, os moradores da favela Sítio Conceiçãozinha se acostumaram com uma série de exóticos eventos que só ocorrem por lá. Ter o sinal da televisão afetado pelos poderosos sistemas de navegação dos mais de 5,7 mil navios que atracam todos os anos no Porto de Santos é apenas um dos mais simples deles. 

    Vista do alto, mais especificamente pelas lentes do satélite que abastece o sistema de mapas do Google, é fácil entender porque a favela do Sítio Conceiçãozinha é uma aberração típica da mal ajambrada infraestrutura brasileira. Nascida como uma vila de pescadores e sitiantes na virada do século passado, a área começou a ser ocupada por migrantes ainda na década de 60. Nos anos 70, o Porto de Santos foi se expandindo para o outro lado da margem, no Guarujá – onde está a favela – sem que houvesse qualquer preocupação com aquela população. Terminais de carga foram construídos, píeres fincados a poucos metros de distância das casas, e empresas foram se estabelecendo. Logo, mais pessoas vieram e o que era uma vila bucólica transformou-se, a partir dos anos 80, num aglomerado de barracos, palafitas e vielas estreitas. 

    Muitos desses migrantes aproveitam o ambiente tão atípico para ganhar dinheiro. Com navios do mundo todo atracados a poucos metros da margem, um intenso e curioso comércio entre os moradores e os marinheiros floresceu. Por meio de baldinhos presos a cordas que descem do deque dos navios, uma gama variada de produtos é oferecida aos visitantes: galinhas – vivas – a US$ 5, bananas por latas de Coca-Cola e maconha e cocaína para navegantes em busca de diversão. Até cachorros, dizem alguns moradores, foram vendidos para coreanos, saudosos de uma suposta comida caseira. “A gente achava que era pra eles criarem, mas depois disseram que eles fizeram um churrasco com o coitado”, diz Elisabete Santos, que anda desconfiada do carinho repentino que alguns vizinhos desenvolveram pelos cães da rua.
Disponível em: https://tinyurl.com/5n755s2y. Acesso em: 9 maio 2026. 
No trecho “Até cachorros, dizem alguns moradores, foram vendidos para coreanos, saudosos de uma suposta comida caseira”, o termo em negrito não funciona para
 

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