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TEXTO I
O pomo
Desde a instalação da República o Brasil tem se especializado
em perder uma oportunidade atrás da outra e nossa
imobilidade vai acabar nos apodrecendo
Alexandre Garcia

O Senado brasileiro passando a lei que aboliu a escravidão no país, em 13 de maio de 1888 /
Foto: Domínio Público.
No 13 de maio, como em todos os anos, refizeram-se
discussões sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, há 138
anos. A Princesa Isabel, como regente, pois o pai, Pedro II,
estava fora do Brasil, enviou o projeto ao Parlamento numa
terça-feira, a Câmara o aprovou na quinta e o Senado no
domingo. No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente
sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.
O Senado trabalhou até no domingo. Porque o pomo estava
maduro e era hora de colher o fim da escravidão. A
Independência também foi a colheita de um pomo que já estava
maduro. Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da
capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não
esperasse mais: “O pomo está maduro; colhei-o já, senão
apodrece”. Mas a Monarquia foi derrubada e a República
passou a perder um pomo precioso atrás de outro, deixando-os
apodrecer.
Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui
contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com
poder de veto. Lutamos na Itália, lá deixamos sangue,
rompemos a Linha Gótica da defesa alemã, ensinamos os
americanos a tomar uma cidade e a conviver com vencidos e
com a população, mas o Brasil anulou os vitoriosos antes
mesmo de para cá voltarem. Os americanos retiraram os
alemães do norte da África porque puderam usar o Trampolim
da Vitória no saliente nordestino. Estávamos cotados para ser
o sexto integrante do Conselho de Segurança, representando a
América Latina. O pomo estava maduro e não soubemos colhê-lo naquela oportunidade. Até hoje fazemos discursos querendo
o lugar.
Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o
trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco
anos, com aprovação por maioria simples. Uma comissão de
notáveis parlamentares fez o trabalho. Reformas administrativa,
tributária, previdenciária, trabalhista, política, aproveitando os defeitos que a experiência mostrava. Pomo maduro. Não
colhemos porque o senador Orestes Quércia julgou que
reduziria o número de municípios. Até hoje lutamos por causa
do apodrecimento dos tributos, previdência, polícia,
administração.
Nos anos 1990, o deputado federal Flávio Rocha trouxe ao
debate nacional o imposto único. O Brasil seria um gigantesco
paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a
movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de
bilhões de dólares procuravam um país para pousar. Mas a
banca ameaçou os políticos de não financiar campanhas
eleitorais, e o projeto que poderia converter o Brasil num país
de primeiríssimo mundo foi para o lixo. E o Brasil também.
Parece que somos masoquistas.
A terra é fértil, o clima é bom, os pomos são atraentes, mas
não os colhemos. Quando El-Rey Dom Manuel recebeu a
notícia de que Colombo, em nome da Espanha, chegara a
terras a oeste, percebeu que havia um pomo maduro do outro
lado do mar e aquém do meridiano de Tordesilhas, e mandou o
nobre Pedr’Álvares Cabral colher o fruto imediatamente. Parece
que perdemos a vocação portuguesa da colheita, por último
praticada pela Princesa Imperial Isabel. Agora somos uma
árvore cheia de pomos podres, que contaminam seus galhos,
seu tronco e suas raízes. Estamos imóveis, vendo a podridão
cair e empestar o chão brasileiro. Nossa imobilidade vai acabar
nos apodrecendo também.
Fonte: Garcia Alexandre. O pomo.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-322/o-pomo/ (adaptado).
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- OrtografiaPontuaçãoDois-pontos
- OrtografiaPontuaçãoPonto de Exclamação e Interrogação
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
É correto dizer que, dos sinais de pontuação presentes na passagem acima, podem ser apontados os seguintes:
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
Ao ler o fragmento acima, nota-se que uma palavra poderia ser usada a fim de estabelecer o mesmo raciocínio exposto no texto I como ligação entre as ideias. Assinale a alternativa em que ela esteja presente.
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
https://pensador.com/fabulas_mais_conhecidas_de_esopo_com_moral/ (adaptado).
A partir da leitura do fragmento em destaque acima, assinale a alternativa que contenha verbos conjugados no mesmo tempo.
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
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TEXTO I
O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
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O Lobo e o Cordeiro
Num pequeno córrego, um lobo faminto estava bebendo água
quando um cordeiro chegou mais abaixo e começou a beber
também. O lobo olhou com olhos sanguinários e mostrou os
dentes, dizendo: "Como ousas sujar a água de onde
bebemos?".
O cordeiro respondeu humildemente: "Eu estou abaixo de
onde você bebe, não poderia sujar a sua água." O lobo, ainda
mais furioso, continuou: "Então por que você está me
insultando?” – respondeu então o cordeiro: “Não iniciei a
conversa com o senhor, pelo contrário, só respondi em tom
mais brando ao que me questionara”. Nisso, o Lobo retrucou:
“Você me ofendeu há seis meses!” O cordeiro respondeu: "Há
um engano, eu nasci apenas três meses atrás, então ainda não
existia e não tenho culpa." O lobo insistiu: "Você é culpado pelo
estrago que fez ao pastar no meu campo."
O cordeiro disse: "Isso não é possível, pois ainda não tenho
dentes." Sem mais argumentos, o lobo pulou sobre o cordeiro
e o devorou.
Fonte: ESOPO. Fábulas.
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