Magna Concursos

Foram encontradas 365.228 questões.

4222997 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra ou expressão que poderia substituir corretamente a expressão sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto:

“um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o horário em que comemos”.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222996 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras à correta classificação da posição de sua sílaba tônica.

Coluna 1

1. Proparoxítona.

2. Paroxítona.

3. Oxítona.

Coluna 2

( ) Açúcar.

( ) Janela.

( ) Hábitos.

( ) Favorecer.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222995 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “plausível” no trecho a seguir, retirado do texto, por não lhe causar alterações significativas ao sentido.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a saúde cognitiva”.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222994 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas da linha 14.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222993 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 08 e 39.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222992 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a ideia central apresentada pelo texto.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222991 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice

Por Amanda Nascimento

As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais

vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um

componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o

horário em que comemos.

A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes

de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio

clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado

de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se

alimentaram ao longo do dia.

A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse

ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são

preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se

quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.

... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda

assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente

reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade

de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência

na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida

e/ou tratamento médico.

O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.

Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre

países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a

genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o

risco de desenvolver demência ao longo da vida.

“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a

saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no

controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar

o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.

mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a

reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a

se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias

distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.

Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma

média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que

consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória

e aprendizado.

Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira

idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se

atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.

É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,

apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma

revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a

melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão

arterial e em marcadores de saúde metabólica.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Controlar o horário das refeições também pode auxiliar a controlar os níveis de açúcar no sangue.

II. O estudo mostrou que tanto o grupo de mulheres quanto o de homens participantes do estudo perderam quase o mesmo peso em seis meses.

III. Os estudos mostram que o horário das refeições é o principal responsável por retardar o declínio cognitivo e que a perda de peso seria um coadjuvante.

Quais estão corretas?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222960 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Os medos que nos definem

Por Tríssia Ordovás Sartori

Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria

uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar

diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que

as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos

sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.

Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre

que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.

É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as

produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se

depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do

asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez

tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.

Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de

aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura

eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar

de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas

isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.

Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de

serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar

indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.

De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.

O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de

mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor

topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode

ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,

ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir

o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,

de nos aceitarmos e nos revelarmos.

Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não

disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender

com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados

a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:

na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no

outro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego da palavra “pê...ames” no trecho a seguir, retirado do texto, analise as assertivas subsequentes:

“Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames”.

I. A lacuna pontilhada deve ser preenchida pela letra “z”.
II. Trata-se de substantivo masculino empregado, quase sempre, no plural.
III. Um sinônimo adequado para substituir “pê...ames”, exigindo concordância de gênero da palavra “sentidos”, é “condolências”.

Quais estão corretas?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222959 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Os medos que nos definem

Por Tríssia Ordovás Sartori

Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria

uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar

diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que

as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos

sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.

Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre

que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.

É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as

produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se

depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do

asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez

tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.

Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de

aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura

eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar

de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas

isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.

Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de

serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar

indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.

De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.

O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de

mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor

topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode

ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,

ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir

o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,

de nos aceitarmos e nos revelarmos.

Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não

disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender

com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados

a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:

na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no

outro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego da palavra “se” e suas diferentes funções na construção das frases e orações, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Em “Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta”, “se” é pronome reflexivo.
( ) Em “o leitor se depara com ‘Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem’”, “se” é índice de indeterminação do sujeito. ( ) Em “para ver se as pessoas ao redor topam entrar no nosso mundo”, “se” é conjunção integrante.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
4222958 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRA-RS
Provas:

Os medos que nos definem

Por Tríssia Ordovás Sartori

Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria

uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar

diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que

as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos

sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.

Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre

que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.

É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as

produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se

depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do

asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez

tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.

Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de

aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura

eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar

de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas

isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.

Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de

serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar

indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.

De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.

O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de

mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor

topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode

ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,

ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir

o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,

de nos aceitarmos e nos revelarmos.

Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não

disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender

com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados

a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:

na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no

outro.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual o emprego da(s) vírgula(s) se deva à separação de uma oração intercalada.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas