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Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice
Por Amanda Nascimento
As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra ou expressão que poderia substituir corretamente a expressão sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto:
“um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o horário em que comemos”.
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Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice
Por Amanda Nascimento
As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras à correta classificação da posição de sua sílaba tônica.
Coluna 1
1. Proparoxítona.
2. Paroxítona.
3. Oxítona.
Coluna 2
( ) Açúcar.
( ) Janela.
( ) Hábitos.
( ) Favorecer.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice
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As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “plausível” no trecho a seguir, retirado do texto, por não lhe causar alterações significativas ao sentido.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a saúde cognitiva”.
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As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas da linha 14.
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As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
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Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 08 e 39.
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As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
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Assinale a alternativa que indica a ideia central apresentada pelo texto.
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Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice
Por Amanda Nascimento
As recomendações costumeiras para uma alimentação saudável – como “coma mais
vegetais”, “corte os ultraprocessados” e “reduza o açúcar” – podem estar deixando de fora um
componente-chave. Isso porque um novo estudo-piloto indica ser importante considerar o
horário em que comemos.
A descoberta sugere que comer das 10h ___ 18h e evitar alimentos quatro horas antes
de dormir pode ajudar a desacelerar o declínio cognitivo na terceira idade. Durante o ensaio
clínico, mulheres idosas com sobrepeso que consumiram suas refeições em um período limitado
de tempo tiveram melhor desempenho em testes cognitivos em comparação ___ que se
alimentaram ao longo do dia.
A professora Wendy Hall, do King’s College London, que não participou do estudo, disse
ao The Guardian que o estudo é promissor. Ela ressalta, porém, que os achados são
preliminares e é preciso esperar pela versão completa, revisada por pares, para determinar se
quaisquer melhorias foram clinicamente significativas.
... tempos pesquisadores ... a relação entre estilo de vida e risco de demência. Ainda
assim, são poucos os estudos que testaram se a mudança desses hábitos pode diretamente
reduzir o risco de declínio cognitivo. Vale lembrar que, em 2024, uma pesquisa da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que 54% dos casos de demência
na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis, como estilo de vida
e/ou tratamento médico.
O Brasil tinha cerca de 2,5 milhões de pessoas vivendo com demência em 2025.
Mundialmente, o número escalona para quase 57 milhões, espalhados principalmente entre
países de baixa e média renda. Alguns fatores de risco são inevitáveis, como a idade e a
genética. No entanto, condições como a obesidade na meia-idade podem aumentar em 30% o
risco de desenvolver demência ao longo da vida.
“A alimentação com restrição de horário é uma abordagem plausível para favorecer a
saúde cognitiva em adultos de meia-idade e idosos com sobrepeso, não apenas por auxiliar no
controle de peso, mas também porque evitar refeições volumosas tarde da noite pode melhorar
o controle glicêmico, a função vascular e os níveis de inflamação”, diz Hall.
mulheres, com idades entre 50 e 79 anos e com sobrepeso, foram incentivadas a
reduzir 500 calorias de sua dieta diária durante seis meses. Entre elas, 26 foram orientadas a
se alimentar apenas em uma janela de nove horas. Enquanto isso, as demais voluntárias
distribuíram suas refeições ao longo de 12 horas.
Ao final do estudo, ambos os grupos apresentaram uma perda de peso semelhante – uma
média por volta de 7 kg. A diferença esteve nos testes cognitivos: as mulheres que
consumiram suas refeições em tempo limitado cometeram menos erros em testes de memória
e aprendizado.
Na verdade, perder peso, por si só, pode ajudar a retardar o declínio cognitivo na terceira
idade. Mas os autores argumentam que a diferença entre os dois grupos é indicativa de que se
atentar ao horário seria um benefício adicional ___ perda de peso.
É comum em muitos países que a alimentação ocorra durante um período de 14 horas,
apesar de pesquisas indicarem benefícios claros para a saúde com o jejum noturno. Uma
revisão publicada em janeiro, por exemplo, constatou que o hábito estava associado a
melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão
arterial e em marcadores de saúde metabólica.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitar-declinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Controlar o horário das refeições também pode auxiliar a controlar os níveis de açúcar no sangue.
II. O estudo mostrou que tanto o grupo de mulheres quanto o de homens participantes do estudo perderam quase o mesmo peso em seis meses.
III. Os estudos mostram que o horário das refeições é o principal responsável por retardar o declínio cognitivo e que a perda de peso seria um coadjuvante.
Quais estão corretas?
Provas
Os medos que nos definem
Por Tríssia Ordovás Sartori
Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria
uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar
diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que
as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos
sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.
Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre
que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.
É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as
produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se
depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do
asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez
tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.
Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de
aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura
eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar
de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas
isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.
Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de
serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar
indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.
De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.
O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de
mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor
topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode
ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,
ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir
o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,
de nos aceitarmos e nos revelarmos.
Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não
disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender
com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados
a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:
na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no
outro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).
“Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames”.
I. A lacuna pontilhada deve ser preenchida pela letra “z”.
II. Trata-se de substantivo masculino empregado, quase sempre, no plural.
III. Um sinônimo adequado para substituir “pê...ames”, exigindo concordância de gênero da palavra “sentidos”, é “condolências”.
Quais estão corretas?
Provas
- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
Os medos que nos definem
Por Tríssia Ordovás Sartori
Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria
uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar
diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que
as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos
sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.
Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre
que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.
É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as
produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se
depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do
asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez
tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.
Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de
aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura
eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar
de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas
isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.
Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de
serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar
indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.
De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.
O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de
mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor
topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode
ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,
ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir
o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,
de nos aceitarmos e nos revelarmos.
Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não
disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender
com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados
a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:
na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no
outro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Em “Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta”, “se” é pronome reflexivo.
( ) Em “o leitor se depara com ‘Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem’”, “se” é índice de indeterminação do sujeito. ( ) Em “para ver se as pessoas ao redor topam entrar no nosso mundo”, “se” é conjunção integrante.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Os medos que nos definem
Por Tríssia Ordovás Sartori
Leio um poeta que diz preferir se apresentar por aquilo que o assusta. E que essa seria
uma maneira mais rápida e verdadeira de conhecer alguém a fundo. De criar empatia, de tentar
diminuir a idealização, que costuma estragar tudo. Com o passar do tempo, percebemos que
as pessoas ao nosso redor não têm a menor obrigação de corresponder ao que imaginamos
sobre elas. Esse é um problema exclusivamente nosso e temos que aprender a lidar com ele.
Albert Camus, ao versar sobre o desencontro entre o esperado e aquilo que está posto, discorre
que “criamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”.
É de Camus, aliás, um dos primeiros parágrafos mais emblemáticos entre todas as
produções literárias já escritas. Em O Estrangeiro (1942), ao ler as primeiras linhas, o leitor se
depara com “Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do
asilo: ‘Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pê...ames’. Isso não esclarece nada. Talvez
tenha sido ontem”. O personagem segue vivendo sem ilusões e nada mais parece assustá-lo.
Nem sempre nossos medos são claros e conscientes. Os meus mais óbvios são medo de
aranha e de altura. Não consigo ver aracnídeos sem entrar em pânico nem por foto, já altura
eu sublimo e faço concessões – entro em aviões sozinha, atravesso oceanos e me nego a deixar
de viajar “só” por causa disso. No entanto, jamais saltaria de paraquedas ou bungee jump. Mas
isso está longe de definir quem sou, ao contrário do que refere o poeta.
Os medos que podem me definir de forma mais precisa são mais profundos e difíceis de
serem verbalizados. Tenho medo de perder para sempre as pessoas de quem gosto. De ficar
indiferente ___ mazelas do cotidiano. De magoar ___ pessoas. De ser magoada. Do descaso.
De errar a dose das emoções. De não conseguir voltar atrás.
O medo declarado, nesse caso, pode significar a capacidade de se abrir ao outro, de
mostrar um lado obscuro, sem nenhum grau de atratividade, para ver se as pessoas ao redor
topam entrar no nosso mundo do jeito que somos – e apesar dele. Esse desnudamento pode
ser um convite a compartilhar a nossa versão sem filtros, crua, difícil e nem sempre amistosa,
ao lado de pessoas que ajudem a não paralisarmos diante daquilo que causa hesitação. Dividir
o que nos desagrada em nós pode ser uma forma também de exorcizarmos nosso lado sombrio,
de nos aceitarmos e nos revelarmos.
Dia desses, uma amiga disse acreditar que não temos o valor que supomos ter – e não
disse isso de forma depreciativa. Completou que somos apenas instrumentos, para aprender
com experiências ruins, atribuir sentido ___ elas e mostrar uns aos outros que somos testados
a desafiar nossos medos e crenças o tempo todo. E a graça da vida reside exatamente nisso:
na possibilidade de se (re)conhecer a cada instante, seja olhando para si ou se espelhando no
outro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/– texto adaptado especialmente para esta prova).
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