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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia antecipado por causa do futebol”.
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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “Ouvi buzinas, _________. O burburinho de uma cidade [...]”.
• “Da confusão entre dever e _________. Da tentativa de produzir mais [...]”.
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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Quem vive com pressa talvez só esteja sempre atrasado
Por Marco Matos
O cadarço sempre desamarra quando a gente está com pressa. É inacreditável como a
tal Lei de Murphy, às vezes, faz tanto sentido.
Mas vou além do que pode dar errado e “inevitavelmente” acontece. Tenho uma teoria:
a pressa está quase sempre associada a quem está atrasado. Nunca vi alguém que acorda mais
cedo do que precisa sair para o trabalho correndo como se tivesse que chegar ontem.
Nesta quarta-feira (25), dia de jogo da seleção, parei por alguns minutos para observar.
Vi motoristas de cara fechada. Gente sem paciência. Pessoas querendo chegar logo a algum
lugar. Ouvi buzinas, ______. O burburinho de uma cidade que teve o tempo útil do dia
antecipado por causa do futebol.
Preferi assistir ao jogo da academia, que permaneceu aberta. Pode parecer estranho, mas
foi interessante acompanhar o início da partida com outros três ou quatro gatos pingados que
resolveram cumprir uma tarefa comum de uma quarta-feira qualquer.
Basicamente, a pressa é resultado de falta de prioridade. Da confusão entre dever e
______. Da tentativa de produzir mais sem condições reais para isso. É a pressa a culpada por
uma série de outros problemas, apontada, inclusive, como fator de risco para o estresse. Afinal,
ela é sintoma ou causa?
A pontualidade não é o forte de todo mundo. Arrisco dizer que nem metade da
humanidade consegue cumprir horários com rigor. Mas, para além das horas marcadas, ser
pontual também é dar conta das próprias obrigações dentro de um tempo possível: seja um
dia, um turno ou uma rotina.
Sinto-me bem ao terminar um dia em que consegui cumprir tudo o que havia planejado.
Fazer as atividades nas horas pré-determinadas ajuda muito. Uma consulta médica que atrasa
minutos, por exemplo, pode comprometer toda a organização de quem, por regra, chega
sempre 10 minutos antes.
Além de ser pontual, adiantar tarefas ajuda a manter o tempo no seu devido lugar. As
horas e os minutos são matemáticos — não mudam. Já a sensação de atraso é puramente
humana. A pressa, no fundo, é irônica: é tentar acelerar para chegar antes em uma corrida em
que os pontuais largaram no horário e, por isso mesmo, acabam indo mais longe.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/06/quem-vive-com-pressa-talvez-so-esteja-sempre-atrasado-cmqtrynhw00je01gzi1xw9nkv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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O jeitinho brasileiro de fazer pizza
Por Marco Matos
Dia 10 de julho é Dia da Pizza. A data foi criada nos anos 1980 por um secretário de
turismo de São Paulo com um objetivo simples: celebrar e divulgar ainda mais um dos pratos
mais populares do planeta.
Onde quer que a gente vá, há uma pizza esperando. A receita nasceu na Itália, claro, mas
conquistou o mundo inteiro. E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa,
molho e alguma coisa por cima. Parece pouco. Mas, quando tudo é bem-feito, vira uma
experiência inesquecível.
Dentro desse universo existem muitas variações. E tudo começa pela base: a massa. A
mais gostosa que já comi é de uma pizzaria de São Paulo que usa uma técnica que lembra
massa folhada. Nem sei explicar direito. O que sei é que ela faz um leve “crec” quando a gente
morde. É fina, delicada, leve e crocante na medida certa. Um respiro interessante em tempos
de obse....ão pela fermentação natural, que, confesso, nunca me conquistou completamente.
A segunda peça fundamental é o molho de tomate. Para mim, pizza de verdade tem que
ter molho e, de preferência, um molho generoso, daqueles em que ainda se percebem pequenos
pedações de tomate. A forma como ele é distribuído sobre a massa também faz diferença. Não
sou fã de borda recheada, mas admiro aquela pizza em que o molho quase escorre até o limite
do disco. Aquele “quase” que evita bordas secas e sem graça. É uma arte.
Há ainda um elemento que considero indispensável: queijo. Independentemente do
recheio, um bom queijo transforma qualquer pizza. Meu favorito sempre será o provolone. O
toque defumado tem uma personalidade difícil de superar. Segurar a fatia com a mão, dar uma
mordida e ver o queijo esticar enquanto os dedos se afastam da boca é um dos espetáculos
mais bonitos da gastronomia.
E os recheios? Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores
surpreendentes e coberturas generosas. As versões minimalistas ficam até melancólicas ao
lado de uma pizza brasileira cheia de catupiry.
Não sou ade....to de carne de gado na pizza. Mas frango, quatro queijos, portuguesa,
milho com bacon... Sou apaixonado. Pizza boa é aquela em que, ao pegar a fatia com a mão,
uma parte do recheio ameaça escapar. Pizza, para mim, tem que transmitir fartura. Adoro
receber a caixa do motoboy e sentir que ela está pesada.
E nem vou perder tempo comparando nossas pizzas doces às de outros lugares do mundo.
Afinal, quantos países podem se orgulhar de criar uma pizza de pudim? Só isso já é um
excelente motivo para ter orgulho de ser brasileiro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileiro-de-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente
para esta prova).
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O jeitinho brasileiro de fazer pizza
Por Marco Matos
Dia 10 de julho é Dia da Pizza. A data foi criada nos anos 1980 por um secretário de
turismo de São Paulo com um objetivo simples: celebrar e divulgar ainda mais um dos pratos
mais populares do planeta.
Onde quer que a gente vá, há uma pizza esperando. A receita nasceu na Itália, claro, mas
conquistou o mundo inteiro. E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa,
molho e alguma coisa por cima. Parece pouco. Mas, quando tudo é bem-feito, vira uma
experiência inesquecível.
Dentro desse universo existem muitas variações. E tudo começa pela base: a massa. A
mais gostosa que já comi é de uma pizzaria de São Paulo que usa uma técnica que lembra
massa folhada. Nem sei explicar direito. O que sei é que ela faz um leve “crec” quando a gente
morde. É fina, delicada, leve e crocante na medida certa. Um respiro interessante em tempos
de obse....ão pela fermentação natural, que, confesso, nunca me conquistou completamente.
A segunda peça fundamental é o molho de tomate. Para mim, pizza de verdade tem que
ter molho e, de preferência, um molho generoso, daqueles em que ainda se percebem pequenos
pedações de tomate. A forma como ele é distribuído sobre a massa também faz diferença. Não
sou fã de borda recheada, mas admiro aquela pizza em que o molho quase escorre até o limite
do disco. Aquele “quase” que evita bordas secas e sem graça. É uma arte.
Há ainda um elemento que considero indispensável: queijo. Independentemente do
recheio, um bom queijo transforma qualquer pizza. Meu favorito sempre será o provolone. O
toque defumado tem uma personalidade difícil de superar. Segurar a fatia com a mão, dar uma
mordida e ver o queijo esticar enquanto os dedos se afastam da boca é um dos espetáculos
mais bonitos da gastronomia.
E os recheios? Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores
surpreendentes e coberturas generosas. As versões minimalistas ficam até melancólicas ao
lado de uma pizza brasileira cheia de catupiry.
Não sou ade....to de carne de gado na pizza. Mas frango, quatro queijos, portuguesa,
milho com bacon... Sou apaixonado. Pizza boa é aquela em que, ao pegar a fatia com a mão,
uma parte do recheio ameaça escapar. Pizza, para mim, tem que transmitir fartura. Adoro
receber a caixa do motoboy e sentir que ela está pesada.
E nem vou perder tempo comparando nossas pizzas doces às de outros lugares do mundo.
Afinal, quantos países podem se orgulhar de criar uma pizza de pudim? Só isso já é um
excelente motivo para ter orgulho de ser brasileiro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileiro-de-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente
para esta prova).
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O jeitinho brasileiro de fazer pizza
Por Marco Matos
Dia 10 de julho é Dia da Pizza. A data foi criada nos anos 1980 por um secretário de
turismo de São Paulo com um objetivo simples: celebrar e divulgar ainda mais um dos pratos
mais populares do planeta.
Onde quer que a gente vá, há uma pizza esperando. A receita nasceu na Itália, claro, mas
conquistou o mundo inteiro. E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa,
molho e alguma coisa por cima. Parece pouco. Mas, quando tudo é bem-feito, vira uma
experiência inesquecível.
Dentro desse universo existem muitas variações. E tudo começa pela base: a massa. A
mais gostosa que já comi é de uma pizzaria de São Paulo que usa uma técnica que lembra
massa folhada. Nem sei explicar direito. O que sei é que ela faz um leve “crec” quando a gente
morde. É fina, delicada, leve e crocante na medida certa. Um respiro interessante em tempos
de obse....ão pela fermentação natural, que, confesso, nunca me conquistou completamente.
A segunda peça fundamental é o molho de tomate. Para mim, pizza de verdade tem que
ter molho e, de preferência, um molho generoso, daqueles em que ainda se percebem pequenos
pedações de tomate. A forma como ele é distribuído sobre a massa também faz diferença. Não
sou fã de borda recheada, mas admiro aquela pizza em que o molho quase escorre até o limite
do disco. Aquele “quase” que evita bordas secas e sem graça. É uma arte.
Há ainda um elemento que considero indispensável: queijo. Independentemente do
recheio, um bom queijo transforma qualquer pizza. Meu favorito sempre será o provolone. O
toque defumado tem uma personalidade difícil de superar. Segurar a fatia com a mão, dar uma
mordida e ver o queijo esticar enquanto os dedos se afastam da boca é um dos espetáculos
mais bonitos da gastronomia.
E os recheios? Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores
surpreendentes e coberturas generosas. As versões minimalistas ficam até melancólicas ao
lado de uma pizza brasileira cheia de catupiry.
Não sou ade....to de carne de gado na pizza. Mas frango, quatro queijos, portuguesa,
milho com bacon... Sou apaixonado. Pizza boa é aquela em que, ao pegar a fatia com a mão,
uma parte do recheio ameaça escapar. Pizza, para mim, tem que transmitir fartura. Adoro
receber a caixa do motoboy e sentir que ela está pesada.
E nem vou perder tempo comparando nossas pizzas doces às de outros lugares do mundo.
Afinal, quantos países podem se orgulhar de criar uma pizza de pudim? Só isso já é um
excelente motivo para ter orgulho de ser brasileiro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileiro-de-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente
para esta prova).
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
O jeitinho brasileiro de fazer pizza
Por Marco Matos
Dia 10 de julho é Dia da Pizza. A data foi criada nos anos 1980 por um secretário de
turismo de São Paulo com um objetivo simples: celebrar e divulgar ainda mais um dos pratos
mais populares do planeta.
Onde quer que a gente vá, há uma pizza esperando. A receita nasceu na Itália, claro, mas
conquistou o mundo inteiro. E talvez o segredo esteja justamente na simplicidade: massa,
molho e alguma coisa por cima. Parece pouco. Mas, quando tudo é bem-feito, vira uma
experiência inesquecível.
Dentro desse universo existem muitas variações. E tudo começa pela base: a massa. A
mais gostosa que já comi é de uma pizzaria de São Paulo que usa uma técnica que lembra
massa folhada. Nem sei explicar direito. O que sei é que ela faz um leve “crec” quando a gente
morde. É fina, delicada, leve e crocante na medida certa. Um respiro interessante em tempos
de obse....ão pela fermentação natural, que, confesso, nunca me conquistou completamente.
A segunda peça fundamental é o molho de tomate. Para mim, pizza de verdade tem que
ter molho e, de preferência, um molho generoso, daqueles em que ainda se percebem pequenos
pedações de tomate. A forma como ele é distribuído sobre a massa também faz diferença. Não
sou fã de borda recheada, mas admiro aquela pizza em que o molho quase escorre até o limite
do disco. Aquele “quase” que evita bordas secas e sem graça. É uma arte.
Há ainda um elemento que considero indispensável: queijo. Independentemente do
recheio, um bom queijo transforma qualquer pizza. Meu favorito sempre será o provolone. O
toque defumado tem uma personalidade difícil de superar. Segurar a fatia com a mão, dar uma
mordida e ver o queijo esticar enquanto os dedos se afastam da boca é um dos espetáculos
mais bonitos da gastronomia.
E os recheios? Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores
surpreendentes e coberturas generosas. As versões minimalistas ficam até melancólicas ao
lado de uma pizza brasileira cheia de catupiry.
Não sou ade....to de carne de gado na pizza. Mas frango, quatro queijos, portuguesa,
milho com bacon... Sou apaixonado. Pizza boa é aquela em que, ao pegar a fatia com a mão,
uma parte do recheio ameaça escapar. Pizza, para mim, tem que transmitir fartura. Adoro
receber a caixa do motoboy e sentir que ela está pesada.
E nem vou perder tempo comparando nossas pizzas doces às de outros lugares do mundo.
Afinal, quantos países podem se orgulhar de criar uma pizza de pudim? Só isso já é um
excelente motivo para ter orgulho de ser brasileiro.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2026/07/o-jeitinho-brasileiro-de-fazer-pizza-e-digno-de-comemoracao-cmrdso59u00kd01je90z4h29s.html – texto adaptado especialmente
para esta prova).
“Aqui peço desculpas aos italianos mais tradicionais, mas gosto de sabores surpreendentes”.
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