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4039431 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

Começando pela cozinha

        Sugeri, faz tempo, que para entrar numa escola alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias. Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome.
        Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde eu morava havia um pomar enorme que eu devorava com os olhos. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia. Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas pitangas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las. E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar.
        O pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo. Se eu não tivesse visto e desejado as ditas pitangas minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine que a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das pitangas. Nesse caso também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho sem que eu tivesse tido necessidade de pensar.
        Se o desejo for satisfeito a máquina de pensar não pensa. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido as perguntas. (...) Mas o desejo continuou e tratei de encontrar outra solução: “construa uma maquineta de roubar pitangas”. (...)
        A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. Conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido. Dizia Miguel de Unamuno: “saber por saber: isso é inumano…”. A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar a faca e o queijo ao aluno, deve provocar a fome.
ALVES, Rubem. Começando pela cozinha. Revista Educação. Disponível em https://revistaeducacao.com.br/2012/04/30/comecando-pela-cozinha/.
“Conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia.”
A palavra destacada no trecho acima relaciona-se ao sentido de:
 

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4039430 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

Começando pela cozinha

        Sugeri, faz tempo, que para entrar numa escola alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias. Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome.
        Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde eu morava havia um pomar enorme que eu devorava com os olhos. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia. Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas pitangas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las. E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar.
        O pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo. Se eu não tivesse visto e desejado as ditas pitangas minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine que a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das pitangas. Nesse caso também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho sem que eu tivesse tido necessidade de pensar.
        Se o desejo for satisfeito a máquina de pensar não pensa. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido as perguntas. (...) Mas o desejo continuou e tratei de encontrar outra solução: “construa uma maquineta de roubar pitangas”. (...)
        A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. Conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido. Dizia Miguel de Unamuno: “saber por saber: isso é inumano…”. A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar a faca e o queijo ao aluno, deve provocar a fome.
ALVES, Rubem. Começando pela cozinha. Revista Educação. Disponível em https://revistaeducacao.com.br/2012/04/30/comecando-pela-cozinha/.
“O pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.”
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem sob a qual é empregada a palavra destacada no trecho acima.
 

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4039429 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
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Começando pela cozinha

        Sugeri, faz tempo, que para entrar numa escola alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias. Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não se iniciam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome.
        Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde eu morava havia um pomar enorme que eu devorava com os olhos. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia. Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas pitangas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las. E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar.
        O pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo. Se eu não tivesse visto e desejado as ditas pitangas minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine que a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das pitangas. Nesse caso também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho sem que eu tivesse tido necessidade de pensar.
        Se o desejo for satisfeito a máquina de pensar não pensa. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido as perguntas. (...) Mas o desejo continuou e tratei de encontrar outra solução: “construa uma maquineta de roubar pitangas”. (...)
        A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. Conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido. Dizia Miguel de Unamuno: “saber por saber: isso é inumano…”. A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar a faca e o queijo ao aluno, deve provocar a fome.
ALVES, Rubem. Começando pela cozinha. Revista Educação. Disponível em https://revistaeducacao.com.br/2012/04/30/comecando-pela-cozinha/.
Em relação ao texto “Começando pela cozinha”, é correto afirmar que o autor:
 

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4039242 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
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No trabalho com diferentes gêneros textuais nos anos iniciais, a articulação entre linguagem verbal e não verbal contribui para que o estudante:
 

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4039206 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado totalmente correto em relação ao emprego do pronome de tratamento, de acordo com a comunicação técnica oficial.
 

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4039204 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Enunciado 4969561-1
CAZO, Luiz Fernando. Plantações. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-plantacoes/>.

A forma verbal “deveríamos”, empregada na charge acima, indica uma ação:
 

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4039203 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Analise a concordância estabelecida pela forma verbal destacada em cada enunciado abaixo, assinalando C ou E conforme esteja respectivamente certa ou errada, de acordo com a norma-padrão. A seguir, assinale a sequência correta obtida.
(   ) Grande parte das pessoas foram embora.
(   ) Algum de nós pedimos uma pausa?
(   ) Era meia-noite e meia quando ela chegou.
(   ) O carro dos convidados chegaram logo.
 

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4039202 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Preencha as lacunas abaixo adequadamente com “a” ou “à”, de acordo com a norma-padrão. A seguir, assinale a sequência correta obtida.
- Esteja em casa __ uma hora em ponto.
- Daqui __ três meses estarei de volta.
- Fiz referência __ todas as pessoas de bem.
- Tudo se deu __ custa de muito sacrifício.
 

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4039201 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Assinale a alternativa em que a palavra destacada indica uma circunstância em relação ao enunciado completo, e não apenas a uma parte dele.
 

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4039200 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Caçapava-SP
Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta todas as palavras escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
 

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