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4039624 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Brunópolis-SC
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TEXTO PARA A QUESTÃO.

A NUVEM
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino de teu passo harmonioso.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que eletriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espadua arfando em túrbidos negrumes,
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No poema, o emprego de verbos expressivos intensifica a experiência sensorial do eu lírico. Considerando o contexto do verso “Que os nervos me alvoroça e tantaliza”, assinale a alternativa em que a palavra “alvoroça” pode ser substituída sem prejuízo relevante de sentido.
 

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4039623 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Brunópolis-SC
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TEXTO PARA A QUESTÃO.

A NUVEM
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino de teu passo harmonioso.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que eletriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espadua arfando em túrbidos negrumes,
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No poema, o léxico empregado intensifica a carga sensorial e afetiva do discurso poético. No verso “Naufraga-me a razão em sombra densa”, a expressão indica que a razão do eu lírico é ________ pela intensidade das sensações despertadas pela presença da figura amada.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
 

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4039622 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Brunópolis-SC
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TEXTO PARA A QUESTÃO.

A NUVEM
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino de teu passo harmonioso.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que eletriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espadua arfando em túrbidos negrumes,
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No poema, o eu lírico constrói uma atmosfera de intensa sensorialidade, articulando imagens corporais, sensações físicas e estados emocionais para expressar a experiência amorosa. A linguagem poética privilegia a sugestão e o excesso sensorial como forma de construção do sentido. Nesse contexto, analise as assertivas:

I. O poema associa a presença da figura feminina a estímulos sensoriais múltiplos, como aromas, sons e sensações táteis, produzindo um efeito de arrebatamento emocional no eu lírico.
II. A metáfora da “nuvem de cálidos perfumes” indica leveza racional e equilíbrio emocional, reforçando a ideia de domínio pleno da razão diante do desejo.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
 

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4039618 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Itapiranga-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Uma Dose

Dois anos, quase três, e a memória insiste em voltar quando mais tento enterrá-la. Ela desperta logo cedo, nos gestos automáticos da manhã, até que um som familiar reabre a ferida quase cicatrizada. O "bom dia" ritmado da padaria, marcado por um sotaque conhecido, desencadeia outros sinais e faz tudo desaguar.

No ônibus lotado, os cumprimentos se acumulam: do motorista, do cobrador, das senhoras a caminho da igreja. Ainda é cedo, seis da manhã, Estação Vila União. Ali, quem nos recebe diariamente é a música que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza, capaz de lavar lembranças e aliviar a saudade que nem a chamada de vídeo resolve.

Quando o som some, resta o silêncio misturado de "oxe" e "mano", a bandeira do Sport na janela, a jaca na budega. O homem também migrou, como nós. Fica a saudade das viagens, das cantorias no carro, do "vai Safadão" ecoando rumo à praia, com a prima.

QUEIROZ, Danilo Roberto Silva. Uma dose. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. Número 4. São Paulo: ECA-USP, 2024. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 15 dez. 2025.

Observe o trecho do texto:

Fica a saudade das viagens, das cantorias no carro, do "vai Safadão" ecoando rumo à praia, com a prima.

Considerando o uso dos sinais de pontuação, a regência verbal implícita e o uso da crase, assinale a alternativa que apresenta a análise correta dos recursos linguísticos empregados no trecho.

 

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4039617 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Itapiranga-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Uma Dose

Dois anos, quase três, e a memória insiste em voltar quando mais tento enterrá-la. Ela desperta logo cedo, nos gestos automáticos da manhã, até que um som familiar reabre a ferida quase cicatrizada. O "bom dia" ritmado da padaria, marcado por um sotaque conhecido, desencadeia outros sinais e faz tudo desaguar.

No ônibus lotado, os cumprimentos se acumulam: do motorista, do cobrador, das senhoras a caminho da igreja. Ainda é cedo, seis da manhã, Estação Vila União. Ali, quem nos recebe diariamente é a música que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza, capaz de lavar lembranças e aliviar a saudade que nem a chamada de vídeo resolve.

Quando o som some, resta o silêncio misturado de "oxe" e "mano", a bandeira do Sport na janela, a jaca na budega. O homem também migrou, como nós. Fica a saudade das viagens, das cantorias no carro, do "vai Safadão" ecoando rumo à praia, com a prima.

QUEIROZ, Danilo Roberto Silva. Uma dose. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. Número 4. São Paulo: ECA-USP, 2024. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 15 dez. 2025.

A partir da leitura atenta do texto "Uma Dose", é possível observar uma estrutura narrativa que, embora breve, articula diferentes níveis de temporalidade e espacialidade, evocando sensações, memórias e elementos da cultura regional brasileira. Considerando os mecanismos discursivos empregados, os efeitos de sentido gerados e os recursos linguístico-textuais utilizados, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada ao funcionamento dos elementos implícitos e à lógica interna do texto.
 

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4039616 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Itapiranga-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Uma Dose

Dois anos, quase três, e a memória insiste em voltar quando mais tento enterrá-la. Ela desperta logo cedo, nos gestos automáticos da manhã, até que um som familiar reabre a ferida quase cicatrizada. O "bom dia" ritmado da padaria, marcado por um sotaque conhecido, desencadeia outros sinais e faz tudo desaguar.

No ônibus lotado, os cumprimentos se acumulam: do motorista, do cobrador, das senhoras a caminho da igreja. Ainda é cedo, seis da manhã, Estação Vila União. Ali, quem nos recebe diariamente é a música que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza, capaz de lavar lembranças e aliviar a saudade que nem a chamada de vídeo resolve.

Quando o som some, resta o silêncio misturado de "oxe" e "mano", a bandeira do Sport na janela, a jaca na budega. O homem também migrou, como nós. Fica a saudade das viagens, das cantorias no carro, do "vai Safadão" ecoando rumo à praia, com a prima.

QUEIROZ, Danilo Roberto Silva. Uma dose. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. Número 4. São Paulo: ECA-USP, 2024. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 15 dez. 2025.

Considere o trecho extraído do texto "Uma Dose":

"Ali, quem nos recebe diariamente é a música que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza, capaz de lavar lembranças e aliviar a saudade que nem a chamada de vídeo resolve."

Sobre a colocação do pronome oblíquo átono em "quem nos recebe" e sobre a oração "que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza", assinale a alternativa correta.

 

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4039578 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Analise as frases abaixo e assinale a alternativa em que a regência verbal esta correta, de acordo com a norma culta da língua portuguesa:
 

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4039577 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas:
ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Lá no cimo hasteado onde a luz nasce/ ergue o ninho na força da leveza...” A palavra “cimo” é usada em diversos contextos para indicar a parte mais elevada ou o ponto máximo de algo. Em qual das alternativas a seguir o uso de “cimo” apresenta seu sentido mais figurado, indicando o auge ou o grau mais elevado?
 

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4039576 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
Provas:
ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe os versos, em seguida marque a opção em que ocorre a mesma regra de acentuação da palavra destacada: “Irrompendo o barulho da cidade/ pra dar cor diferente ao céu da vida
 

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4039575 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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ISCA DE POLÍCIA
ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.
Nego correndo...? É ladrão!
— ... Mas o amplificador é meu, pô!
Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...
— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!
— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!
— É cana, negão!
— ... Mas o amplificador e meu, pô!
Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.
Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!
De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.
Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?
No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.
O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.
— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.
O gordo:
— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!
Novo solavanco.
— Mas o amplificador é meu, pô!
Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.
Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.
Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.
Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.
(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe atentamente a tirinha, em seguida compare com o poema em estudo e marque a opção que a represente melhor: 
Enunciado 4517043-1
 

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