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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre
autonomia e colaboração
Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente
Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo
para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE).
Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo
articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o
trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para
a melhoria da educação de todo o País.
O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de
interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é
a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa
comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal –
entre eles o ministro da Educação, como presidente, e
integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e
cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do
País.
Como explica o professor José Fernandes de Lima,
docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá
competência para decidir o repasse de verbas da União para
Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de
qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e
municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é
reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da
Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de
Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é
canalizar discussões a respeito da educação que até hoje
estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma
regulação do regime de colaboração que está previsto desde a
Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora.
Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder
vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é
ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos
Estados e dos municípios.”
De acordo com a catedrática, o que se pretende com o
SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos
uma federação, mas também somos uma nação integral. É
nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países
federativos também contam com sistemas que articulam os
diferentes níveis da educação, lembra a professora.
A busca por esse consenso e essa colaboração é mais
antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos,
explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional.
Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras
décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O
Manifesto foi um grito de alerta que os governos não
atenderam”, indica Bernardete.
Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre
autonomia e colaboração
Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente
Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo
para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE).
Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo
articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o
trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para
a melhoria da educação de todo o País.
O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de
interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é
a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa
comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal –
entre eles o ministro da Educação, como presidente, e
integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e
cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do
País.
Como explica o professor José Fernandes de Lima,
docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá
competência para decidir o repasse de verbas da União para
Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de
qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e
municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é
reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da
Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de
Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é
canalizar discussões a respeito da educação que até hoje
estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma
regulação do regime de colaboração que está previsto desde a
Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora.
Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder
vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é
ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos
Estados e dos municípios.”
De acordo com a catedrática, o que se pretende com o
SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos
uma federação, mas também somos uma nação integral. É
nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países
federativos também contam com sistemas que articulam os
diferentes níveis da educação, lembra a professora.
A busca por esse consenso e essa colaboração é mais
antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos,
explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional.
Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras
décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O
Manifesto foi um grito de alerta que os governos não
atenderam”, indica Bernardete.
Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre
autonomia e colaboração
Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente
Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo
para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE).
Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo
articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o
trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para
a melhoria da educação de todo o País.
O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de
interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é
a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa
comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal –
entre eles o ministro da Educação, como presidente, e
integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e
cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do
País.
Como explica o professor José Fernandes de Lima,
docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá
competência para decidir o repasse de verbas da União para
Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de
qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e
municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é
reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da
Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de
Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é
canalizar discussões a respeito da educação que até hoje
estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma
regulação do regime de colaboração que está previsto desde a
Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora.
Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder
vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é
ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos
Estados e dos municípios.”
De acordo com a catedrática, o que se pretende com o
SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos
uma federação, mas também somos uma nação integral. É
nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países
federativos também contam com sistemas que articulam os
diferentes níveis da educação, lembra a professora.
A busca por esse consenso e essa colaboração é mais
antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos,
explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da
Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional.
Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras
décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O
Manifesto foi um grito de alerta que os governos não
atenderam”, indica Bernardete.
Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aspiração
No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.
Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
I. Trata-se de um período simples, constituído por sujeito simples e predicado verbal.
II. O termo “não” exerce a função de advérbio de negação, integrando o predicado da oração.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aspiração
No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.
Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aspiração
No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.
Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
“alteia” pode ser substituída por ________ e pertence à classe dos ________.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aspiração
No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.
Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aspiração
No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.
Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
A NUVEM
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino de teu passo harmonioso.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que eletriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espadua arfando em túrbidos negrumes,
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
A palavra “vinho” apresenta ____ dígrafo(s) e ____ fonema(s).
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
A NUVEM
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino de teu passo harmonioso.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que eletriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espadua arfando em túrbidos negrumes,
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
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