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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto.
“enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e outras paisagens impressionantes”.
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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Assinale a alternativa correta em relação à(s) classe(s) de palavras à(s) qual(quais) pertencem as palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:
“Milhares de pessoas percorrem longas distâncias para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento”.
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Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
“as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo tempo, fa...ínio e respeito”.
( ) Trata-se de um substantivo abstrato.
( ) A lacuna pontilhada deve ser preenchida com a letra “c”.
( ) “Encantamento” é um sinônimo possível para a palavra.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Atração pelos abismos
Por Helô Bacichette
Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e
outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,
ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me
pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo
também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,
encontrem o momento certo para nos visitar.
Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de
Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo
tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar
um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias
para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a
fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.
Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por
ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos
na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,
perdas, desejos e mistérios.
Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem
de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.
Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo
dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os
caminhos que percorremos para compreender quem somos.
A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.
Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede
coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.
Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais
mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há
profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.
Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque
desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura
mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.
Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo
não há vazio, há apenas nós.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A literatura se avizinha dos abismos na medida em que nos mostra aquilo com que não queremos lidar.
II. A autora cita Guimarães Rosa pela semelhança geográfica entre abismos e o sertão.
III. Algumas coisas nos causam assombro e atração e nos convidam ao perigo até que o desejemos sem nos preocupar com nossa integridade física.
Quais estão corretas?
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- OrtografiaPontuaçãoTravessão
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração Intercalada
- Interpretação de TextosTipos de Discurso: Direto, Indireto e Indireto Livre
Contato diário com cultura e arte pode desacelerar
envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
[...]
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Contato diário com cultura e arte pode desacelerar
envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
[...]
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envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
[...]
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Contato diário com cultura e arte pode desacelerar
envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
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Contato diário com cultura e arte pode desacelerar
envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
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