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4242668 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?
       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?
Texto Adaptado.  
Sobre a tonicidade das palavras, associe corretamente o bloco inferior ao superior. 
1. Oxítona  2. Paroxítona  3. Proparoxítona  
(  ) pares  (  )  medo  (  )  cérebro  (  )  calor  (  )  sufocar 

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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4242667 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?
       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?
Texto Adaptado.  
Assinale a alternativa em que a palavra retirada do texto apresenta derivação sufixal.
 

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4242666 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?
       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?
Texto Adaptado.  
Em “Vivemos com a soberba de quem se julga imortal.”, o sujeito da primeira oração é:
 

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4242665 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?
       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?
Texto Adaptado.  
Em “o nosso cérebro é programado”, a palavra destacada pertence à classe dos (as):
 

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4242664 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fundação La Salle
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?
       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?
Texto Adaptado.  
Considerando as regras vigentes, os tracejados do primeiro e do segundo parágrafo devem ser, respectivamente, preenchidos por:
 

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4242613 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Analise as seguintes frases:

- Meu irmãozinho ainda não sabe ___________ nossos pais viajam tanto.

- Não podemos saber de tudo ____________ somos apenas humanos.

- Quero entender o _______ de tudo isso.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.

 

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4242612 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Atração pelos abismos

Por Helô Bacichette

Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e

outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,

ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me

pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo

também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,

encontrem o momento certo para nos visitar.

Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de

Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo

tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar

um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias

para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a

fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.

Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por

ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos

na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,

perdas, desejos e mistérios.

Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem

de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.

Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo

dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os

caminhos que percorremos para compreender quem somos.

A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.

Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede

coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.

Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais

mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há

profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.

Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque

desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura

mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.

Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo

não há vazio, há apenas nós.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).

Analise as assertivas que seguem a respeito do trecho abaixo, retirado do texto:

“Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios”.

I. “Perguntas, medos, perdas, desejos e mistérios” exerce o papel de sujeito paciente na oração.
II. A substituição de “profundezas” por “abismos” alteraria também o gênero de “feitas” na segunda oração.
III. A substituição de “profundezas” por sua forma no singular causaria a alteração obrigatória de outras três palavras no período, a fim de manter a concordância.

Quais estão corretas?
 

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4242611 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Atração pelos abismos

Por Helô Bacichette

Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e

outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,

ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me

pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo

também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,

encontrem o momento certo para nos visitar.

Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de

Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo

tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar

um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias

para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a

fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.

Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por

ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos

na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,

perdas, desejos e mistérios.

Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem

de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.

Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo

dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os

caminhos que percorremos para compreender quem somos.

A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.

Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede

coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.

Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais

mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há

profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.

Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque

desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura

mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.

Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo

não há vazio, há apenas nós.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os processos de formação de palavras aos exemplos correspondentes.

Coluna 1

1. Derivação prefixal.
2. Derivação regressiva.
3. Derivação parassintética.

Coluna 2

( ) Queda. 
( ) Envenenar. 
( ) Hipermercado.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4242610 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Atração pelos abismos

Por Helô Bacichette

Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e

outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,

ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me

pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo

também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,

encontrem o momento certo para nos visitar.

Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de

Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo

tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar

um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias

para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a

fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.

Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por

ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos

na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,

perdas, desejos e mistérios.

Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem

de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.

Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo

dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os

caminhos que percorremos para compreender quem somos.

A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.

Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede

coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.

Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais

mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há

profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.

Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque

desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura

mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.

Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo

não há vazio, há apenas nós.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).

Assinale a alternativa que indica a conjugação correta das formas verbais sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, se as transpuséssemos para suas formas conjugadas no pretérito perfeito do indicativo.

“Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto”.

 

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4242609 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Porto Alegre-RS
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Atração pelos abismos

Por Helô Bacichette

Na semana passada, enquanto assistia a um documentário sobre cânions, falésias e

outras paisagens impressionantes, lembrei-me de uma frase atribuída a Nietzsche. Dias depois,

ao retomar a leitura de Quando Nietzsche Chorou, lembrei-me novamente da frase e ela me

pareceu ainda mais viva: “Quando você olha durante muito tempo para um abismo, o abismo

também olha para dentro de você”. Talvez porque algumas ideias, assim como certos lugares,

encontrem o momento certo para nos visitar.

Há lugares que exercem sobre nós uma atração difícil de explicar. Os cânions de

Cambará do Sul, as falésias da praia de Torres, as bordas dos precipícios despertam, ao mesmo

tempo, fa...ínio e respeito. Diante deles, sentimos uma estranha vertigem: o impulso de recuar

um passo e, ao mesmo tempo, avançar outro. Milhares de pessoas percorrem longas distâncias

para contemplar profundezas que inspiram admiração e deslumbramento. Algumas buscam a

fotografia perfeita; outras, querem apenas o silêncio.

Nietzsche sugeria que, ao contemplarmos um abismo, somos também contemplados por

ele. A frase parece falar menos de fendas abertas na rocha do que daquelas que carregamos

na alma. Há profundezas que não aparecem nos mapas. São feitas de perguntas, medos,

perdas, desejos e mistérios.

Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto. Elas nos devolvem uma imagem

de nós mesmos. Diante da imensidão de um cânion, percebemos o quanto somos pequenos.

Guimarães Rosa escreveu que “o sertão é dentro da gente”. Poderíamos dizer o mesmo

dos abismos. Eles não pertencem apenas à geografia. Habitam a memória, a arte, a fé e os

caminhos que percorremos para compreender quem somos.

A literatura tem dessas vertigens. Um grande livro é sempre uma aproximação da borda.

Uma obra de arte nos convida a olhar para aquilo que evitamos. A fé, por sua vez, pede

coragem para caminhar por onde os olhos não alcançam o fundo.

Talvez fosse isso que Mario Quintana intuía em sua poesia: que a vida guarda mais

mistérios do que respostas e que nem tudo precisa ser explicado para ser compreendido. Há

profundidades que não se medem em metros, mas em assombro.

Por isso, continuamos visitando cânions, montanhas, falésias e furnas. Não porque

desejemos a queda, mas porque, diante deles, o olhar alcança mais longe e a alma se aventura

mais fundo. Até que, no fim, percebemos: os abismos da natureza apenas espelham.

Contemplamos suas profundezas e encontramos sombra e o nosso próprio rosto. Lá embaixo

não há vazio, há apenas nós.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/atracao-pelos-abismos-cmq11r6pk01r0013dz590gl9t.html).

Assinale a alternativa INCORRETA sobre as funções sintáticas presentes na oração a seguir, retirada do texto.

“Talvez por isso certas paisagens nos emocionem tanto”.

 

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