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Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10
tipos de abuso
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
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Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10
tipos de abuso
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
Se uma vítima de gaslighting sente-se mentalmente atingida, diz-se que ela está passando ___ até recuperar sua sanidade.
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A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
No trecho “___ o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além...”.
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A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
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tipos de abuso
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
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A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
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Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10
tipos de abuso
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal
legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a
mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três
melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência
de gênero.
Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio,
sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a
morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a
tolerância nesses casos.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai
muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da
Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes
categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência
física, violência moral e violência psicológica.
Conheça algumas formas de agressões que são
consideradas violência doméstica no Brasil:
1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou
deboche público em relação a mulher constam como tipos de
violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a
crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma
forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma
forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e
omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua
memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do
homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz,
não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar
mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado
uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos
íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São
considerados também como abuso físico a tentativa de
arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e
segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveis
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual.
Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto
ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la
a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos
contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o
anticoncepcional, é considerado uma prática da violência
sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também
é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro
de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar
documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma
de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é
causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela
goste.
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COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS
Um ciclone extratropical causou estragos em
São Paulo e região metropolitana no dia 9 de
dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma
frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que
muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de
2,2 milhões de pessoas sem energia.
Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que
cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo,
consequentemente causando transtornos também em
outros aeroportos do país. A falta de eletricidade
também prejudicou o funcionamento de semáforos e
o abastecimento de água.
Em novembro do mesmo ano, o nascimento
de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul
causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da
cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas
e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em
julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul
provocou estragos em 52 cidades e uma morte na
cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos
de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de
São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao
ciclone.
O ciclone extratropical é uma área de menor
pressão atmosférica do que o ambiente do entorno,
em que os ventos giram ao redor de um centro, no
sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das
regiões onde atuam provocando nuvens, chuva,
redução da temperatura do ar e ventos fortes.
Embora seja um fenômeno meteorológico
comum na região Sul, o aumento da temperatura do
ar e do oceano em consequência das mudanças
climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais
intensos, afirmam especialistas.
Os ciclones extratropicais são sistemas de
baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a
frentes frias. Eles provocam um contraste muito
grande de temperatura, umidade, chuva em seu
entorno. Além disso, ventos muito intensos são
gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi,
professor de Ciências Atmosféricas na Universidade
de São Paulo.
Na América do Sul, um mapeamento das
áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas
definem as áreas mais propensas ao fenômeno –
aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo
sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia
do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste
da Argentina, explica Marcelo Seluchi,
meteorologista e coordenador-geral de Operação e
Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e
Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A área sobre a Patagônia registra uma
frequência maior de formação de ciclones
extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do
Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de
inverno e primavera. “Existe também uma terceira
região de formação de ciclone, que é perto da costa de
São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a
formação sobre o continente”, diz Seluchi.
Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há
alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram
aumento em termos numéricos, mas em intensidade.
“Em princípio, há relação com as mudanças
climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais
energia em função do aquecimento que o planeta está
sofrendo por conta da emissão de gases de efeito
estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.
O impacto sobre a vida das pessoas depende
da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho
de 2022, houve um ciclone extratropical muito
intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno
se desenvolveu em função de um outro sistema, que
foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele
junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em
julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em
cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta
chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam
muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma
Ambrizzi.
Marcelo Seluchi destaca que, antigamente,
detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil.
“Não existiam dados observados, não havia boas
imagens de satélite, então muito provavelmente
houve muitos ciclones que não foram detectados no
passado, que não fazem parte da série histórica”,
detalha o meteorologista, pontuando que a série
histórica mais confiável que registra o fenômeno
reúne informações dos últimos 25 anos.
Seluchi afirma que ainda não existem estudos
muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos
ciclones extratropicais. As projeções feitas com base
em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a
se formar um pouco mais para o sul num cenário de
aquecimento global.
“Há um fato que pode influenciar a
intensidade dos ciclones, que é justamente o
aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano
mais quente consegue evaporar mais água. Uma
atmosfera mais quente, por conta do aumento da
temperatura, retém mais umidade, que é um elemento
muito importante para determinar a intensidade dos
ciclones”, explica Seluchi.
Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da
América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil
serem regiões de maior frequência de ciclones
extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa
do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não
registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem
baixa umidade, diz Seluchi.
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
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Questão presente nas seguintes provas
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS
Um ciclone extratropical causou estragos em
São Paulo e região metropolitana no dia 9 de
dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma
frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que
muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de
2,2 milhões de pessoas sem energia.
Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que
cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo,
consequentemente causando transtornos também em
outros aeroportos do país. A falta de eletricidade
também prejudicou o funcionamento de semáforos e
o abastecimento de água.
Em novembro do mesmo ano, o nascimento
de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul
causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da
cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas
e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em
julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul
provocou estragos em 52 cidades e uma morte na
cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos
de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de
São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao
ciclone.
O ciclone extratropical é uma área de menor
pressão atmosférica do que o ambiente do entorno,
em que os ventos giram ao redor de um centro, no
sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das
regiões onde atuam provocando nuvens, chuva,
redução da temperatura do ar e ventos fortes.
Embora seja um fenômeno meteorológico
comum na região Sul, o aumento da temperatura do
ar e do oceano em consequência das mudanças
climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais
intensos, afirmam especialistas.
Os ciclones extratropicais são sistemas de
baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a
frentes frias. Eles provocam um contraste muito
grande de temperatura, umidade, chuva em seu
entorno. Além disso, ventos muito intensos são
gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi,
professor de Ciências Atmosféricas na Universidade
de São Paulo.
Na América do Sul, um mapeamento das
áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas
definem as áreas mais propensas ao fenômeno –
aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo
sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia
do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste
da Argentina, explica Marcelo Seluchi,
meteorologista e coordenador-geral de Operação e
Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e
Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A área sobre a Patagônia registra uma
frequência maior de formação de ciclones
extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do
Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de
inverno e primavera. “Existe também uma terceira
região de formação de ciclone, que é perto da costa de
São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a
formação sobre o continente”, diz Seluchi.
Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há
alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram
aumento em termos numéricos, mas em intensidade.
“Em princípio, há relação com as mudanças
climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais
energia em função do aquecimento que o planeta está
sofrendo por conta da emissão de gases de efeito
estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.
O impacto sobre a vida das pessoas depende
da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho
de 2022, houve um ciclone extratropical muito
intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno
se desenvolveu em função de um outro sistema, que
foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele
junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em
julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em
cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta
chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam
muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma
Ambrizzi.
Marcelo Seluchi destaca que, antigamente,
detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil.
“Não existiam dados observados, não havia boas
imagens de satélite, então muito provavelmente
houve muitos ciclones que não foram detectados no
passado, que não fazem parte da série histórica”,
detalha o meteorologista, pontuando que a série
histórica mais confiável que registra o fenômeno
reúne informações dos últimos 25 anos.
Seluchi afirma que ainda não existem estudos
muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos
ciclones extratropicais. As projeções feitas com base
em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a
se formar um pouco mais para o sul num cenário de
aquecimento global.
“Há um fato que pode influenciar a
intensidade dos ciclones, que é justamente o
aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano
mais quente consegue evaporar mais água. Uma
atmosfera mais quente, por conta do aumento da
temperatura, retém mais umidade, que é um elemento
muito importante para determinar a intensidade dos
ciclones”, explica Seluchi.
Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da
América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil
serem regiões de maior frequência de ciclones
extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa
do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não
registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem
baixa umidade, diz Seluchi.
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
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COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE
DEIXAR CICLONES MAIS INTENSOS
Um ciclone extratropical causou estragos em
São Paulo e região metropolitana no dia 9 de
dezembro de 2025. O fenômeno, associado a uma
frente fria, derrubou mais de 330 árvores, sendo que
muitas caíram sobre a rede elétrica, deixando mais de
2,2 milhões de pessoas sem energia.
Os ventos acima de 90 km/h fizeram com que
cerca de 200 voos fossem afetados em São Paulo,
consequentemente causando transtornos também em
outros aeroportos do país. A falta de eletricidade
também prejudicou o funcionamento de semáforos e
o abastecimento de água.
Em novembro do mesmo ano, o nascimento
de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul
causou um tornado no Paraná que destruiu 80% da
cidade de Rio Bonito do Iguaçu, matando seis pessoas
e ferindo 750, segundo a Defesa Civil do Estado. Em
julho de 2023, um outro ciclone no Rio Grande do Sul
provocou estragos em 52 cidades e uma morte na
cidade de Rio Grande. O fenômeno provocou ventos
de mais de 140 km/h e também atingiu o estado de
São Paulo, onde duas mortes foram associadas ao
ciclone.
O ciclone extratropical é uma área de menor
pressão atmosférica do que o ambiente do entorno,
em que os ventos giram ao redor de um centro, no
sentido horário. Esses sistemas afetam o tempo das
regiões onde atuam provocando nuvens, chuva,
redução da temperatura do ar e ventos fortes.
Embora seja um fenômeno meteorológico
comum na região Sul, o aumento da temperatura do
ar e do oceano em consequência das mudanças
climáticas pode deixar os ciclones extratropicais mais
intensos, afirmam especialistas.
Os ciclones extratropicais são sistemas de
baixa pressão atmosférica, em geral vinculados a
frentes frias. Eles provocam um contraste muito
grande de temperatura, umidade, chuva em seu
entorno. Além disso, ventos muito intensos são
gerados na direção dele, explica Tércio Ambrizzi,
professor de Ciências Atmosféricas na Universidade
de São Paulo.
Na América do Sul, um mapeamento das
áreas mais ciclogenéticas – como os especialistas
definem as áreas mais propensas ao fenômeno –
aponta duas regiões principais. Uma fica no extremo
sul, na costa da Patagônia. A outra é a região da bacia
do Prata, ou seja, o sul do Brasil, Uruguai e nordeste
da Argentina, explica Marcelo Seluchi,
meteorologista e coordenador-geral de Operação e
Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e
Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A área sobre a Patagônia registra uma
frequência maior de formação de ciclones
extratropicais durante o verão. Já na região ao sul do
Brasil, o fenômeno ocorre durante os meses de
inverno e primavera. “Existe também uma terceira
região de formação de ciclone, que é perto da costa de
São Paulo e Rio de Janeiro, mas é muito raro a
formação sobre o continente”, diz Seluchi.
Um estudo feito por Tércio Ambrizzi há
alguns anos mostrou que os ciclones não sofreram
aumento em termos numéricos, mas em intensidade.
“Em princípio, há relação com as mudanças
climáticas. Com a atmosfera acumulando muito mais
energia em função do aquecimento que o planeta está
sofrendo por conta da emissão de gases de efeito
estufa, os sistemas se tornam mais intensos”, diz.
O impacto sobre a vida das pessoas depende
da região onde o fenômeno se desenvolve. “Em junho
de 2022, houve um ciclone extratropical muito
intenso que se desenvolveu no oceano. O fenômeno
se desenvolveu em função de um outro sistema, que
foram vórtices ciclônicos de altos níveis. Naquele
junho, ele se propagou na região do Atlântico. Em
julho de 2023, ele se desenvolveu exatamente em
cima do Rio Grande do Sul, por isso causou tanta
chuva. A intensidade das chuvas e dos ventos causam
muitos danos e colocam vidas em risco”, afirma
Ambrizzi.
Marcelo Seluchi destaca que, antigamente,
detectar ciclones sobre os oceanos era muito difícil.
“Não existiam dados observados, não havia boas
imagens de satélite, então muito provavelmente
houve muitos ciclones que não foram detectados no
passado, que não fazem parte da série histórica”,
detalha o meteorologista, pontuando que a série
histórica mais confiável que registra o fenômeno
reúne informações dos últimos 25 anos.
Seluchi afirma que ainda não existem estudos
muito claros sobre como as mudanças climáticas podem afetar a frequência e a intensidade dos
ciclones extratropicais. As projeções feitas com base
em modelos indicam que alguns ciclones tenderiam a
se formar um pouco mais para o sul num cenário de
aquecimento global.
“Há um fato que pode influenciar a
intensidade dos ciclones, que é justamente o
aquecimento da atmosfera e do oceano. Um oceano
mais quente consegue evaporar mais água. Uma
atmosfera mais quente, por conta do aumento da
temperatura, retém mais umidade, que é um elemento
muito importante para determinar a intensidade dos
ciclones”, explica Seluchi.
Isso ajuda a explicar o fato de a costa leste da
América do Sul, a bacia do Prata e o sul do Brasil
serem regiões de maior frequência de ciclones
extratropicais, argumenta o meteorologista. A costa
do lado do Oceano Pacífico, na área do Chile, não
registra muito o fenômeno, pois é uma área que tem
baixa umidade, diz Seluchi.
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-oaquecimento-global-pode-deixar-ciclones-mais-intensos/a66236577>. Adaptado. Acesso em: 23 de fevereiro de 2026.
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