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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.
A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."
O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.
Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
Considerando o processo de formação das palavras presentes no trecho e no texto-base, julgue as afirmativas.
I. O vocábulo 'ancestrais' contém o prefixo 'an-', que indica negação, conferindo à palavra o sentido de 'não originários', característica recorrente em termos etimologicamente relacionados ao grego.
II. O vocábulo 'pouquíssimo' recebe um elemento mórfico, indicando grau máximo da característica expressa pela palavra-base. Por um processo semelhante de derivação sufixal, os vocábulos 'crente' e 'ladrante' também se formam a partir de sufixos, embora neste caso os sufixos não indiquem intensificação.
III. O vocábulo 'cianobactérias' resulta do mesmo processo de formação observado em 'girassol' e 'beija-flor', na qual os elementos formadores se unem sem alteração estrutural de seus constituintes.
IV. O vocábulo 'dramaticamente' constitui exemplo de derivação sufixal, formada a partir do adjetivo 'dramático' mediante o acréscimo do sufixo adverbial '-mente'; tal processo evidencia que as palavras derivadas podem apresentar matizes semânticos distintos em relação à base primitiva, embora permaneçam inseridas em um mesmo campo de significação.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.
A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.
Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).
"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."
O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.
A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.
Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.
Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.
A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.
O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.
Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.
Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.
Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.
Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.
Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.
O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.
Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.
Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.
Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.
Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.
O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.
I. O texto apresentado caracteriza-se como artigo de opinião, pois apresenta posicionamento explícito do autor acerca das teorias científicas mencionadas.
II. As variedades linguísticas decorrem exclusivamente de diferenças regionais, não sendo influenciadas por fatores sociais, históricos ou situacionais.
III. O texto descritivo centra-se na apresentação de um objeto, de uma pessoa ou de uma realidade, destacando seus traços e características. Para isso, explora detalhes de natureza física, moral, emocional ou espiritual, com o objetivo de caracterizar aquilo que se pretende descrever.
IV. A adequação linguística pressupõe que todos os gêneros textuais sejam produzidos exclusivamente segundo norma culta formal da língua, razão pela qual se justifica o emprego de linguagem formal no texto apresentado.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
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“Meritíssimo, cumpre salientar que o réu em julgamento não apresenta antecedentes que desabonem sua conduta”.
Algumas horas após o serviço, conversando com um amigo fora do júri, o mesmo advogado disse:
“Cara, o rapaz nunca fez nada errado antes”.
A partir dos seus conhecimentos e estudos sobre variação linguística, é correto afirmar que a diferença entre os dois enunciados se explica principalmente por:
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Açaí
Solidão
De manhã
Poeira tomando assento
Rajada de vento
Som de assombração
Coração
Sangrando toda palavra sã
A paixão
Puro afã
Místico clã de sereia
Castelo de areia
Ira de tubarão
Ilusão
O sol brilha por si
Açaí
Guardiã
Zum de besouro
Um imã
Branca é a tez da manhã
Açaí. In: Luz. Rio de Janeiro: CBS/Sony Music, 1982. Faixa 3, lado A.
Assinale a alternativa correta com relação ao termo “afã”:
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“Ao entrarem na avenida Maranhão, Luíza percebeu uma grande quantidade de carnaúbas, no canteiro central, e o rio Parnaíba à sua direita. O elevado do metrô não estava ali. Deduziu obviamente. Desceram na Praça da Bandeira. Estavam no centro de Teresina. Luíza estava sem palavras. Que coisa nostálgica. Ônibus, pessoas, praça, orelhões, carros, tudo era diferente”.
TAVARES, Ismar. Sonhos de uma noite teresinense: quando o passado se torna futuro. Teresina, PI: Edição Do Autor, 2025.
No trecho “Ônibus, pessoas, praça, orelhões, carros, tudo era diferente”, a função sintática dos termos “Ônibus, pessoas, praça, orelhões, carros” é:
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Fonte: https://www.deviantart.com/jardellucasart/art/CaricaturaRonaldo-Fenomeno-794442271
A frase: Ronaldo marcou o único gol do jogo, reescrita na voz passiva, seria:
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Leia o trecho:
“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”
ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
No verso destacado “O que ela quer da gente é coragem”, o verbo “quer” apresenta uma determinada regência. A partir da leitura, assinale a alternativa que analisa corretamente essa regência e apresenta uma reescrita adequada de acordo com a norma-padrão:
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Poema da Missa: Peregrino da Paz
devo clamar por justiça,
trabalhar por ela
lutar, pacificamente,
mas lutar
para que a justiça
prepare
os caminhos da paz
mas há um trabalho sagrado
a empreender,
antes, durante e depois:
amorizar o Mundo,
amorizar a Vida!…
Sem medo!
Amorizar,
semear Amor
difundir o Amor
é levar-te aos Homens,
pois és o Amor!
Dom Hélder Câmara
Campina Grande, 12/13.8.1979. Meditações do Padre José, p. 7153. Visto em: https://domheldercamara.org.br/2025/05/18/poemada-missa-peregrino-da-paz-2/ (adaptado)
Julgue os itens abaixo e assinale a alternativa correta:
I. O poema apresenta uma anáfora a partir do uso enfático do termo neológico amortizar.
II. O verbo amorizar é utilizado na forma indicativa correta, não sendo um neologismo.
III. De acordo com o eu-lírico dentro do poema, um trabalho digno a ser feito no mundo é impregná-lo com sentimentos amorosos.
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Histórico do rompimento das barragens da Vale na Mina Córrego do Feijão
Conteúdo Principal Atualizado em: 03/05/2024
Às 12h28min20s do dia 25 de janeiro de 2019 ocorreu o rompimento da Barragem I (B-I), acarretando, em sequência, o rompimento das barragens B-IV e B-IV-A da mina Córrego do Feijão, de propriedade da Vale S.A., do Complexo Paraopeba II, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Com o rompimento, houve carreamento de aproximadamente 12 milhões de m³ de rejeitos. Desses, uma parte permaneceu na área da antiga B-I, cerca de 2 Mm³. Na calha do ribeirão Ferro-Carvão até sua confluência com o rio Paraopeba, ficaram depositados 7,8 Mm³ e a parte restante (2,2 Mm³) atingiu a calha do rio Paraopeba, propagando-se até o remanso da Usina Hidrelétrica (UHE) de Retiro Baixo, entre os municípios mineiros de Curvelo e Pompéu. O desastre provocou a morte de 272 pessoas - incluindo dois bebês, de duas grávidas -, representando um dano irreparável. Em abril de 2024, três joias – como as vítimas do rompimento são chamadas – ainda eram buscadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Além das perdas humanas, o desastre também causou impactos e prejuízos ambientais e socioeconômicos. A vegetação, a fauna e outros rios foram atingidos ao longo de centenas de quilômetros, atravessando o território de mais de 20 municípios e causando um dos maiores desastres socioambientais da história do país. Os impactos negativos na economia não se restringiram aos municípios da bacia do Rio Paraopeba, tendo causado danos aos municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do estado de Minas Gerais como um todo.
Fonte: https://www.mg.gov.br/pro-brumadinho/pagina/historicodo-rompimento-das-barragens-da-vale-na-mina-corrego-do-feijao (adaptado)
No trecho “impactos negativos na economia não se restringiram aos municípios da bacia do Rio Paraopeba”, observa-se o uso adequado da regência nominal. Assinale a alternativa em que a regência do nome no trecho destacado segue a mesma norma padrão:
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Nas grandes cidades, no pequeno dia a dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
O quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Composição: Humberto Gessinger e Augusto Licks. ENGENHEIROS DO HAWAII. Várias Variáveis. Rio de Janeiro: BMG (RCA-Victor), 1991. 1 CD com 14 faixas.
A partir da letra da canção, especificamente na segunda estrofe, assinale a alternativa correta:
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Caderno Container