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Dias de chuva
Literalmente adoro dias de chuva. Aquela
preguiça boa, que nos remete ao recolhimento. A
chuva me traz recordações da infância, de tomar
banho na rua, pulando na enxurrada. E dos
bolinhos de chuva, e o chocolate que mamãe
preparava. Mas tinha que obedecer, tomar outro
banho, quente desta vez. Não esquecendo de tirar
o grude de trás das orelhas, e de secar o chão ao
sair do banho. A tarde corria solta, a chuva
mostrando a que veio, trovoadas e relâmpagos
cortando o céu. Sem preocupações, o melhor era
a disputa com meus irmãos, quem iria pegar o
maior bolinho.
Sempre brincávamos com isso, nossa mãe
fazia os bolinhos maiores ou menores, conforme
colhesse a massa com a colher. Proposital ou não,
sempre eram diferentes no tamanho. Isso causava
um rebuliço em volta da mesa.
Muitos anos se passaram, não tive o
mesmo costume de fazer para meus filhos os
bolinhos de chuva. Talvez porque aqueles
momentos eram nossos e da nossa mãe. Mas a
chuva continua trazendo imagens daqueles
momentos, tão pequenos e simples.
Felicidade é um ato tão doce e pequeno,
em uma tarde de chuva, o recolhimento, a
abstração de tudo. Só ficar “de boa”, como dizia
meu filho na infância. Lendo, brincando,
contando anedotas. Lembro dos primeiros dias de
casamento, ficávamos na cama, conversando,
rindo, vendo TV. Depois, com os filhos a cama
ficava apertada, mas ainda assim era gostoso,
ficar ali fazendo nada, como diria meu esposo.
Tardes e noites abençoadas, com a chuva
cantarolando no telhado. Esses dias se foram, o
tempo leva os momentos, a chuva traz novos
momentos. Ainda amo a chuva, mesmo que, às
vezes, a natureza em fúria cause tragédias. Mas a
chuva em si não é culpada, a culpa com certeza é
da humanidade. A chuva é benção, é magia.
Confidente dos amantes, alegria da meninada,
que ainda hoje canta e dança na chuva. Que traz
encantamento.
SOUZA, Ivete Rosa de. Dias de chuva. Jornal Cultural
ROL. Disponível em <https://jornalrol.com.br/?p=57942>.
“Isso causava um rebuliço em volta da mesa.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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Dias de chuva
Literalmente adoro dias de chuva. Aquela
preguiça boa, que nos remete ao recolhimento. A
chuva me traz recordações da infância, de tomar
banho na rua, pulando na enxurrada. E dos
bolinhos de chuva, e o chocolate que mamãe
preparava. Mas tinha que obedecer, tomar outro
banho, quente desta vez. Não esquecendo de tirar
o grude de trás das orelhas, e de secar o chão ao
sair do banho. A tarde corria solta, a chuva
mostrando a que veio, trovoadas e relâmpagos
cortando o céu. Sem preocupações, o melhor era
a disputa com meus irmãos, quem iria pegar o
maior bolinho.
Sempre brincávamos com isso, nossa mãe
fazia os bolinhos maiores ou menores, conforme
colhesse a massa com a colher. Proposital ou não,
sempre eram diferentes no tamanho. Isso causava
um rebuliço em volta da mesa.
Muitos anos se passaram, não tive o
mesmo costume de fazer para meus filhos os
bolinhos de chuva. Talvez porque aqueles
momentos eram nossos e da nossa mãe. Mas a
chuva continua trazendo imagens daqueles
momentos, tão pequenos e simples.
Felicidade é um ato tão doce e pequeno,
em uma tarde de chuva, o recolhimento, a
abstração de tudo. Só ficar “de boa”, como dizia
meu filho na infância. Lendo, brincando,
contando anedotas. Lembro dos primeiros dias de
casamento, ficávamos na cama, conversando,
rindo, vendo TV. Depois, com os filhos a cama
ficava apertada, mas ainda assim era gostoso,
ficar ali fazendo nada, como diria meu esposo.
Tardes e noites abençoadas, com a chuva
cantarolando no telhado. Esses dias se foram, o
tempo leva os momentos, a chuva traz novos
momentos. Ainda amo a chuva, mesmo que, às
vezes, a natureza em fúria cause tragédias. Mas a
chuva em si não é culpada, a culpa com certeza é
da humanidade. A chuva é benção, é magia.
Confidente dos amantes, alegria da meninada,
que ainda hoje canta e dança na chuva. Que traz
encantamento.
SOUZA, Ivete Rosa de. Dias de chuva. Jornal Cultural
ROL. Disponível em <https://jornalrol.com.br/?p=57942>.
“Ainda amo a chuva, mesmo que, às vezes, a natureza em fúria cause tragédias.”
A locução destacada no período acima possui o sentido de:
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Dias de chuva
Literalmente adoro dias de chuva. Aquela
preguiça boa, que nos remete ao recolhimento. A
chuva me traz recordações da infância, de tomar
banho na rua, pulando na enxurrada. E dos
bolinhos de chuva, e o chocolate que mamãe
preparava. Mas tinha que obedecer, tomar outro
banho, quente desta vez. Não esquecendo de tirar
o grude de trás das orelhas, e de secar o chão ao
sair do banho. A tarde corria solta, a chuva
mostrando a que veio, trovoadas e relâmpagos
cortando o céu. Sem preocupações, o melhor era
a disputa com meus irmãos, quem iria pegar o
maior bolinho.
Sempre brincávamos com isso, nossa mãe
fazia os bolinhos maiores ou menores, conforme
colhesse a massa com a colher. Proposital ou não,
sempre eram diferentes no tamanho. Isso causava
um rebuliço em volta da mesa.
Muitos anos se passaram, não tive o
mesmo costume de fazer para meus filhos os
bolinhos de chuva. Talvez porque aqueles
momentos eram nossos e da nossa mãe. Mas a
chuva continua trazendo imagens daqueles
momentos, tão pequenos e simples.
Felicidade é um ato tão doce e pequeno,
em uma tarde de chuva, o recolhimento, a
abstração de tudo. Só ficar “de boa”, como dizia
meu filho na infância. Lendo, brincando,
contando anedotas. Lembro dos primeiros dias de
casamento, ficávamos na cama, conversando,
rindo, vendo TV. Depois, com os filhos a cama
ficava apertada, mas ainda assim era gostoso,
ficar ali fazendo nada, como diria meu esposo.
Tardes e noites abençoadas, com a chuva
cantarolando no telhado. Esses dias se foram, o
tempo leva os momentos, a chuva traz novos
momentos. Ainda amo a chuva, mesmo que, às
vezes, a natureza em fúria cause tragédias. Mas a
chuva em si não é culpada, a culpa com certeza é
da humanidade. A chuva é benção, é magia.
Confidente dos amantes, alegria da meninada,
que ainda hoje canta e dança na chuva. Que traz
encantamento.
SOUZA, Ivete Rosa de. Dias de chuva. Jornal Cultural
ROL. Disponível em <https://jornalrol.com.br/?p=57942>.
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“O estudante perguntou ao professor, com muito
receio:
– Que dia será a prova?”
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do trecho acima, com o emprego adequado dos sinais de pontuação.
– Que dia será a prova?”
Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do trecho acima, com o emprego adequado dos sinais de pontuação.
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Assinale a alternativa cujas palavras preenchem
corretamente as lacunas a seguir, de acordo com
a concordância correta do verbo.
- _______ a relação de mantimentos para doação.
- O diretor e seu sócio _______ uma boa feijoada.
- _______ muitas despesas previstas em caixa.
- _______ elogios para você naquela reunião
- _______ a relação de mantimentos para doação.
- O diretor e seu sócio _______ uma boa feijoada.
- _______ muitas despesas previstas em caixa.
- _______ elogios para você naquela reunião
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“Os brasileiros deviam, sim, ler mais poesia.
Também os escritores, para avaliarem melhor o
peso de cada palavra.” (José Clemente Pozenato)
A palavra destacada no pensamento acima pode ser substituída adequadamente por:
A palavra destacada no pensamento acima pode ser substituída adequadamente por:
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Assinale a alternativa cujos elementos
preenchem corretamente as lacunas abaixo, na
mesma ordem:
- ___ princípio, tudo deverá acontecer conforme ___ programação prevista.
- ___ julgar pelas aparências, você se submeteu ___ chantagens da chefia.
- Espere-me daqui ___ pouco, exatamente ___ uma hora da tarde.
- ___ princípio, tudo deverá acontecer conforme ___ programação prevista.
- ___ julgar pelas aparências, você se submeteu ___ chantagens da chefia.
- Espere-me daqui ___ pouco, exatamente ___ uma hora da tarde.
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Na charge acima, a mudança de “deve” para “devia”, no último quadrinho, sugere que a ação de “ter um bom fundamento”:
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Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas de acordo com as normas vigentes
em Língua Portuguesa.
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Assinale a alternativa cuja palavra destacada está
sendo empregada em sentido figurado.
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