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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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Salvem os jumentos
Bruno Pavan
Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da
preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território
nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável
de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop
Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de
animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO)
e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre
1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele
do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de
peles até 2027.
Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The
Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem
votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo
biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo -
uma zoonose letal para humanos.
Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não
dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”.
Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno
via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.
O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando
a biodiversidade.
PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
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- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaSubstantivos
Salvem os jumentos
Bruno Pavan
Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da
preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território
nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável
de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop
Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de
animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO)
e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre
1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele
do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de
peles até 2027.
Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The
Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem
votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo
biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo -
uma zoonose letal para humanos.
Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não
dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”.
Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno
via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.
O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando
a biodiversidade.
PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
“Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território nacional.”
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaGrafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
Salvem os jumentos
Bruno Pavan
Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da
preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território
nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável
de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop
Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de
animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO)
e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre
1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele
do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de
peles até 2027.
Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The
Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem
votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo
biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo -
uma zoonose letal para humanos.
Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não
dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”.
Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno
via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.
O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando
a biodiversidade.
PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
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Bruno Pavan
Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da
preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território
nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável
de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop
Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de
animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO)
e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre
1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele
do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de
peles até 2027.
Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The
Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem
votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo
biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo -
uma zoonose letal para humanos.
Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não
dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”.
Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno
via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.
O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando
a biodiversidade.
PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
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Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da
preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território
nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável
de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop
Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de
animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO)
e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre
1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele
do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de
peles até 2027.
Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The
Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem
votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo
biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo -
uma zoonose letal para humanos.
Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não
dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”.
Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno
via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.
O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando
a biodiversidade.
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