Foram encontradas 364.882 questões.
- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaEmprego do Hífen
- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:
Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil
Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária,
dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência
nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu
15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos
entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial
que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos
comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.
Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A
esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a
usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.
Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa
informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a
adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o
vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.
Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.
28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
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Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil
Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária,
dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência
nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu
15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos
entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial
que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos
comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.
Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A
esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a
usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.
Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa
informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a
adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o
vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.
Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.
28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
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Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil
Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária,
dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência
nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu
15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos
entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial
que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos
comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.
Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A
esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a
usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.
Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa
informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a
adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o
vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.
Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.
28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
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Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil
Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária,
dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência
nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu
15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos
entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial
que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos
comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.
Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A
esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a
usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.
Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa
informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a
adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o
vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.
Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.
28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
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Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil
Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária,
dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência
nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu
15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos
entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial
que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos
comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.
Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A
esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a
usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.
Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa
informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a
adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o
vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.
Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.
28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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O valor da cooperação na segurança pública
A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das
forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das
pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo
compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança.
Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis
apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais
e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em
tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas
criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência
operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.
LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
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