Foram encontradas 354.957 questões.
Numa charge publicada no site do jornal, uma fala curta
termina com reticências e a imagem mostra uma cena que
contrasta com o enunciado, produzindo humor ácido. O
efeito constrói-se principalmente porque as reticências
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No texto sobre a queda de uma ponte, o repórter
organiza informações de ocorrência, fontes e números,
enquanto o articulista toma posição sobre a atuação do
poder público. Marque a assertiva CORRETA sobre essa
diferença.
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Na leitura de um editorial extenso, o estudante formula
uma hipótese a partir do título, escolhe trechos para testar
pistas, revisa o sentido ao encontrar dados novos e completa
o que fica implícito. Esse processo de leitura organiza-se
pela antecipação
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Analise as afirmativas sobre a relação entre textos e
circulação de vozes.
I. A paródia mantém o núcleo de sentido do texto-fonte e altera principalmente o grau de formalidade, buscando reescrever com linguagem mais neutra.
II. A paráfrase retoma um enunciado preservando o núcleo de sentido, com mudanças de formulação e ajustes ao novo contexto de circulação.
III. A paródia retoma um texto para produzir deslocamento de sentido, gerando efeito crítico ou humorístico por inversão, exagero ou contraste.
IV. A interdiscursividade envolve diálogo entre formações discursivas, acionando modos de dizer de diferentes esferas, ainda que haja ausência de referência a uma obra específica.
V. A intertextualidade depende de citação literal e de referência explícita ao autor do texto-fonte.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. A paródia mantém o núcleo de sentido do texto-fonte e altera principalmente o grau de formalidade, buscando reescrever com linguagem mais neutra.
II. A paráfrase retoma um enunciado preservando o núcleo de sentido, com mudanças de formulação e ajustes ao novo contexto de circulação.
III. A paródia retoma um texto para produzir deslocamento de sentido, gerando efeito crítico ou humorístico por inversão, exagero ou contraste.
IV. A interdiscursividade envolve diálogo entre formações discursivas, acionando modos de dizer de diferentes esferas, ainda que haja ausência de referência a uma obra específica.
V. A intertextualidade depende de citação literal e de referência explícita ao autor do texto-fonte.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
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Considerando a aplicação pedagógica de segmentação
em sílabas e identificação de rimas em turmas de 1º ano,
analise as assertivas a seguir.
I. Na segmentação silábica, o foco é perceber “pedaços sonoros” maiores que fonemas, e por isso palmas, passos e marcação rítmica são recursos coerentes em atividades orais.
II. Na identificação de rimas, o critério é a igualdade do som inicial das palavras, pois isso reduz ambiguidades na comparação entre palavras.
III. Trabalhar rimas em jogos orais pode anteceder a escrita convencional, desde que o professor explicite o critério pelo som final e peça justificativa oral do estudante.
IV. A identificação de rimas depende, como regra, de o aluno já dominar a leitura e a escrita de palavras, pois sem decodificação não há comparação confiável de sons.
Marque a opção que indica a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
I. Na segmentação silábica, o foco é perceber “pedaços sonoros” maiores que fonemas, e por isso palmas, passos e marcação rítmica são recursos coerentes em atividades orais.
II. Na identificação de rimas, o critério é a igualdade do som inicial das palavras, pois isso reduz ambiguidades na comparação entre palavras.
III. Trabalhar rimas em jogos orais pode anteceder a escrita convencional, desde que o professor explicite o critério pelo som final e peça justificativa oral do estudante.
IV. A identificação de rimas depende, como regra, de o aluno já dominar a leitura e a escrita de palavras, pois sem decodificação não há comparação confiável de sons.
Marque a opção que indica a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
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Relacione a coluna B de acordo com a coluna A.
COLUNA A
I. Aliteração.
II. Manipulação de fonemas.
COLUNA B
( ) “No trio ‘bola, boca, casa’, diga quais duas palavras começam com o mesmo som.”
( ) “Diga ‘pato’; agora troque o som /p/ por /g/ e fale a nova palavra.”
( ) “Diga ‘faca’; agora fale de novo sem o som /f/ do começo.”
( ) “Vou falar ‘fita, faca, mala’; diga quais duas começam com o mesmo som.”
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
COLUNA A
I. Aliteração.
II. Manipulação de fonemas.
COLUNA B
( ) “No trio ‘bola, boca, casa’, diga quais duas palavras começam com o mesmo som.”
( ) “Diga ‘pato’; agora troque o som /p/ por /g/ e fale a nova palavra.”
( ) “Diga ‘faca’; agora fale de novo sem o som /f/ do começo.”
( ) “Vou falar ‘fita, faca, mala’; diga quais duas começam com o mesmo som.”
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
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Leia a situação hipotética a seguir.
Marcelo, aluno do 1º ano, escreveu as seguintes palavras de acordo com propostas ditadas pela professora:
SAPATO → “SAPT”
BONECA → “BNECA”
CAVALO → “CAVLO”
PIPOCA → “PIPCA”
Considerando a produção da criança, a hipótese de escrita predominante é
Marcelo, aluno do 1º ano, escreveu as seguintes palavras de acordo com propostas ditadas pela professora:
SAPATO → “SAPT”
BONECA → “BNECA”
CAVALO → “CAVLO”
PIPOCA → “PIPCA”
Considerando a produção da criança, a hipótese de escrita predominante é
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Leia a situação hipotética e preencha as lacunas.
Durante uma intervenção individual no 1º ano, o professor propõe que a criança transforme, oralmente, /pato/ em /gato/, alterando apenas o som inicial, e depois registre as duas palavras, com apoio de fichas de letras e leitura mediada. Essa atividade mobiliza principalmente a consciência __________ e articula-se diretamente à __________ no ensino das relações entre fala e escrita.
Assinale a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.
Durante uma intervenção individual no 1º ano, o professor propõe que a criança transforme, oralmente, /pato/ em /gato/, alterando apenas o som inicial, e depois registre as duas palavras, com apoio de fichas de letras e leitura mediada. Essa atividade mobiliza principalmente a consciência __________ e articula-se diretamente à __________ no ensino das relações entre fala e escrita.
Assinale a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.
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Leia o texto e responda à questão.
“O café do intervalo e a teoria do quase”
No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida
de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até
a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é
aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o
pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A
placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo
para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com
carimbo e assinatura.
A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro
obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta
com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem
o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem
intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da
sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela
quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um
formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico:
não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo
do outro.
Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás
de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao
balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora
do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo,
a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas,
encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha
minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só
reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse
sinônimo de resolver.
Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o
círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa.
Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por
prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase
publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um
jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a
realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o
“só”, o “bem”, o “assim que der”.
Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve
depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz
embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas
cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor
foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o
primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia
a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola
nem ofende.
No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é
rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço
a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o
celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas
eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.
Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar
pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar?
Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali,
ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de
exclamação sussurrado bem mesmo.
Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor
continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve:
não para acelerar, mas para ficar.
Fonte: Banca Examinadora
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Leia o texto e responda à questão.
“O café do intervalo e a teoria do quase”
No intervalo da manhã, quando o corredor vira uma avenida
de passos apressados e promessas de “já volto”, eu caminho até
a cantina como quem vai cumprir um ritual civil. Não é fome: é
aquela necessidade de um gole quente para reorganizar o
pensamento, como se a cafeína soubesse arquivar dúvidas. A
placa anuncia “Café passado na hora”, e eu me pego sorrindo
para a expressão: como se existisse a hora oficial do café, com
carimbo e assinatura.
A fila começa curta e, por isso mesmo, suspeita. O primeiro
obstáculo é o entusiasmo alheio. Uma colega me cumprimenta
com um “rapidinho, só uma pergunta”, e essa frase, aprendi, tem
o mesmo estatuto do “sem querer” antes de um comentário bem
intencional. Eu respondo com um “claro”, que na língua da
sobrevivência acadêmica significa: claro que não há escolha. Ela
quer saber se eu “só poderia dar uma olhadinha” em um
formulário, “bem simples”. Simples, aqui, é um adjetivo mágico:
não descreve o objeto; descreve a tentativa de reduzir o tempo
do outro.
Enquanto finjo analisar campos e siglas, a fila cresce atrás
de nós como argumento que se encorpa. Quando enfim chego ao
balcão, o atendente aponta para um aviso escrito à mão: “PIX fora
do ar”. A frase tem a concisão de um decreto e, ao mesmo tempo,
a delicadeza de um pedido de desculpas. Procuro moedas,
encontro um cartão que “agora não passa”, e sinto a vergonha
minúscula de quem foi desmentida pelo próprio bolso. “É só
reiniciar a maquininha”, diz alguém, como se reiniciar fosse
sinônimo de resolver.
Volto dois passos, tento sinal, tento fé. Na tela do celular, o
círculo de carregamento gira com uma serenidade provocativa.
Penso na teoria do quase: quase é a região onde a gente vive por
prática, não por vocação. Quase respondi, quase terminei, quase
publiquei, quase fui ao médico, quase dormi cedo. Quase é um
jeito de manter a esperança em pé sem precisar encostar a
realidade na parede. E, no intervalo, quase tem rosto: o “já”, o
“só”, o “bem”, o “assim que der”.
Finalmente pago em dinheiro emprestado — “me devolve
depois, quando puder, sem pressa” — e essa generosidade traz
embutida uma cobrança leve, do tipo que não pesa hoje, mas
cobra amanhã. O café vem em copo de papel, tampado, e o vapor
foge pela fresta como fofoca que não aguenta segredo. Dou o
primeiro gole e percebo que não está tão quente quanto prometia
a placa. Está morno, aquela temperatura neutra que não consola
nem ofende.
No caminho de volta, um aluno me alcança: “Prof, é
rapidinho”. E eu, já com o café na mão e o intervalo no fim, ouço
a frase como quem ouve o próprio nome dito errado. Ele abre o
celular e me mostra uma mensagem: “Desculpa incomodar, mas
eu quase desisti da disciplina”. Quase, outra vez.
Eu me lembro de quantas vezes usei “quase” para suavizar
pedidos: quase poderia enviar hoje? quase dá para remarcar?
Como se a palavra amortecesse o impacto do desejo. Mas, ali,
ela era um pedido de ajuda sem dramatização, um ponto de
exclamação sussurrado bem mesmo.
Só que, agora, o quase não adia; avisa. Eu paro. O corredor
continua correndo. E, pela primeira vez na manhã, o café serve:
não para acelerar, mas para ficar.
Fonte: Banca Examinadora
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