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Texto I
Recentemente, quando um imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) foi à Suíça para realizar um suicídio assistido — que eu prefiro chamar de morte assistida —, o assunto voltou à pauta sobre a dignidade do morrer e a possibilidade da eutanásia. No Brasil, esse procedimento é vedado pelo Código de Ética Médica, que proíbe que o médico abrevie a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante. [...] Além da questão da sacralidade da vida, como médico e professor, sou contrário à eutanásia porque entendo que a função primordial da medicina é o cuidado e nunca o encurtamento da vida. A eutanásia pode corromper a essência da prática médica, afastando-a do princípio nuclear de proteção da vida e alívio dos sofrimentos. Como defensor intransigente da dignidade humana, posiciono-me contrário à eutanásia porque defendo uma bioética médica centrada no cuidado, na compaixão e no desenvolvimento de alternativas, como as melhores práticas de cuidados paliativos, para garantir uma morte digna sem abrir palco para práticas que possam desvalorizar a vida.
Disponível em: bit.ly/eutanasia_opiniao_Folha_2025. Acesso em: 21 nov. 2025.
Texto II
Em seu livro póstumo ("O Sentido da Vida"), o psicanalista Contardo Calligaris afirmou que "a vida não está acima de tudo, não é o valor absoluto. Tem uma série de coisas que estão acima da vida". Convido você, leitor, a imaginar que tem uma doença grave, incurável, que te causa sofrimento físico, social, emocional e/ou espiritual de maneira intolerável. Você sabe que vai morrer dessa doença, que não será hoje e que, quando acontecer, possivelmente te encontrará inconsciente ou sem lucidez. Consegue imaginar coisas que estão acima da sua vida? Consegue imaginar coisas que te parecem piores do que a morte? [...] No Brasil, vários argumentos são usados contra a eutanásia. A título de exemplo, "só Deus tira a vida" e "quem tem acesso a cuidados paliativos não quer eutanásia". Tais argumentos partem de premissas falaciosas. O primeiro desconsidera que vivemos em um Estado laico e que, portanto, o uso de razões religiosas para cercear liberdades individuais é inconstitucional; o segundo desconsidera que, mesmo em países com acesso universal a cuidados paliativos, há pacientes que optam pela eutanásia.
Disponível em: bit.ly/eutanasia_opiniao_Folha_2025. Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando os modos de construção argumentativa presentes nos Textos I e II, assinale a alternativa incorreta.
Recentemente, quando um imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) foi à Suíça para realizar um suicídio assistido — que eu prefiro chamar de morte assistida —, o assunto voltou à pauta sobre a dignidade do morrer e a possibilidade da eutanásia. No Brasil, esse procedimento é vedado pelo Código de Ética Médica, que proíbe que o médico abrevie a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante. [...] Além da questão da sacralidade da vida, como médico e professor, sou contrário à eutanásia porque entendo que a função primordial da medicina é o cuidado e nunca o encurtamento da vida. A eutanásia pode corromper a essência da prática médica, afastando-a do princípio nuclear de proteção da vida e alívio dos sofrimentos. Como defensor intransigente da dignidade humana, posiciono-me contrário à eutanásia porque defendo uma bioética médica centrada no cuidado, na compaixão e no desenvolvimento de alternativas, como as melhores práticas de cuidados paliativos, para garantir uma morte digna sem abrir palco para práticas que possam desvalorizar a vida.
Disponível em: bit.ly/eutanasia_opiniao_Folha_2025. Acesso em: 21 nov. 2025.
Texto II
Em seu livro póstumo ("O Sentido da Vida"), o psicanalista Contardo Calligaris afirmou que "a vida não está acima de tudo, não é o valor absoluto. Tem uma série de coisas que estão acima da vida". Convido você, leitor, a imaginar que tem uma doença grave, incurável, que te causa sofrimento físico, social, emocional e/ou espiritual de maneira intolerável. Você sabe que vai morrer dessa doença, que não será hoje e que, quando acontecer, possivelmente te encontrará inconsciente ou sem lucidez. Consegue imaginar coisas que estão acima da sua vida? Consegue imaginar coisas que te parecem piores do que a morte? [...] No Brasil, vários argumentos são usados contra a eutanásia. A título de exemplo, "só Deus tira a vida" e "quem tem acesso a cuidados paliativos não quer eutanásia". Tais argumentos partem de premissas falaciosas. O primeiro desconsidera que vivemos em um Estado laico e que, portanto, o uso de razões religiosas para cercear liberdades individuais é inconstitucional; o segundo desconsidera que, mesmo em países com acesso universal a cuidados paliativos, há pacientes que optam pela eutanásia.
Disponível em: bit.ly/eutanasia_opiniao_Folha_2025. Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando os modos de construção argumentativa presentes nos Textos I e II, assinale a alternativa incorreta.
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Em entrevista à GALILEU, a pesquisadora Nataliya Kosmyna, do MIT Media Lab, defende que o
ChatGPT não está exatamente “nos deixando mais burros”. Mas é preciso saber o momento certo de usá-lo,
para não atrapalhar a aprendizagem. [...]
Galileu: No Brasil, muitas pessoas trataram o estudo como uma prova de que o ChatGPT está nos deixando mais burros. Como você responde a essa interpretação? Nataliya Kosmyna: Não é uma prova definitiva. Para termos algo mais definitivo — o que estamos tentando alcançar, convidando pesquisadores de todo o mundo para formar parcerias — precisamos trabalhar com populações maiores. Precisamos incluir também diferentes faixas etárias e levar em consideração que o estudo analisou ensaios, o que pessoalmente considero uma tarefa criativa bastante complexa. Afinal, o ensaio não diz respeito ao ensaio em si, e sim a ensinar uma pessoa a expressar ideias, manter um fluxo consistente de argumentos. Mas é muito importante também entender outros casos de uso. Galileu: O que você acha que pode se perder nessas simplificações? Nataliya Kosmyna: Quando vejo as pessoas dizendo “meu Deus, a IA apodrece o cérebro”, eu sempre tomo muito cuidado. Afinal, sou uma pesquisadora que trabalha com cérebro há 16 anos. Mas também trabalho com IA. Toda minha formação foi em IA, antes de ser algo popular. Então, é muito importante saber duas coisas: estamos falando sobre LLMs, os modelos de linguagem de larga escala. Mas a IA em si existe há 50, 60 anos. Ela já era usada para análise de dados. São coisas diferentes. Sempre recomendo às pessoas nomearem especificamente a ferramenta sobre a qual estão falando. Aqui, estudamos o uso de LLMs para ajudar na escrita de ensaio. Não é sobre toda a IA.
[...] KOSMYNA, N. A IA apodrece o cérebro? Cuidado! Entrevista concedida a Marília Marasciulo. Galileu, São Paulo, ed. 401, p. 26-46, ago. 2025.
Na organização da entrevista, o encadeamento das duas afirmações em negrito exerce a função de
Galileu: No Brasil, muitas pessoas trataram o estudo como uma prova de que o ChatGPT está nos deixando mais burros. Como você responde a essa interpretação? Nataliya Kosmyna: Não é uma prova definitiva. Para termos algo mais definitivo — o que estamos tentando alcançar, convidando pesquisadores de todo o mundo para formar parcerias — precisamos trabalhar com populações maiores. Precisamos incluir também diferentes faixas etárias e levar em consideração que o estudo analisou ensaios, o que pessoalmente considero uma tarefa criativa bastante complexa. Afinal, o ensaio não diz respeito ao ensaio em si, e sim a ensinar uma pessoa a expressar ideias, manter um fluxo consistente de argumentos. Mas é muito importante também entender outros casos de uso. Galileu: O que você acha que pode se perder nessas simplificações? Nataliya Kosmyna: Quando vejo as pessoas dizendo “meu Deus, a IA apodrece o cérebro”, eu sempre tomo muito cuidado. Afinal, sou uma pesquisadora que trabalha com cérebro há 16 anos. Mas também trabalho com IA. Toda minha formação foi em IA, antes de ser algo popular. Então, é muito importante saber duas coisas: estamos falando sobre LLMs, os modelos de linguagem de larga escala. Mas a IA em si existe há 50, 60 anos. Ela já era usada para análise de dados. São coisas diferentes. Sempre recomendo às pessoas nomearem especificamente a ferramenta sobre a qual estão falando. Aqui, estudamos o uso de LLMs para ajudar na escrita de ensaio. Não é sobre toda a IA.
[...] KOSMYNA, N. A IA apodrece o cérebro? Cuidado! Entrevista concedida a Marília Marasciulo. Galileu, São Paulo, ed. 401, p. 26-46, ago. 2025.
Na organização da entrevista, o encadeamento das duas afirmações em negrito exerce a função de
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Cinco sucuris verdes (Eunectes murinus) do mesmo recinto morreram sequencialmente no jardim
zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá, Centro-Oeste do Brasil. As lesões primárias
em todas as serpentes foram enterocolite e hepatite necrótica severa, associada a trofozoítos intralesionais
PAS positivos, morfologicamente compatíveis com Entamoeba. Os protozoários estavam distribuídos
aleatoriamente no intestino e fígado das cinco sucuris e no estômago, nos rins e nos pulmões de três sucuris.
O recinto das serpentes tinha contato com o recinto vizinho que abrigava jacarés e tartarugas. Com base nos
achados clínicos, macroscópicos, histopatológicos, e no teste de imunofluorescência, que marcou trofozoítos,
concluiu-se que as sucuris estavam infectadas por Entamoeba invadens.
SOUZA, B. C. et al. Mortalidade por Entamoeba invadens em sucuris verdes (Eunectes murinus) de um zoológico. Resumo. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 45, e07585, 2025.
A progressão temática do resumo acadêmico organiza-se de modo a
SOUZA, B. C. et al. Mortalidade por Entamoeba invadens em sucuris verdes (Eunectes murinus) de um zoológico. Resumo. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 45, e07585, 2025.
A progressão temática do resumo acadêmico organiza-se de modo a
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No fim de abril, a Agência de Assistência Jurídica (Legal Aid Agency) do Reino Unido confirmou um
ataque cibernético aos dados da entidade que provocou o vazamento de informações pessoais dos
requerentes, como endereços, datas de nascimento, números de identidade, informações financeiras e
registros criminais. O primeiro levantamento aponta que as informações são de cidadãos que buscaram o
serviço jurídico nos últimos 15 anos.
Apesar do episódio e de outros ciberataques bem-sucedidos na Grã-Bretanha nos últimos meses –
como na varejista Marks & Spencer –, desde 2024, a América Latina se tornou o principal alvo da atividade de
hackers. De acordo com o Banco Mundial, na última década, a região apresentou um crescimento anual de
25% em ciberataques, enquanto em nível global essa taxa foi de 21% ao ano. Entre as principais razões desse
aumento está a velocidade de investimento em cibersegurança, que não conseguiu acompanhar o crescimento
na utilização de dispositivos IoT, do setor de e-commerce e da ampliação das ferramentas digitais para gestão
governamental.
Do ponto de vista econômico, a pesquisa Digital Trust Insights 2025, realizada pela PwC, indica que as
empresas brasileiras foram uma das que mais sofreram financeiramente com os ataques cibernéticos em 2024.
Entre as companhias dos países participantes do estudo, um terço delas sofreu perdas mínimas de US$ 1
milhão com ciberataques, nos últimos três anos. Além disso, a complexidade do ciberespaço tem promovido
um crescimento na desigualdade cibernética, tanto entre pequenas e grandes empresas, quanto entre
economias desenvolvidas e emergentes, como aponta o Panorama Global de Cibersegurança 2025, do Fórum
Econômico Mundial. [...]
Disponível em: bit.ly/ciberseguranca_MIT_Technology_Review. Acesso em: 21 nov. 2025.
A expressão em negrito, em articulação com a ideia que se segue, estabelece uma relação de
Disponível em: bit.ly/ciberseguranca_MIT_Technology_Review. Acesso em: 21 nov. 2025.
A expressão em negrito, em articulação com a ideia que se segue, estabelece uma relação de
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Analise o texto a seguir e responda à questão.
Texto III
Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon
Prime)
(Alexandre Fernandes)
Você é daqueles que sentem um pequeno
infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet,
se deparam com uma propaganda da qual não é
possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais
sofridos da história da civilização, não é mesmo?
Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes
cometeu contra humanidade para receber tal castigo,
pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
Exageros à parte, assistir uma propaganda
indesejada não é das tarefas mais prazerosas,
especialmente quando não é o seu objetivo – e longe
de mim criticar a indústria da propaganda e do
marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive.
Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que
escolhi, certo?
Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e
desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti
ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal
feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos
Mundos, lançada recentemente pela gigante de
propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”.
Guerra dos Mundos em diferentes mundos
Antes de preencher minhas artérias com o mais
puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é,
originalmente, uma obra literária. A Guerra dos
Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela
primeira vez em 1897, é considerada um clássico da
ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo
planeta por uma raça mais inteligente e belicamente
superior.
Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é
que, durante sua leitura, em formato de dramatização,
num programa de rádio norte-americano, o caos foi
instaurado na população local.
Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS
(Columbia Broadcasting System) interrompeu sua
programação musical para noticiar uma suposta
invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em
edição extraordinária” era só a leitura e interpretação
do livro.
Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da
terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no
que ouvia na rádio.
Engraçado imaginar que houve uma época em que
as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam
ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas
“mentiras”, com o simples objetivo de desencadear
ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]
(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
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Analise o texto a seguir e responda à questão.
Texto III
Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon
Prime)
(Alexandre Fernandes)
Você é daqueles que sentem um pequeno
infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet,
se deparam com uma propaganda da qual não é
possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais
sofridos da história da civilização, não é mesmo?
Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes
cometeu contra humanidade para receber tal castigo,
pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
Exageros à parte, assistir uma propaganda
indesejada não é das tarefas mais prazerosas,
especialmente quando não é o seu objetivo – e longe
de mim criticar a indústria da propaganda e do
marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive.
Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que
escolhi, certo?
Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e
desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti
ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal
feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos
Mundos, lançada recentemente pela gigante de
propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”.
Guerra dos Mundos em diferentes mundos
Antes de preencher minhas artérias com o mais
puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é,
originalmente, uma obra literária. A Guerra dos
Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela
primeira vez em 1897, é considerada um clássico da
ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo
planeta por uma raça mais inteligente e belicamente
superior.
Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é
que, durante sua leitura, em formato de dramatização,
num programa de rádio norte-americano, o caos foi
instaurado na população local.
Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS
(Columbia Broadcasting System) interrompeu sua
programação musical para noticiar uma suposta
invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em
edição extraordinária” era só a leitura e interpretação
do livro.
Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da
terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no
que ouvia na rádio.
Engraçado imaginar que houve uma época em que
as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam
ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas
“mentiras”, com o simples objetivo de desencadear
ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]
(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
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Analise o texto a seguir e responda à questão.
Texto III
Review | Guerra dos Mundos (2025, Amazon
Prime)
(Alexandre Fernandes)
Você é daqueles que sentem um pequeno
infarto quando, ao assistir qualquer vídeo na internet,
se deparam com uma propaganda da qual não é
possível pular? Parecem ali os 30 segundos mais
sofridos da história da civilização, não é mesmo?
Você questiona sua fé, se pergunta quais crimes
cometeu contra humanidade para receber tal castigo,
pensa até em ter que desviar o olhar daquela tela?
Exageros à parte, assistir uma propaganda
indesejada não é das tarefas mais prazerosas,
especialmente quando não é o seu objetivo – e longe
de mim criticar a indústria da propaganda e do
marketing, de onde vêm meu ganha pão, inclusive.
Mas se eu quero ver algo, quero ver aquele algo que
escolhi, certo?
Agora, pegue aquele cenário inicial de ódio e
desolação e multiplique por 200 vezes. Foi o que senti
ao me ver preso em uma grande peça publicitária mal
feita da Amazon que é esta releitura de Guerra dos
Mundos, lançada recentemente pela gigante de
propriedade de Jeff Bezos.
Rapaz, que ódio desse “filme”.
Guerra dos Mundos em diferentes mundos
Antes de preencher minhas artérias com o mais
puro ódio, vale relembrar que Guerra dos Mundos é,
originalmente, uma obra literária. A Guerra dos
Mundos, escrita por H. G. Wells e publicada pela
primeira vez em 1897, é considerada um clássico da
ficção científica, narrando a invasão de nosso singelo
planeta por uma raça mais inteligente e belicamente
superior.
Um episódio bastante curioso envolvendo o livro é
que, durante sua leitura, em formato de dramatização,
num programa de rádio norte-americano, o caos foi
instaurado na população local.
Em 30 de outubro de 1938 a rede de rádio CBS
(Columbia Broadcasting System) interrompeu sua
programação musical para noticiar uma suposta
invasão de marcianos. No entanto, aquela “notícia em
edição extraordinária” era só a leitura e interpretação
do livro.
Só que um estrago e tanto foi feito e o povo da
terra da liberdade entrou em pânico, acreditando no
que ouvia na rádio.
Engraçado imaginar que houve uma época em que
as pessoas acreditavam em qualquer coisa que ouviam
ou viam por aí, sem qualquer raciocínio ou fact-checking, e saíam apavorados espalhando essas
“mentiras”, com o simples objetivo de desencadear
ainda mais medo e desespero… Enfim.[...]
(Disponível em: https://nerdinterior.com.br/reviews/review-guerra-dosmundos-2025-amazon-prime/. Acesso em 04/02/2026)
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Analise o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
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Texto II
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Analise o texto abaixo para responder à questão.
Texto I
Tinha um mês que Maria Teresa da Vazante havia
tirado o diploma. Mariinha e Tuninha fizeram de um
tudo para que a filha conseguisse aquele curso.
Mariinha, por intermédio de Angélica, que ainda ia à
cidade, arranjou uma vaga com desconto no
Sacramentina e Silva, pelo vínculo que tinha com a
instituição, e fez a matricula de Maria Teresa, que todo
sábado, por seis meses, carreou até Santa Stella para
comparecer às aulas.
Esse foi um período difícil e de muita privação para
todas elas, porque além do preço do curso tinha o
transporte, que elas pagavam para Thadeu. E todo
sábado ajeitavam a menina para a viagem, que a filha
delas não poderia passar vergonha.
A angústia de esperar a manhã do sábado inteira,
com a menina indo e voltando sozinha, as castigava.
Toda madrugada, antes do carro partir, Mariinha fazia
centenas de recomendações a Thadeu para que ele
não viesse embora sem Maria Teresa. A senhora tinha
confiança nele, existia aquela união entre os Fontes e
as mulheres da Vazante, mas a professora não
conseguiu controlar seu medo. Durante os seis meses
que o curso durou, a mãe agoniava o motorista com
advertências e precauções.
— Não, eu não acredito – Maria Teresa trocava
olhares de felicidade com o noivo e as mães. – Será
aquilo, mainha? – a menina estendeu o braço para
segurar a mão de Tuninha.
— Abre, nega! É tua! Foi um trabalho danado de
conseguir, desde antes do teu curso acabar que venho
fazendo esse plano – os olhos do noivo dançavam
como o alívio de chuva que cai em tarde de sol
refrescando a areia.
Mané da Gaita achou bonito tocar uma valsa doce
naquele momento. Com a porta da casa aberta, o
cheiro das rosas adocicava ainda mais o ambiente.
Maria Teresa foi descobrindo, descobrindo, abrindo o
que estava guardado naquele embrulho de coberta.
— Sim! É uma máquina, mamãe!
(APARECIDA, Luciany. Mata Doce.Rio de Janeiro: Alfaguara, 2023, p.54)
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