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Como é a complexa tarefa de visitar a Antártica
Por Drauzio Varella
- A primeira impressão é a de que estou em outro planeta ou de que voltei ao passado remoto
- da Terra.
- Do helicóptero da Marinha, a visão é deslumbrante: o mar encosta em prainhas com
- pedregulhos escuros, de onde emergem montanhas vulcânicas colossais, assustadoras. Por trás
- delas, geleiras a perder de vista, sem limites di....erníveis com as nuvens do horizonte. Lá longe,
- perdido na brancura do gelo infinito, um pico negro aflora como o dedo de um gigante
- descomunal. Não há uma árvore nem um fiapo de verde sequer, tudo é árido, branco, preto ou
- cinzento. Pela primeira vez me dou conta de que o branco tem inúmeras tonalidades.
- A paisagem é a mesma que surpreendeu os navegantes ao chegarem na Antártica, no
- século 19. Mesmo com a tecnologia de hoje, desembarcar aqui é tarefa complexa que exige
- paciência, observação e oportunidade — como repetem os marinheiros —, porque as condições
- climáticas mudam a cada momento.
- De repente, o céu se abriu e o reflexo na neve ofuscou meus olhos. Para compensar, o mar
- ficou azul-esverdeado, como se estivéssemos no Ceará. Um pouco ___ frente, um iceberg feito
- um barquinho de papel, com uma parede lateral imponente apoiada numa base quadrangular,
- ligada por um assoalho de vários metros ___ outra parede, mais baixa, e a um bloco triangular
- com vértice pontiagudo. O artista mais inspirado seria incapaz de criar tamanha beleza flutuante.
- Dias depois, num bote inflável, nossa equipe de filmagem chegaria bem perto dele. A
- estrutura me fez sentir mais insignificante do que uma formiguinha: os dois paredões laterais
- tinham quase cem metros de altura; o pico lateral, uns 70. Sobre uma camada de gelo
- compactado, a plataforma de sustentação devia ter mais de mil metros quadrados. Quantas
- toneladas de gelo haveria na parte submersa daquele iceberg que nos dava as boas-vindas?
- O helicóptero voou para a Baía do Almirantado, na direção de uma montanha de base larga,
- decorada com ilhotas de neve. Junto ___ base, uma estrutura metálica de mais de 200 metros
- em forma de tubo, com janelas enfileiradas: a Estação Comandante Ferraz, carinhosamente
- chamada de “a casa do Brasil na Antártica”. Não imaginava edificação tão moderna naquele
- isolamento.
- Perto da praia, viam-se tratores, guindastes, tanques de combustível, torres de
- comunicação, botes, quadriciclos de transporte, armazéns para depósito de equipamentos e
- mercadorias, caixas com materiais que entram e saem, postes de energia eólica e a pista de
- pouso para o helicóptero.
- Nos dias seguintes, filmaríamos nos laboratórios e nos postos avançados distantes da
- Estação, nos dois navios que dão apoio à operação; percorreríamos caminhos de pedras soltas,
- seríamos levados em botes para outras praias da baía, ouviríamos a algazarra dos pinguins e
- entrevistaríamos marinheiros e cientistas que descreveriam com paixão o trabalho que os leva
- a passar meses longe da família.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/02/como-e-a-tarefa-complexa-de-visitar-a-antartica-cmm2031e800zh014lor83w7zd.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual o emprego da vírgula se deve à marcação da omissão de um termo.
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Manual para organizar o futuro
Por Pedro Guerra Kuman
01 Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo
02 outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri”.
03 Seja qual for o caso, acho que tenho o preferido _____ doce brutalidade do boxe pelas palavras de
04 Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara”.
05 Deu? Pois é.
06 Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que
07 ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei
08 lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos
09 entre 2020 e 2030.
10 Dois detalhes prenderam-me_____ atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e
11 até ri da coragem - ou da audácia - do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em
12 tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável - precisei de um tempo para entender se
13 não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos,
14 uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência _____ seara de frases, como diria o autor
15 desconhecido, “o importante é ter saúde”, né?
16 Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou
17 todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos
18 alguns frutos desse período - a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor,
19 percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era
20 naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren...a
21 quase in...ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a
22 gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
23 Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há
24 espaço para respiros - deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos
25 novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não
26 fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
27 Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com
28 prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma
29 música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade
30 mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de
31 que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um
32 ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
No trecho retirado do texto “Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar”, a conjunção “se” introduz a ideia de _________ e poderia ser substituída por _________, uma vez que ambas mantêm a mesma relação de sentido, _________, para isso, necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a devida correção gramatical.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Manual para organizar o futuro
Por Pedro Guerra Kuman
01 Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo
02 outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri”.
03 Seja qual for o caso, acho que tenho o preferido _____ doce brutalidade do boxe pelas palavras de
04 Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara”.
05 Deu? Pois é.
06 Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que
07 ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei
08 lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos
09 entre 2020 e 2030.
10 Dois detalhes prenderam-me_____ atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e
11 até ri da coragem - ou da audácia - do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em
12 tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável - precisei de um tempo para entender se
13 não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos,
14 uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência _____ seara de frases, como diria o autor
15 desconhecido, “o importante é ter saúde”, né?
16 Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou
17 todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos
18 alguns frutos desse período - a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor,
19 percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era
20 naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren...a
21 quase in...ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a
22 gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
23 Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há
24 espaço para respiros - deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos
25 novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não
26 fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
27 Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com
28 prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma
29 música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade
30 mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de
31 que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um
32 ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual NÃO tenha sido empregada linguagem figurada.
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Manual para organizar o futuro
Por Pedro Guerra Kuman
01 Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo
02 outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri”.
03 Seja qual for o caso, acho que tenho o preferido _____ doce brutalidade do boxe pelas palavras de
04 Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara”.
05 Deu? Pois é.
06 Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que
07 ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei
08 lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos
09 entre 2020 e 2030.
10 Dois detalhes prenderam-me_____ atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e
11 até ri da coragem - ou da audácia - do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em
12 tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável - precisei de um tempo para entender se
13 não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos,
14 uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência _____ seara de frases, como diria o autor
15 desconhecido, “o importante é ter saúde”, né?
16 Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou
17 todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos
18 alguns frutos desse período - a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor,
19 percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era
20 naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren...a
21 quase in...ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a
22 gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
23 Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há
24 espaço para respiros - deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos
25 novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não
26 fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
27 Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com
28 prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma
29 música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade
30 mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de
31 que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um
32 ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando a ortografia oficial vigente, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas do trecho a seguir, retirado do texto:
“Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto [...]”.
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Manual para organizar o futuro
Por Pedro Guerra Kuman
01 Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo
02 outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri”.
03 Seja qual for o caso, acho que tenho o preferido _____ doce brutalidade do boxe pelas palavras de
04 Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara”.
05 Deu? Pois é.
06 Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que
07 ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei
08 lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos
09 entre 2020 e 2030.
10 Dois detalhes prenderam-me_____ atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e
11 até ri da coragem - ou da audácia - do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em
12 tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável - precisei de um tempo para entender se
13 não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos,
14 uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência _____ seara de frases, como diria o autor
15 desconhecido, “o importante é ter saúde”, né?
16 Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou
17 todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos
18 alguns frutos desse período - a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor,
19 percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era
20 naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren...a
21 quase in...ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a
22 gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
23 Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há
24 espaço para respiros - deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos
25 novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não
26 fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
27 Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com
28 prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma
29 música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade
30 mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de
31 que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um
32 ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:
• “Seja qual for o caso, acho que tenho preferido ___ doce brutalidade do boxe”.
• “Dois detalhes prenderam-me ___ atenção ao encarar o arquivo”.
• “Dando sequência ___ seara de frases, como diria o autor desconhecido, ‘o importante é ter saúde’, né?”.
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O alívio de não ser tão importante
Por Pedro Guerra Kuman
01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta
02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento
03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,
04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,
05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.
06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão
07 importantes assim.
08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma
09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos
10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem
11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —
12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das
13 vezes, a gente é só figurante.
14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um
15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos
16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que
17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque
18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando
19 administrar as próprias dores.
20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há
21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais
22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:
23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,
24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.
25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado
26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse
27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma
28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para
29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos
30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a
31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,
32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.
33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma
34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que
35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a
36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente
37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “se” tenha sido empregada como índice de indeterminação do sujeito.
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O alívio de não ser tão importante
Por Pedro Guerra Kuman
01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta
02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento
03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,
04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,
05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.
06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão
07 importantes assim.
08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma
09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos
10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem
11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —
12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das
13 vezes, a gente é só figurante.
14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um
15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos
16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que
17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque
18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando
19 administrar as próprias dores.
20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há
21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais
22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:
23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,
24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.
25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado
26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse
27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma
28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para
29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos
30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a
31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,
32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.
33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma
34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que
35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a
36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente
37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a função sintática dos termos sublinhados.
“Nós, pessoas de pensamento acelerado (1), tendemos a acreditar que a catástrofe é uma certeza que eventualmente vai nos (2) encontrar”.
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O alívio de não ser tão importante
Por Pedro Guerra Kuman
01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta
02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento
03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,
04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,
05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.
06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão
07 importantes assim.
08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma
09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos
10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem
11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —
12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das
13 vezes, a gente é só figurante.
14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um
15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos
16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que
17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque
18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando
19 administrar as próprias dores.
20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há
21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais
22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:
23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,
24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.
25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado
26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse
27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma
28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para
29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos
30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a
31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,
32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.
33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma
34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que
35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a
36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente
37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada seja um verbo substantivado.
Provas
O alívio de não ser tão importante
Por Pedro Guerra Kuman
01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta
02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento
03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,
04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,
05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.
06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão
07 importantes assim.
08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma
09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos
10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem
11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —
12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das
13 vezes, a gente é só figurante.
14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um
15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos
16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que
17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque
18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando
19 administrar as próprias dores.
20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há
21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais
22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:
23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,
24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.
25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado
26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse
27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma
28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para
29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos
30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a
31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,
32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.
33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma
34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que
35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a
36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente
37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a palavra “coadjuvante” no trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir:
“Há uma liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que outra”.
I. O sufixo empregado na sua formação remete à ideia de “aquele que realiza a ação de”.
II. A substituição de “de coadjuvante” por “secundário” não acarretaria alterações significativas ao sentido original do trecho.
III. O vocábulo é um adjetivo comum de dois gêneros que forma, junto à preposição “de”, uma locução adjetiva que caracteriza o substantivo “papel”.
Quais estão corretas?
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O alívio de não ser tão importante
Por Pedro Guerra Kuman
01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta
02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento
03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,
04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,
05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.
06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão
07 importantes assim.
08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma
09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos
10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem
11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —
12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das
13 vezes, a gente é só figurante.
14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um
15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos
16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que
17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque
18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando
19 administrar as próprias dores.
20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há
21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais
22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:
23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,
24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.
25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado
26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse
27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma
28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para
29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos
30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a
31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,
32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.
33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma
34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que
35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a
36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente
37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as expressões sublinhadas ao tipo de sentido que elas carregam no contexto apresentado.
Coluna 1
1. Modo.
2. Causa.
3. Conclusão.
Coluna 2
( ) “A Psicologia chama isso de ‘efeito holofote’: a tendência de acreditar que há sempre um foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos assistindo”.
( ) “nem todo mundo está interessado no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos”.
( ) “Afinal, se o mundo não para por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos nossos fracassos”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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