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Homem, 29 anos, é encontrado inconsciente em residência após possível tentativa de autoextermínio. No local, familiares relatam odor químico indefinido e presença de frascos sem rótulo. Episódios de vômitos e evacuação involuntária no local. Não há informações precisas sobre a substância ingerida. Ao exame pelo SAMU: coma superficial (GCS 7), pupilas em miose bilateral puntiformes, pele: fria e sudoreica. Sinais vitais: FC: 52 bpm; PA: 88 × 54 mmHg; FR: 8 irpm; SpO₂: 86% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com roncos difusos e secreção abundante. Durante ventilação com bolsa-válvula-máscara, há grande dificuldade pela broncorreia intensa. Após aspiração, observa-se discreta melhora ventilatória. Porém, o paciente mantém hipoxemia. Diante do quadro, a equipe discute hipóteses de intoxicação e possíveis intervenções.
Assinale a alternativa que CORRETAMENTE correlaciona a síndrome tóxica mais provável e indica a conduta prioritária no Atendimento Pré-Hospitalar (APH).
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Homem, 47 anos, hipertenso e etilista crônico, é atendido pelo SAMU por dispneia progressiva, icterícia e redução do volume urinário. Relata febre alta há 6 dias, cefaleia intensa e mialgia acentuada em panturrilhas nos primeiros dias do quadro, evoluindo com piora súbita nas últimas 24 horas. Mora em área urbana com histórico recente de alagamento após chuvas intensas. Ao exame: sonolento, orientado parcialmente, ictérico (4+/4+), conjuntivas hiperemiadas, febril. Sinais vitais: FC: 124 bpm, PA: 96 × 58 mmHg, FR: 32 irpm, SpO₂: 90% em ar ambiente. Ausculta respiratória com crepitações difusas. Dor intensa à palpação de panturrilhas. Durante o transporte, o paciente apresenta hemoptise discreta e piora da dispneia. Na admissão hospitalar inicial, exames laboratoriais mostram: Plaquetas: 68.000/mm³, Creatinina: 4,1 mg/dL; Ureia: 138 mg/dL; Bilirrubina total: 18 mg/dL (predomínio direta), AST/ALT: discretamente elevadas, Gasometria: hipoxemia grave.
Com base no quadro clínico e evolutivo, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o reconhecimento da doença e a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e hospitalar inicial.
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Mulher, 39 anos, é atendida pelo SAMU por rebaixamento progressivo do nível de consciência, agitação alternando com sonolência e episódios de vômitos. Segundo familiares, apresenta perda ponderal importante nos últimos meses, intolerância ao calor e insônia, porém sem diagnóstico médico formal. Há 48 horas, evoluiu com febre, diarreia aquosa e palpitações intensas. Ao exame: confusa, pele quente, úmida, sudoreica. Tremor fino de extremidades. Temperatura: 40,1 °C, FC: 168 bpm, PA: 150 × 86 mmHg. Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Abdome: ruídos aumentados, sem dor à palpação. Glicemia capilar: 132 mg/dL. ECG no monitor: fibrilação atrial com resposta ventricular rápida.
Durante o transporte, a equipe considera hipóteses diagnósticas e discute condutas iniciais. Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE identifica o diagnóstico mais provável, a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a sequência terapêutica correta no hospital.
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Homem, 41 anos, previamente hígido, é atendido pelo SAMU após episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada iniciado há cerca de 7 minutos, sem recuperação do nível de consciência entre os eventos. Familiares relatam que o paciente apresentou uma crise inicial seguida, após breve intervalo, de novos episódios convulsivos contínuos. Ao exame: inconsciente, Glasgow 7 (E1 V2 M4), FR: 10 irpm, respiração irregular, FC: 122 bpm, PA: 146 × 92 mmHg. SpO₂: 88% em ar ambiente. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Movimentos tônico-clônicos generalizados persistentes. Glicemia capilar: 96 mg/dL. A equipe realiza oxigenoterapia, monitorização cardiorrespiratória e acesso venoso periférico calibroso.
Considerando o quadro clínico apresentado, é CORRETO afirmar sobre o diagnóstico, o reconhecimento do estado de mal epiléptico e a conduta adequada nas fases pré-hospitalar e hospitalar inicial, de acordo com diretrizes atuais, que:
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Mulher, 28 anos, asmática desde a infância, em uso irregular de corticosteroide inalatório, é atendida pelo SAMU com dispneia progressiva, iniciada há cerca de 12 horas, associada a chiado difuso e dificuldade para falar frases completas. Relata uso repetido de broncodilatador inalatório em domicílio, sem melhora significativa. Ao exame: Consciente, ansiosa, fala entrecortada. Uso de musculatura acessória. FR: 34 irpm; FC: 132 bpm, SpO₂: 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sibilos difusos com áreas de murmúrio vesicular diminuído bilateralmente.
Após a primeira nebulização com beta-agonista de curta duração associada a anticolinérgico e oxigênio suplementar, observam-se: SpO₂: 93%, FR: 30 irpm, FC: 128 bpm, persistência de esforço respiratório.
Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a classificação da crise asmática, as condutas prioritárias no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a abordagem adequada na admissão hospitalar.
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Homem, 58 anos é atendido pelo SAMU com dor abdominal intensa em epigástrio, iniciada há cerca de 10 horas, com irradiação para dorso, associada a vômitos incoercíveis. De antecedentes, é etilista crônico (destilados diariamente), dislipidemia em uso irregular de estatina e colelitíase conhecida. Ao exame: fácies de dor, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg, FR: 28 irpm, SpO₂: 93% em ar ambiente, Temperatura: 38,1 °C. Abdome com dor intensa à palpação profunda em epigástrio, sem rigidez. Condutas iniciais são realizadas e o paciente é transportado. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais iniciais mostram: Lipase: 3.400 U/L, Hematócrito: 52%, Ureia: 64 mg/dL, Creatinina: 2,1 mg/dL, Cálcio total: 7,4 mg/dL, AST: 280 U/L, ALT: 410 U/L, BT: 3,2 mg/dL.
Após 6 horas de internação, evolui com necessidade de O₂ para manter SpO₂ > 94%, diurese < 0,4 mL/kg/h e dor abdominal menos intensa, porém com piora do estado geral.
Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, a classificação de gravidade, a etiologia mais provável e as condutas adequadas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e no hospital.
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• Paciente A
Dor intensa em membro inferior esquerdo;
Extremidade fria e pálida;
Pulsos distais ausentes;
Sensibilidade tátil discretamente reduzida em pododáctilos;
Força muscular preservada;
Dor exacerbada à palpação, sem rigidez muscular.
• Paciente BDor muito intensa em membro inferior direito;
Extremidade fria, pálida e marmórea;
Pulsos distais ausentes;
Hipoestesia extensa do pé e da perna distal;
Déficit motor evidente (dificuldade para dorsiflexão do pé);
Dor espontânea menos intensa no momento da avaliação.
Considerando a classificação de gravidade da isquemia aguda, o prognóstico do membro e a conduta mais adequada no atendimento pré-hospitalar, é CORRETO afirmar que:
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Homem, 68 anos, é atendido pelo SAMU com palpitações súbitas, dispneia leve e mal-estar há cerca de 6 horas. É portador de hipertensão arterial, diabetes Mellitus tipo 2 e com histórico de AVC isquêmico há 3 anos, sem sequelas. Faz uso regular de losartana e metformina. Ao exame: consciente, orientado, FC: 148 bpm, PA: 126 × 78 mmHg, FR: 20 irpm, SpO₂: 96% em ar ambiente, Ausculta cardíaca: ritmo irregular. Ausculta pulmonar: sem estertores. Monitor cardíaco: fibrilação atrial (FA) com resposta ventricular rápida. Durante o transporte, o paciente mantém estabilidade hemodinâmica.
Na emergência hospitalar, após 2 horas, permanece em FA, FC média de 130 bpm, sem sinais de instabilidade. Ecocardiograma transtorácico sem trombo intracavitário nem disfunção ventricular significativa. Após 48 horas, o paciente recebe alta hospitalar.
Considerando o caso descrito, qual alternativa descreve CORRETAMENTE a conduta mais adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), hospitalar e após a alta, respectivamente?
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Mulher, 60 anos, é atendida pelo SAMU após episódio de mal-estar súbito, associado à dispneia progressiva e desconforto torácico inespecífico, iniciados há cerca de 2 horas. Relata tontura e sensação de desmaio, sem perda da consciência. Antecedentes de hipertensão arterial, varizes de membros inferiores e viagem rodoviária prolongada (10 horas) há 5 dias. Ao exame: consciente, ansiosa. Sinais vitais: FC= 108 bpm; PA: 104 × 66 mmHg; FR: 24 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sem alterações. Ausculta cardíaca: bulhas normais, B2 discretamente hiperfonética. Extremidades: sem alterações. Monitor cardíaco: taquicardia sinusal. ECG: inversão de onda T em V1–V3. Durante o atendimento, após oxigênio suplementar (4 L/min), a paciente evolui com queda da pressão arterial para 88 × 54 mmHg, mantendo taquicardia.
Considerando o cenário clínico e as possibilidades diagnósticas e terapêuticas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), qual é a melhor interpretação e conduta?
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Mulher, 29 anos é atendida pelo SAMU em domicílio, 5 dias após tireoidectomia total por bócio multinodular. Refere início súbito de parestesias periorais e em extremidades, seguido de espasmos musculares dolorosos nas mãos. Evoluiu com ansiedade intensa e dificuldade para falar. Ao exame: consciente, ansiosa, mãos em posição de espasmo carpopedal. Sinal de Trousseau positivo. ECG no monitor: QTc prolongado. A acompanhante informa que a paciente recebeu alta hospitalar há 48 horas e não iniciou suplementação prescrita.
Diante do quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica mais adequada no ambiente pré-hospitalar?
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