Homem, 41 anos de idade, é admitido em atendimento de
urgência devido náuseas, vômitos, dor abdominal e letargia.
Tem antecedente de asma grave e estava usando prednisona
20 mg/dia há 8 meses. Há 10 dias o paciente suspendeu o uso
por conta própria, porque estava assintomático dos sintomas
respiratórios. Ele nega febre ou infecção recente. Ao exame
físico, apresenta-se em regular estado geral, desidratado, PA
de 96×62 mmHg e FC de 96 bpm. Com base no caso
apresentado, assinale a alternativa que indica o achado
laboratorial mais provável de ser encontrado.
Mulher, 38 anos de idade, IMC de 32 kg/m², comparece para
consulta de rotina. Relata ganho de peso progressivo desde a
última gestação há 3 anos. Não faz uso de medicamentos.
Nega poliuria, polidipsia, polifagia. O pai tem diabetes melito
tipo 2. Ao exame físico, apresenta PA de 130×70 mmHg, FC
de 70 bpm. Acantose nigricans em pescoço e axilas. Sem
estigmas de síndrome de Cushing. Exames laboratoriais
apresentam glicemia de jejum de 114 mg/dL. Hemoglobina
glicada de 6,0%. Teste de tolerância oral a glicose com
glicemia de 1h após 75 g de glicose de 214 mg/dL. Assinale
a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para
esta paciente.
Homem, 18 anos de idade, procura o pronto atendimento
queixando-se de obstrução nasal, coriza clara e espirros
diariamente há um ano. Realiza uso contínuo de vasoconstritor
nasal nos últimos meses, com alívio parcial dos sintomas.
Relata episódios recorrentes de tosse seca, chiado no peito e
dispneia, especialmente à noite e ao praticar atividade física.
Nos últimos seis meses, usou antibióticos orais por quatro
vezes devido a quadros de infecção respiratória. Espirometria
apresenta VEF1/CVF de 0,68 com resposta broncodilatadora
significativa. Ao exame físico, apresenta mucosa nasal pálida
e edemaciada, sem secreção purulenta. Assinale a alternativa
que apresenta a conduta mais adequada.
Mulher, 53 anos de idade, com diagnóstico de diabetes melito
tipo 2 há 7 anos, em uso de metformina, glibenclamida e
dapaglifozina, com controle irregular, e hipertensão arterial há
5 anos em uso de losartana. Nega qualquer queixa clínica e
nega uso de bebidas alcoólicas. Refere sobrepeso desde a
adolescência. Ao exame físico, apresenta IMC de 31 kg/m².
Abdome indolor, sem hepatomegalia palpável. Sem sinais de
cirrose.
• Exames laboratoriais:
TGO/AST: 36 U/L
TGP/ALT: 32 U/L
Plaquetas: 203.000/mm3
Fosfatase alcalina e bilirrubinas: normais
HbA1c: 8,2%
Sorologias para hepatites B e C: negativas
Ultrassonografia abdominal: fígado com ecogenicidade
aumentada, sugestiva de esteatose hepática. Sem sinais de
hipertensão portal. Elastografia hepática: esteatose hepática e
fibrose. Com base no quadro descrito, assinale a alternativa
que apresenta a conduta correta para a principal hipótese
diagnóstica.
Mulher, 27 anos de idade, procura o pronto atendimento
devido a queixa de palpitação há 30 minutos. Nega dor
precordial ou dispneia. Refere diagnóstico de hipertensão
arterial sistêmica em consulta com ginecologista (PA de
200×120 mmHg) há 2 anos. Está em uso de 4 classes de anti-hipertensivos. Relata cãimbras em membros inferiores há
6 meses. Ao exame físico, apresenta-se orientada, peso de
58 kg, altura de 165 cm, PA de 190×110 mmHg, FC de
150 bpm, sem estigmas para Cushing ou acromegalia.
Pescoço com tireoide de forma e consistência normais, exceto
por nódulo palpável em lobo direito de 2,0 cm, móvel,
parenquimatoso, indolor.
Homem, 68 anos de idade, com diagnóstico de diabetes melito tipo 2 há 12 anos, com retinopatia e nefropatia, refere dificuldade de controle glicêmico há 3 meses. Ao exame físico, apresenta em BEG, corado, hidratado, peso de 111 kg, estatura de 175 cm, IMC de 36 kg/m2 , PA de 130×90 mmHg e FC de 68 bpm. Está em uso de insulina NPH 10 UI às 7h, 12h e 22h e insulina regular 10 UI às 7h, 12h e 18h.
Homem, 64 anos de idade, etilista crônico, apresenta-se no
pronto atendimento com confusão mental, inversão do ciclo
sono-vigília e movimentos involuntários das mãos. Relata início
recente do uso de hidroclorotiazida. Ao exame físico,
apresenta PA de 124×82 mmHg e FC de 74 bpm.
Desorientado no tempo e no espaço, com discurso lentificado
e sonolência intermitente. Presença de hálito hepático.
Abdome flácido, indolor, fígado palpável a 1 cm do rebordo
costal direito, presença de macicez móvel. Observa-se
asterixis bilateral em membros superiores. Sem rigidez de
nuca ou sinais localizatórios. A conduta inicial mais adequada
é:
Homem, 58 anos de idade, etilista crônico, comparece ao
pronto-socorro com queixa de sonolência e aumento do
volume abdominal há dois dias. Ao exame físico, apresenta-se
hipoativo, desorientado no tempo, telangiectasias em tórax,
abdome distendido, com circulação colateral, sinal do
piparote positivo, dor à palpação profunda, sem irritação
peritoneal. Exame de sangue com albumina de 3,0 g/dL.
Exames do líquido ascítico com albumina de 1,2 g/dL,
contagem de leucócitos com 780 células/mm3
(36% de
polimorfonucleares), adenosina desaminase de 4 U/L
(ref.: < 40 U/L). Assinale a alternativa que apresenta o
diagnóstico mais provável.
Homem, 62 anos de idade, com diabetes melito tipo 2 há 18
anos, em tratamento conservador para Doença Tenal Crônica
(DRC estágio 5), é admitido no pronto-socorro por confusão
mental, náuseas persistentes, fraqueza intensa e oliguria há
três dias. Ao exame físico, apresenta-se descorado (+/4),
hálito urêmico e PA de 142×86 mmHg.
Foi realizado USG de rins que indicou redução volumétrica
dos rins e córtex hiperecogênico e ECG normal. A indicação
da necessidade imediata de diálise se dá pela
Mulher, 25 anos de idade, comparece ao pronto-socorro
relatando que, há uma semana, apresentou dor em joelho
esquerdo, posteriormente dor e edema em dorso da mão e
punho direito e dor em punho esquerdo, com caráter
migratório, com duração de um dia em cada articulação. Há
quatro dias está com edema, aumento de volume, calor e
intensa dor em joelho direito com limitação de movimento.
Refere calafrios, mas não aferiu temperatura. Relata também
pápulas hiperemiadas, com pústula central em braço direito,
em pernas e em tronco, indolores e não pruriginosas há uma
semana. Com base no caso descrito, assinale a alternativa
que apresenta o agente microbiano mais provável de estar
presente no líquido sinovial e o tratamento indicado,
respectivamente.