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Foram encontradas 5.031 questões.

1310549 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema ao lado faz parte da obra Livro sobre nada (1996), de Manoel de Barros:
A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um
sabiá
mas não pode medir seus encantos.
A ciência não pode calcular quantos cavalos de força
existem
nos encantos de um sabiá.
Quem acumula muita informação perde o condão de
adivinhar: divinare.
Os sabiás divinam.
É certo dizer que estamos diante de um poema
 

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1300613 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Manuel Bandeira e responda à questão.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ...
– Respire.
..................................................................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Considere as afirmações:
I. No 1.º verso, as vírgulas são usadas em uma enumeração, assim como ocorre no penúltimo verso.
II. O tom grave da 1.ª estrofe contrasta com a resposta inesperada do médico no último verso do poema.
III. O poema possui características narrativas, como a descrição de ações, personagens e diálogos.
Está correto, apenas, o que se afirma em
 

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1300596 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão.
Psicologia de um Vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Ao apresentar-se como “filho do carbono e do amoníaco”, o eu lírico
 

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1300442 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

O refinamento da forma poética, a ausência de rimas e o tratamento denso e difícil do tema amoroso imprimem ao poema um tom erudito.

 

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1300439 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

Nesse poema, o lirismo amoroso é tipicamente romântico, pois está vinculado a uma visão otimista do amor, segundo a qual o amor ameniza o sofrimento e conduz à vida plena.

 

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1300397 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.

José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.

O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.

O personagem popular no romance regionalista de 1930, representado de forma nova, diverge da caracterização idealizada e pitoresca do regionalismo romântico.

 

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1300396 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.

José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.

O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.

No romance regionalista de 1930, como exemplificado no texto apresentado, a descrição da natureza ultrapassa a caracterização geográfica do sertão, para sugerir as causas sociais dos conflitos entre homem e natureza.

 

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1300395 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O povo a gritar por todos os lados. E o barulho das águas que cresciam em ondas nos enchendo os ouvidos. Num instante não se via mais nem um banco de areia descoberto. Tudo estava inundado. E as águas subiam pelas barreiras. Começavam, então, a descer grandes tábuas de espumas, árvores inteiras arrancadas pela raiz. — Lá vem um boi morto. Olha uma cangalha! E uma linha de madeira lavrada. — Aquilo é cumeeira de casa que a cheia botou abaixo. Longe ouvia-se um gemido como um urro de boi. Estavam botando o búzio para os que ficavam mais distantes. O rumor que as águas faziam nem deixava mais se ouvir o que gritavam do outro lado do rio. As ribanceiras que a correnteza ruía por baixo arriavam com estrondo abafado de terra caída. Com a noite, um coro melancólico de não sei quantos sapos roncava sinistramente, como vozes que viessem do fundo da terra, cavada de seus confins pela verruma dos redemoinhos. Eu fiquei a pensar donde viria tanta água barrenta, tanta espuma, tantos pedaços de pau. E custava a crer que uma chuvada no sertão desse para tanta coisa.

José Lins do Rego. Menino de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 25-27.

O texto acima consiste em um fragmento extraído de um romance regionalista de 1930, de José Lins do Rego. A partir desse texto, julgue os itens seguintes, relativos a esse momento da produção literária brasileira e a aspectos gramaticais do texto.

A exaltação da grandeza da terra e a descrição detalhada da natureza nacional evidenciam o caráter ufanista e patriótico do regionalismo existente na década de 30 do século passado no Brasil e exemplificado pelo fragmento apresentado.

 

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1300391 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Boi morto

Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.

Boi morto, boi morto, boi morto.

Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.

Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.

A relação entre homem e natureza é trabalhada esteticamente no poema, como evidencia a humanização das árvores e a associação da imagem do boi morto à de um corpo humano morto.

 

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1300390 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Boi morto

Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.

Boi morto, boi morto, boi morto.

Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.

Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.

A ausência do eu lírico imprime ao poema dimensão coletiva, ou seja, no poema, é estabelecida a ligação entre texto poético e vida social.

 

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