Foram encontradas 4.894 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O tempo e o rio
Mas o tempo é como um rio
que caminha para o mar
passa, como passa o passarinho
passa o vento e o desespero
passa como passa a agonia
passa a noite, passa o dia
mesmo o dia derradeiro
ah, todo o tempo há de passar
como passaC a mão e o rio
que lavaram teu cabelo
Edu Lobo e Capinam. O tempo e o rio (fragmento).
Julgue os seguintes itens considerando o texto poético acima.
A métrica e o ritmo desse texto poético privilegiam a escolha da forma de singular em “passa” no verso 9, mas gramaticalmente seria também correta, nesse verso, a opção pelo plural: passam.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança:
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esp’rançaC;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e em mil converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor1 espanto;
que não se muda já como soía2.
1mor – maior
2soía – costumava
Luís Vaz de Camões. Antologia escolar
portuguesa. Rio de Janeiro: Fename, 1970, p. 319.
Considerando o texto poético acima, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos lingüísticos e literários, históricos e geográficos.
A elisão da vogal em “esp’rança” (v.6) justifica-se porque mantém a métrica dos versos com dez sílabas.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança:
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esp’rança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e em mil converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor1 espanto;
que não se muda já como soía2.
1mor – maior
2soía – costumava
Luís Vaz de Camões. Antologia escolar
portuguesa. Rio de Janeiro: Fename, 1970, p. 319.
Considerando o texto poético acima, julgue os itens a seguir, relativos a aspectos lingüísticos e literários, históricos e geográficos.
O esquema de rimas das estrofes do texto poético acima é: ABBA – ABBA – ABA – BAB.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
Por meio da conjunção “E”, é estabelecida uma relação de continuidade entre os versos da primeira estrofe e o evento expresso no verso 18.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
O emprego de grande quantidade de adjetivos, marcante nesses versos, caracteriza-os como predominantemente descritivos.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
Nos versos 19 e 20, é empregada a figura de linguagem denominada eufemismo.
Português
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
No poema, o eu lírico revela o desejo de que, no futuro, se alcance a purificação do crime da escravidão, a glória e a liberdade.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
No poema, as manifestações do eu lírico são feitas na terceira pessoa do discurso.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
Na construção do poema, foi empregado o esquema de rimas emparelhadas.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!
Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.
Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.
O tom grandiloqüente e o vigor que se constatam nos versos apresentados estão entre as características que justificam a inclusão da poesia de Castro Alves na terceira fase romântica, denominada condoreira.
Provas
Caderno Container