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Leia o texto para responder à questão:
Cinco horas da tarde
Recebi agora um bilhete de mana Rita, que aqui vai colado:
9 de janeiro
“Mano,
Só agora me lembrou que faz hoje um ano que você voltou da Europa aposentado. Já é tarde para ir ao cemitério de São João Batista, em visita ao jazigo da família, dar graças pelo seu regresso; irei amanhã de manhã, e peço a você que me espere para ir comigo.
Saudades da Velha mana, Rita”.
Não vejo necessidade disso, mas respondi que sim.
10 de janeiro
Fomos ao cemitério. Rita, apesar da alegria do motivo, não pôde reter algumas velhas lágrimas de saudade pelo marido que lá está no jazigo, com meu pai e minha mãe. Ela ainda agora o ama, como no dia em que o perdeu, lá se vão tantos anos. No caixão do defunto mandou guardar um molho dos seus cabelos, então pretos, enquanto os mais deles ficaram a embranquecer cá fora.
Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, — a inscrição e uma cruz — mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do ofício, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera.
Rita orou diante dele alguns minutos, enquanto eu circulava os olhos pelas sepulturas próximas. Em quase todas havia a mesma antiga súplica da nossa: “Orai por ele! Orai por ela!” Rita me disse depois, em caminho, que é seu costume atender ao pedido das outras, rezando uma prece por todos os que ali estão. Talvez seja a única. A mana é boa criatura, não menos que alegre.
(Machado de Assis, Memorial de Aires)
No que tange ao texto de Machado de Assis, a sua inserção nas aulas de Língua Portuguesa para a apreciação como manifestação artística e cultural justifica-se pelo fato de ser
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. João Alfredo-PE
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Pref. Itapoá-SC
Orgão: Pref. Itapoá-SC
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Brejo Santo-CE
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Barão-RS
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Barão-RS
(1) Parnasianismo.
(2) Realismo.
(3) Simbolismo.
( ) Objetividade, verossimilhança e racionalismo (análise psicológica e social). Há o predomínio da temática urbana, com busca pela perfeição formal.
( ) Teoria da Arte pela Arte. Há a perfeição formal (métrica e rima), de temática relativa à descrição de objetos. A verdade é igual à beleza, que, por sua vez, é igual à forma.
( ) Há uma nova linguagem poética (sugestão, musicalidade), com utilização de metáforas, por exemplo. Há o culto do mistério, assim como a religiosidade mística.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IVIN
Orgão: Pref. Cajazeiras Piauí-PI
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: COTEC
Orgão: Câm. Buritizeiro-MG
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a esta questão.
“Galopo pensando no tempo que passa,
Tão vertiginoso qual sopro do vento
Que varre caminhos e até pensamento,
Deixando pra trás, nevoeiro, fumaça…
O sopro é o que traz um alento e abraça
A vida que segue traçando caminho.
O tempo é o relógio no redemoinho
Dos dias, semanas, dos meses, dos anos
Passados, presentes, anelos e planos,
Que foram, por certo, gerados no ninho.
Seguindo o caminho de curva fechada, Um forte arrepio na espinha dorsal; Na beira da mata, um estranho arsenal De tocos, garranchos e pedra lascada Vedando o acesso, atrasam a jornada, Cansaço medonho desse galopar São léguas à frente e o tempo a rolar No despenhadeiro do dia que morre Nos braços da noite, um pranto escorre Em gotas que banham a terra e o ar.
E quando amanhece, o sol ilumina A estrada de pedra que resta a seguir. Sem olhar para trás, à frente, há porvir, Na noite cinzenta, ficou a neblina No leito do rio de água cristalina, O corpo tão frágil se banha sedento. Erguendo o olhar ao azul firmamento, Tentando alcançar a linha do horizonte Que tece a beleza que nasce da fonte E expressa a grandeza da força do vento.”
Fonte: MEIRA, Creusa. Galopando no tempo e no vento. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/literatura-cordel.htm. Acesso em: 10 fev. 2025.
Sobre a literatura e a cultura do cordel, é possível afirmar:
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