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797343
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IPAD
Orgão: Pref. Vitória Santo Antão-PE
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Se te amo, não sei!
Amar! se te amo, não sei.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.
Se amar, é sonhar contigo,
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n’alma presente
Todo esquecido de mi!
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n’alma presente
Todo esquecido de mi!
Se é cobiçar-te, querer-te
Como uma benção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;
Como uma benção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;
Se é dar a vida, o futuro,
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, – não sei.
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, – não sei.
DIAS, Gonçalves. Poesia lírica e indianista. 1. ed. São Paulo: Ática. 2003. p. 199.
Com base na 1.ª estrofe do poema de Gonçalves Dias, o eu lírico
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POEMA
Augusto Frederico Schmidt
Meu amor
Há em ti a grave beleza da infância
Meu amor, há em ti algo do que não foi
o soluço que ninguém ouviu
a lágrima que não desceu de um olhar
ferido demais para chorar.
Meu amor, como te vejo incerta
do teu próprio mistério?!
Tuas mãos estão quietas
e sobre os teus cabelos
Meu amor, há em ti algo do que não foi
o soluço que ninguém ouviu
a lágrima que não desceu de um olhar
ferido demais para chorar.
Meu amor, como te vejo incerta
do teu próprio mistério?!
Tuas mãos estão quietas
e sobre os teus cabelos
a luz da estrela da tarde pousou
como um pássaro, no seu primeiro voo.
SCHMIDT, Augusto Frederico. Poemas de amor. São Paulo: Global, 1988.
Em relação aos 2 últimos versos do poema, pode-se dizer que:
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797145
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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O que há de mais importante na literatura, sabe? É a aproximação, a comunhão que ela estabelece entre seres humanos, mesmo a distância, mesmo entre mortos e vivos. O tempo não conta para isso. Somos contemporâneos de Shakespeare e de Virgílio. Somos amigos pessoais deles. (...) O maior prêmio de Estocolmo ou dos Estados Unidos não vale o telegrama de amor que alguém desconhecido, e que não conheceremos nunca, nos manda lá do Pará porque leu uma coisa nossa e ficou comovido e rendido. O telegrama não é para nós, é para a nossa vaidade. É uma voz do coração e do espírito, solta no ar, que nos atinge e repercute em nós. Dito assim, fica meio grandiloquente, mas não sei dizer melhor, você entenderá. Quem já sentiu isso compreende sem explicação. Funciona. É. E constitui uma das grandes alegrias da vida. Palavra, música, arte de todas as formas: essas coisas têm sua magia. Ai de quem não a sente.
(Carlos Drummond de Andrade. Tempo, vida, poesia. Rio de
Janeiro: Record, 1986, p. 58-59).
As palavras de Drummond expostas acima:
1) confirmam o entendimento de que a literatura constitui uma criação artística, mágica e atemporal.
2) atribuem uma certa magia à amizade, cuja compreensão e cujos poderes prescindem de qualquer explicação.
3) enaltecem a interação que a arte literária, pelo seu encantamento, provoca entre as pessoas, superando as barreiras do tempo e da distância.
4) constituem uma espécie de lamento em relação à dificuldade para expressar, com simplicidade, certos sentimentos.
Estão corretas:
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Ultrapassando o nível modesto dos predecessores e demonstrando capacidade narrativa bem mais definida, a obra romanesca deste autor é bastante ambiciosa. A partir de certa altura, este autor pretendeu abranger com ela, sistematicamente, os diversos aspectos do país no tempo e no espaço, por meio de narrativas sobre os costumes urbanos, sobre as regiões, sobre o índio. Para pôr em prática esse projeto, quis forjar um estilo novo, adequado aos temas e baseado numa linguagem que, sem perder a correção gramatical, se aproximasse da maneira brasileira de falar. Ao fazer isso, estava tocando o nó do problema (caro aos românticos) da independência estética em relação a Portugal. Com efeito, caberia aos escritores não apenas focalizar a realidade brasileira, privilegiando as diferenças patentes na natureza e na população, mas elaborar a expressão que correspondesse à diferenciação linguística que nos ia distinguindo cada vez mais dos portugueses, numa grande aventura dentro da mesma língua.
(Antonio Candido. O romantismo no Brasil, 2002. Adaptado.)
O comentário do crítico Antonio Candido refere-se ao escritor
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Leia um trecho do “Manifesto do Surrealismo”, publicado por André Breton em 1924.
Surrealismo: Automatismo psíquico por meio do qual alguém se propõe a exprimir o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de controle exercido pela razão, fora de qualquer preocupação estética ou moral.
O Surrealismo assenta-se na crença da realidade superior de certas formas de associação, negligenciadas até aqui, na onipotência do sonho, no jogo desinteressado do pensamento.
(Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia
e Modernismo brasileiro, 1992. Adaptado.)
Tendo em vista as considerações de André Breton, assinale a alternativa cujos versos revelam influência do Surrealismo.
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Nesse livro, ousadamente, varriam-se de um golpe o sentimentalismo superficial, a fictícia unidade da pessoa humana, as frases piegas, o receio de chocar preconceitos, a concepção do predomínio do amor sobre todas as outras paixões; afirmava-se a possibilidade de construir um grande livro sem recorrer à natureza, desdenhava-se a cor local; surgiram afinal homens e mulheres, e não brasileiros (no sentido pitoresco) ou gaúchos, ou nortistas, e, finalmente, mas não menos importante, patenteava-se a influência inglesa em lugar da francesa.
Lúcia MiguelPereira, História da Literatura Brasileira Prosa de ficção de 1870 a 1920. Adaptado.
O livro a que se refere a autora é
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793659
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAFIPA
Orgão: Tijucas do Sul Prev-PR
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAFIPA
Orgão: Tijucas do Sul Prev-PR
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Leia o poema de Ricardo Azevedo e responda a questão.
Dentro do livro
Tem partida
Tem viagem
Tem estrada
Tem caminho
Tem procura
Tem destino
Lá dentro do livro
Tem princesa
Tem herói
Tem fada
Tem feiticeira
Tem gigante
Tem bandido
Lá dentro do livro
Quanto mito
Quanta lenda
Quanta saga
Quanto dito
Quanto caso
Quanto conto
Lá dentro do livro
Tem tragédia
Tem comédia
Tem teatro
Tem poesia
Tem romance
Tem suspense
Lá dentro do livro
Tem passado
Tem presente
Tem futuro
Tem moderno
Tem o velho
Tem o novo
Lá dentro do livro
Tem verdade
Tem mentira
Tem juízo
Tem loucura
Tem ciência
Tem bobagem
Lá dentro do livro
Tem estudo
Tem ensino
Tem lição
Tem exercício
Tem pergunta
Tem resposta
Lá dentro do livro
Quanta regra
Quanta norma
Quanta ordem
Quanta lei
Quanta moral
Quanto exemplo
Lá dentro do livro
Tem imagem
Tem pintura
Tem desenho
Tem gravura
Tem estampa
Tem figura
Lá dentro do livro
Tem desejo
Tem vontade
Tem projeto
Tem trabalho
Tem fracasso
Tem sucesso
Lá dentro do livro
Quanta gente
Quanto sonho
Quanta história
Quanto invento
Quanta arte
Quanta vida
Há dentro de um livro!
Por meio de _____________ curtas, com sete _________________ cada, o poeta da literatura infanto juvenil Ricardo Azevedo apresenta as possibilidades que podem existir dentro do livro. Selecione a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
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791980
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Após a Semana de Arte Moderna, alguns escritores de diferentes regiões do país começaram a produzir obras em prosa que retratavam criticamente a realidade social e política do Brasil. Passaram a tematizar questões como a desigualdade social, a vida miserável e indigna dos retirantes, os costumes escravagistas e o coronelismo, apoiado na posse das terras. Esses problemas muitas vezes eram desconhecidos do público leitor dos centros urbanos da época.
Em 1926, em Recife, essa proposta estética firmou-se em um congresso, no qual escritores nordestinos tomaram a decisão de criar uma prosa regional comprometida com a participação política e a denúncia social.
(Graça Sette, Márcia Travalha; Rosário Starling. Literatura – trilhas
e tramas. São Paulo: Leya, 2015, p. 494. Fragmento).
O Fragmento transcrito acima se refere ao movimento que deu origem ao conhecido “Romance de 30” e que teve, entre seus principais representantes:
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791953
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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A obra de Cecília Meireles passeia por vários gêneros e formas literárias: do romanceiro ibérico à elegia, da crônica ao ensaio. Ligada inicialmente ao grupo 'Festa', a poesia de Cecília Meireles nunca deixou de lado a sensibilidade neo-simbolista que esse grupo literário cultivou contra o “perigo” modernista. Sendo assim, da sua poesia é verdadeiro afirmar o que segue.
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790467
Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Católico, modernista, regionalista, pintor, fotógrafo, poeta, prosador, crítico, político e médico: esses foram alguns dos predicados atribuíveis a Jorge de Lima, ao longo das suas quase seis décadas de vida. No entanto, quando pensamos no escritor alagoano, pensamos basicamente no poeta e, particularmente, em sua obra maior: Invenção de Orfeu. Sobre essa obra, publicada em 1952, é correto afirmar que se trata de um poema:
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