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Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais!. .. Da etérea plaga
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!"
(Castro Alves-Terceira geração-Romantismo)
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei!
E no meu lado senti. ..
Meu Deus! Por que não morri?
Por que no sono acordei?"
(Álvares de Azevedo-primeira geração- Romantismo)
Onde canta o Sabiá:
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá".
(Gonçalves Dias-primeira geração-Romantismo)
Nos seus beijos de fogo há tanta vida ...
- Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida."
(Álvares de Azevedo-segunda geração-Romantimo)
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para os itens de 38 a 43 e 47 e 48
As meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha
Oswald de Andrade. Pau Brasil. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2008.
A respeito do poema As meninas da gare, de Oswald de Andrade, e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens seguintes.
Divulgado pela Semana de Arte Moderna de 1922, o Modernismo congrega o projeto nacionalista do primeiro Romantismo com as novidades técnicas advindas das vanguardas europeias, como o Futurismo e o Cubismo.
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Leia o Texto 10 para responder a questão.
Texto 10
A leitura do texto literário constitui uma atividade sintetizadora, na medida em que permite ao indivíduo penetrar no âmbito da alteridade, sem perder de vista sua subjetividade e sua história. O leitor não esquece suas próprias dimensões, mas expande as fronteiras do desconhecido, que absorve através da imaginação, mas decifra por meio do intelecto. Por isso trata-se de uma atividade bastante complexa, raramente substituída por outra, mesmo de ordem existencial.
ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. Literatura e pedagogia: ponto e contraponto. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990. p. 19.
Quanto ao papel da leitura na formação do aluno, Zilberman acredita que
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Leia o Texto 10 para responder a questão.
Texto 10
A leitura do texto literário constitui uma atividade sintetizadora, na medida em que permite ao indivíduo penetrar no âmbito da alteridade, sem perder de vista sua subjetividade e sua história. O leitor não esquece suas próprias dimensões, mas expande as fronteiras do desconhecido, que absorve através da imaginação, mas decifra por meio do intelecto. Por isso trata-se de uma atividade bastante complexa, raramente substituída por outra, mesmo de ordem existencial.
ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. Literatura e pedagogia: ponto e contraponto. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990. p. 19.
No contexto escolar, Zilberman defende a ideia de que a
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Leia o texto.
Texto 8
Havia um menino
Fernando Pessoa
Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
COMBOIO, SAUDADES, CARACÓIS. Organizado por João Alves das
Neves. São Paulo: FTD, 1988. p. 7.
Texto 9
As meninas
Cecília Meireles
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”
OU ISTO OU AQUILO. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. p. 81.
Releia os textos 8 e 9 para responder à questão.
Fernando Pessoa e Cecília Meireles mantiveram contato pessoal em Portugal e por correspondência. Essa convivência influenciou suas obras respectivamente. Os textos 8 e 9 revelam traços dessa influência, pois
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Leia o texto.
Texto 9
As meninas
Cecília Meireles
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”
OU ISTO OU AQUILO. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. p. 81.
Cecília Meireles trata de comportamentos e sentimentos para promover
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Leia o texto.
Texto 8
Havia um menino
Fernando Pessoa
Havia um menino,
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.
Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.
Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.
Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
COMBOIO, SAUDADES, CARACÓIS. Organizado por João Alves das
Neves. São Paulo: FTD, 1988. p. 7.
Na constituição da figurativização do poema, o autor se vale da seguinte estratégia:
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Leia o Texto 7 para responder a questão.
Texto 7
[...]
É coisa singular, minha prima!, O amor que é insaciável e exigente e não se satisfaz com tudo quanto uma mulher pode dar, que deseja o impossível, às vezes contenta-se com um simples gozo d'alma, com uma dessas emoções delicadas, com um desses nadas, dos quais o coração faz um mundo novo e desconhecido.
Não pense, porém, que eu fui a Petrópolis só para contemplar com enlevo as janelas de um chalé; não; ao passo que sentia esse prazer, refletia no meio de vê-la e falar-lhe.
Mas como?
Se soubesse todos os expedientes, cada qual mais extravagante, que inventou a minha imaginação! Se visse a elaboração tenaz a que se entregava o meu espírito para descobrir um meio de dizer-lhe que eu estava ali e a esperava!
ALENCAR, José de. Cinco minutos. 17. ed. São Paulo: Ática,1993. p. 22.
O trecho apresentado exemplifica traços que se avolumam no livro e nos permitem enquadrar a obra nos romances de temática
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