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2549823 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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No capítulo sobre Sociolinguística que compõe o primeiro volume de Introdução à 1.Linguística: domínios e fronteiras, Tânia Alkmin menciona a contribuição de Émile Benveniste para se compreender os liames entre língua e sociedade, destacando, dentre outras ponderações do autor, a ideia de ser por meio da língua que o homem estabelece sua posição na natureza e na sociedade, já que “se situa necessariamente em uma classe, seja uma classe de autoridade ou classe de produção”
(BENVENISTE, 1989, apud ALKMIN, 2012).
Com base nessa observação e nas reflexões desenvolvidas por Marcos Bagno em suas obras sobre língua, marque (V) para as sentenças verdadeiras e (F) para as sentenças falsas:
( ) Na hierarquia social, há uma escala valorativa entre o que é considerado “errado” e o que é considerado “certo”, e a forma pela qual nos comunicamos não está isenta de tal avaliação. Nesse contexto, embora os linguistas entendam que a norma padrão tradicional não corresponde às realidades de uso da língua, há uma demanda social que a vislumbra enquanto bem simbólico de prestígio.
( ) Em relação ao ensino da língua, os linguistas consideram problemático centralizar as atividades na aprendizagem da norma padrão tradicional, pois isso não atende às necessidades do mundo do trabalho e das interações verbais. Sinônimo de norma culta, a norma padrão é um constructo social, não fazendo parte da língua, pois ninguém a utiliza efetivamente, da mesma forma que não existem pessoas incultas.
( ) Nas interações verbais, especialmente em sala de aula, circulam variedades linguísticas prestigiadas e estigma tizadas. Nesse universo, está presente uma variedade de dialetos, cronoletos, socioletos e idioletos. O professor deverá reconhecer os dois grandes conjuntos de variedades e considerar também o constructo social entendido por norma padrão, atuando de forma investigativa e integradora no Ensino da Língua Portuguesa.
( ) Na Sociolinguística, são definidos diferentes tipos de variação, os quais vão ao encontro da afirmação de Benveniste, pois permitem situar o homem na sociedade, de acordo com um conjunto de características. Podem ser citadas como exemplo: a variação diatópica, que associa a fala do indivíduo à região, zona ou área onde viveu; a variação diastrática, que indicia a classe social do sujeito; a variação diafásica, que sinaliza diferenças entre língua falada e língua escrita; e a variação diacrônica, que compreende as mudanças históricas operadas na língua.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é
 

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2549806 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
IEMANJÁ DOS CINCO NOMES
Ninguém no cais tem um nome só. Todos têm também um apelido ou abreviam o nome, ou o aumentam, ou lhe acrescentam qualquer coisa que recorde uma história, uma luta, um amor.
Iemanjá, que é dona do cais, dos saveiros, da vida deles todos, tem cinco nomes, cinco nomes doces que todo o mudo sabe. Ela se chama Iemanjá, sempre foi chamada assim e esse é seu verdadeiro nome, de dona das águas, de senhora dos oceanos. No entanto os canoeiros amam chamá-la de dona Janaína, e os pretos, que são seus filhos mais diletos, que dançam para ela e mais que todos a temem, a chamam de Inaê, com devoção, ou fazem as suas súplicas à Princesa de Aiocá, rainha dessas terras misteriosas que se escondem na linha azul que as separa das outras terras. Porém, as mulheres do cais, que são simples e valentes, Rosa Palmeirão, as mulheres da vida, as mulheres casadas, as moças que esperam noivos, a tratam de dona Maria, que Maria é um nome bonito, é mesmo o mais bonito de todos, o mais venerado, e assim o dão a Iemanjá como um presente, como se lhe levassem uma caixa de sabonetes à sua pedra no Dique. Ela é sereia, é a mãe-d’água, a dona do mar, Iemanjá, dona Janaína, dona Maria, Inaê, Princesa de Aiocá. Ela domina esses mares, ela adora a lua, que vem ver as noites sem nuvens, ela ama as músicas dos negros.
Todo o ano se faz a festa de Iemanjá, no Dique e em Monte Serrat. Então a chamam por todos seus cinco nomes, dão-lhe todos os seus títulos, levam-lhe presentes, cantam para ela.
(AMADO, Jorge. Mar morto. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.78-9)
Analisando a obra de Jorge Amado, Alfredo Bosi (2002) cita Mar Morto como exemplo de 24.um dos grandes momentos da literatura do autor baiano.
Esse momento caracteriza-se
 

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2549805 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia o excerto a seguir, para responder à questão
“Sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural; o lento mas firme crescimento da cultura urbana, dos ideais democráticos e, portanto, o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-e-servo, que poluía as fontes da vida familiar e social do Brasil- Império.”
(BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2002.)
Que poeta brasileiro estreou no contexto sócio- político- cultural descrito no fragmento acima?
 

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2549803 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Leia os textos abaixo, para responder à questão.
Texto 1
I
Aflição de ser terra
Em meio às águas

PÉRICLES E. DA SILVA RAMOS
Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela,
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar... se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
(HILST, Hilda. Roteiro do silêncio (1959) In: . Da poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. p.60.)
Texto 2
K.O.
Seu amor me pegou
Cê bateu tão forte com o teu amor
Nocauteou, me tonteou
Veio à tona, fui à lona, foi K.O.
Sempre fui guerreira, mas foi de primeira
Me vi indefesa, coração perdeu a luta, sim
Adeus bebedeira, vida de solteira, quero
[sexta-feira Estar contigo na minha cama, juntos,
[coladin
Me beija a noite inteira, sexy na banheira
Vou te dar canseira, quero do início até o fim
E fixa o olhar, fico a te olhar Vou te falar, fui à lona com o seu
Seu amor me pegou
Cê bateu tão forte com o teu amor
Nocauteou, me tonteou
Veio à tona, fui à lona, foi K.O.
(GORKY, Rodrigo; MAFFALDA; BISPO, Pablo.
K.O. Intérprete: Pabllo Vittar.) Disponível em: <https://www.letras.mus.br/pabllo-vittar/ko/>. Acesso em: 14 nov. 2017.
Sobre as obras expostas acima, é INCORRETO afirmar:
 

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2549802 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Analise os poemas 1 e 2, para responder à questão.
Poema 1
Improviso
Minha canção não foi bela:
minha canção foi só triste.
Mas eu sei que não existe
mais canção igual àquela.
Não há gemido nem grito
pungentes como a serena
expressão da doce pena.
E por um tempo infinito
repetiria o meu canto
- saudosa de sofrer tanto.
(MEIRELES, Cecília. Mar absoluto e outros poemas: Retrato natural. Rio de Janeiro: Frente Editora, 2008. p. 236)
Poema 2
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 65)
Sobre os dois poemas, são feitas as seguintes afirmações:
I. Ambos os textos têm como tema o próprio fazer poético, abordando a dificuldade de seu processo de criação, a luta com as palavras.
II. O eu lírico do poema 1 exalta sua canção, que é o próprio poema. Segundo o eu lírico, os versos, tristes e sem beleza, superam qualquer grito ou gemido quanto à capacidade de expressar seu sofrimento.
III. O poema 2 parte da diferença entre poesia (beleza estética) e poema (texto em versos) para abordar o fazer poético, a dificuldade do eu lírico em expressar, nos versos do poema, a poesia que inunda sua vida.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
 

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2549801 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Analise os poemas 1 e 2, para responder à questão.
Poema 1
Improviso
Minha canção não foi bela:
minha canção foi só triste.
Mas eu sei que não existe
mais canção igual àquela.
Não há gemido nem grito
pungentes como a serena
expressão da doce pena.
E por um tempo infinito
repetiria o meu canto
- saudosa de sofrer tanto.
(MEIRELES, Cecília. Mar absoluto e outros poemas: Retrato natural. Rio de Janeiro: Frente Editora, 2008. p. 236)
Poema 2
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 65)
Com relação à questão estruturais que compõem o poema, encontra-se no poema 1:uma quadra e dois tercetos, com versos , escritos em ; por sua vez, o poema 2 possui oito versos com métrica irregular.
As classificações que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas do período acima são:
 

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2549799 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Qual, das afirmações a seguir, corresponde, a uma característica da obra de Machado de Assis?
 

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2549789 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Sobre a noção de norma, são feitas as seguintes afirmações:
I. Contém tudo o que na língua não é funcional, mas comum e constante, ou, em outras palavras, tudo o que se diz “assim, e não de outra maneira”.
II. Designa o conjunto de fatos linguísticos que caracterizam o modo como normalmente falam as pessoas de certa comunidade, sem incluir os fenômenos em variação.
III. Um mesmo falante domina mais de uma norma (já que a comunidade sociolinguística a que pertence tem várias normas) e mudará sua forma de falar de acordo com as atividades e relacionamentos em que se situa.
Está(ão) correta(s) apenas a (s) afirmativa(s)
 

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2549569 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
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O poema abaixo é de autoria do poeta Augusto de Campos, integrante do movimento concretista.

Enunciado 3511002-1

(Augusto de Campos, Viva Vaia. Poesia: 1949-1979. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000, p. 116-117.)

Nesse poema, nota-se uma técnica de composição que consiste

 

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2549567 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
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Durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida, aterrado defronte daquela floresta implacável que lhe crescia junto da casa (...).

À noite e aos domingos ainda mais recrudescia o seu azedume, quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de bestas no coito.

(Aluísio de Azevedo, O cortiço. 14. ed. São Paulo: Ática, 1983, p. 22.)

Levando em conta o excerto, bem como o texto integral do romance, é correto afirmar que

 

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