Foram encontradas 5.028 questões.
Eu sobrevivi do nada, do nada
Eu não existia
Não tinha uma existência
Não tinha uma matéria
Comecei existir com quinhentos milhões
e quinhentos mil anos
Logo de uma vez, já velha
Eu não nasci criança, nasci já velha
Depois é que eu virei criança
E agora continuei velha
Me transformei novamente numa velha
Voltei ao que eu era, uma velha
PATROCÍNIO, S. In: MOSÉ, V. (Org). Reino dos bichos e dos animais é meu nome.
Rio de Janeiro: Azougue,2009.
Nesse poema de Stela do Patrocínio, a singularidade da expressão lírica manifesta-se na
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1074684
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFF
Orgão: Pref. Maricá-RJ
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A Casa de Vidro
Houve protestos.
Deram uma bola a cada criança e tempo para brincar. Elas aprenderam malabarismos incríveis e algumas viajavam pelo mundo exibindo sua alegre habilidade. (O problema é que muitos, a maioria, não tinham jeito e eram feios de noite, assustadores. Seria melhor prender essa gente – havia quem dissesse.)
Houve protestos.
Aumentaram o preço da carne, liberaram os preços dos cereais e abriram crédito a juros baixos para o agricultor. O dinheiro que sobrasse, bem, digamos, ora o dinheiro que sobrasse!
Houve protestos.
Diminuíram os salários (infelizmente aumentou o número de assaltos) porque precisamos combater a inflação e, como se sabe, quando os salários estão acima do índice de produtividade eles se tornam altamente inflacionários, de modo que.
Houve protestos.
Proibiram os protestos.
E no lugar dos protestos nasceu o ódio. Então surgiu a Casa de Vidro, para acabar com aquele ódio.
ÂNGELO, I. A casa de vidro. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.
Publicado em 1979, o texto compartilha com outras obras da literatura brasileira escritas no período as marcas do contexto em que foi produzido, como a
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1072599
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. São Francisco Paula-RS
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. São Francisco Paula-RS
Em relação às características das escolas literárias, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Barroco.
(2) Arcadismo.
(3) Simbolismo.
( ) Ligação com o Iluminismo.
( ) Religiosidade mística
( ) Linguagem conflituosa.
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1071935
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Considerado o mais prolífico poeta do Barroco brasileiro, Gregório de Matos criticou e satirizou tanto os fidalgos “caramurus” quanto os mestiços e as mulatas. No entanto, a sua obra poética não só se compõe de críticas e de sátiras, mas explora também temas como:
1) A devoção religiosa.
2) A crítica ao papado.
3) A fugacidade da vida.
4) A crítica aos senhores de engenho.
5) A defesa de uma República federalista.
Estão corretas, apenas:
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1071787
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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O texto literário recorre com frequência a “índices” que anunciam reviravoltas posteriores no enredo, preparando os leitores para o que ainda vai acontecer.
O índice que melhor anuncia e prepara o final de “O alienista” está presente em:
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Quanto às mulheres de vida alegre, detestava-as; tinha gasto muito dinheiro, precisava casar, mas casar com uma menina ingênua e pobre, porque é nas classes pobres que se encontra mais vergonha e menos bandalheira. Ora, Maria do Carmo parecia-lhe uma criatura simples, sem essa tendência fatal das mulheres modernas para o adultério, uma menina que até chorava na aula simplesmente por não ter respondido a uma pergunta do professor! Uma rapariga assim era um caso esporádico, uma verdadeira exceção no meio de uma sociedade roída por quanto vício há no mundo. Ia concluir o curso, e, quando voltasse ao Ceará, pensaria seriamente no caso. A Maria do Carmo estava mesmo a calhar: pobrezinha, mas inocente...
CAMINHA, A. A normalista. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
Acesso em: 16 maio 2016.
Alinhado às concepções do Naturalismo, o fragmento do romance de Adolfo Caminha, de 1893, identifica e destaca nos personagens um(a)
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1069442
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FAMERP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FAMERP
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Leia o poema de Mário de Andrade para responder à questão.
Rondó pra você
De você, Rosa, eu não queria
Receber somente esse abraço
Tão devagar que você me dá,
Nem gozar somente esse beijo
Tão molhado que você me dá...
Eu não queria só porque
Por tudo quanto você me fala
Já reparei que no seu peito
Soluça o coração benfeito
De você.
Pois então eu imaginei
Que junto com esse corpo magro
Moreninho que você me dá,
Com a boniteza a faceirice
A risada que você me dá
E me enrabicham como o quê,
Bem que eu podia possuir também
O que mora atrás do seu rosto, Rosa,
O pensamento a alma o desgosto
De você.
(De Pauliceia desvairada a Lira paulistana, 2016.)
O poema apresenta traços da estética da primeira fase do modernismo, o que se faz evidente
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1068437
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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As tendências defendidas por cada período literário estão coerentemente sintetizadas na seguinte alternativa:
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1068407
Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBFC
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBFC
Orgão: Pref. Divinópolis-MG
Texto
“Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.”
(PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11)
Considerando as concepções de língua e o ensino de língua portuguesa, em “Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua.”, aponta-se um desconhecimento que é motivado por um entendimento geral de que língua é:
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