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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITEC
Orgão: Pref. Alto Horizonte-GO
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
- Interpretação de TextosIntertextualidade
Na tradição literária de Língua Portuguesa, a obra de Fernando Pessoa destaca-se pelo conceito de heteronímia. A esse respeito, é correto afirmar que:
I- O que se impõe também como fato inegável, é a importância que Fernando Pessoa atribuiu ao mito, ou à consciência mítica para o poeta. E isso, não só porque tal "consciência" aparece, desde cedo, em seus escritos (o projeto de "Mensagem" em já se encontra registrado em suas anotações, desde os anos 10), mas principalmente pelo cunho de perenidade que tentou imprimir a cada produção heterônima, com a matéria poética em grau maior, com que as construiu passo a passo. Perenidade de mito, que o poeta tentou, de certa maneira, neutralizar diante do leitor, pela invenção das biografias, com que pretendeu fixar, no cotidiano, algo que ele sabia pertencente ao intemporal.
II- Pessoa criou "autores" que ele próprio não poderia sê-lo, atribuindo-lhes de características físicas, psicológicas, políticas, religiosas. Dotoulhe de características detalhadas em seus pormenores, como data e local de nascimento. Assim, Fernando Pessoa, ao transformar-se no outro, ao "outrar- se", dá ao seu mundo a possibilidade de convivência com "colegas" que demonstram estados de consciência distintos dos seus e, por vezes, infinitamente diferentes. O "eu" de Pessoa assume outra personalidade, inventa uma nova individualidade, como forma essencial de construção de sua vida, de seu mundo.
III- Na arte moderna, a poesia está liberta de qualquer finalidade utilitária. O poema possui seu valor em si mesmo, em sua perfeição formal e temática, e não no seu assunto. Não há vínculos com as questões sociais da época. Os poetas modernistas mantêm sua poesia à parte do contexto ao qual estão inseridos. Em vista disso, teremos diversas poesias em que se descreve um determinado objeto ou uma determinada cena. Vemos, no final do século XIX, o decréscimo da influência das doutrinas racionalistas, até então vigentes. O progresso industrial segue a todo vapor comandado pela alta burguesia, que aumenta cada vez mais o seu poder econômico e sua influência política.
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“Escreve! Molha a pena, o leve estilo enrista!
Pinta um canto de céu, uma nuvem de gaze
Solta, brilhante ao sol; e que a alma se te vaze
Na cópia dessa luz que nos deslumbra a vista.”
Esses versos pertencem à 2ª estrofe de um soneto. Analisando seus aspectos formais, conclui-se que o poema:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. São Francisco Guaporé-RO
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. São Francisco Guaporé-RO
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Leia o excerto poético e observe a imagem para responder à questão.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado,
De tosco trato, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela
Graças à minha estrela.
GONZAGA, Tomás Antônio. Lira I. In: A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 7

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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. São Francisco Guaporé-RO
O dualismo, o bifrontismo: arte do conflito, do contraste, do dilema, da contradição, da dúvida; emprego intensivo das antíteses, dos paradoxos e dos oxímoros. O fusionismo: tentativa de conciliação dos contrários: Claro x Escuro, Deus x Homem, Fé x Razão, Céu x Terra, Teocentrismo x Antropocentrismo, Alma x Corpo, Virtude x Pecado, Espírito x Carne, Ascetismo x Mundanismo, Cristianismo x Paganismo, Dor x Prazer, Mocidade x Velhice, Vida x Morte, Humanização do sobrenatural.
Referimo-nos ao:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AGIRH
Orgão: Pref. Roseira-SP
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AGIRH
Orgão: Pref. Roseira-SP
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ATENÇÃO: A QUESTÃO DEVE SER RESPONDIDAS A PARTIR DO TEXTO III.
TEXTO III
À proporção que alguns locatários abandonavam a estalagem, muitos pretendentes surgiam disputando os cômodos desalugados. Delporto e Pompeo foram varridos pela febre amarela e três outros italianos estiveram em risco de vida. O número dos hóspedes crescia, os casulos subdividiam-se em cubículos do tamanho de sepulturas, e as mulheres iam despejando crianças com uma regularidade de gado procriador. Uma família, composta de mãe viúva e cinco filhas solteiras, das quais destas a mais velha tinha trinta anos e a mais moça quinze, veio ocupar a casa que Dona Isabel esvaziou poucos dias depois do casamento de Pombinha.
Agora, na mesma rua, germinava outro cortiço ali perto, o “Cabeça-de-Gato”. Figurava como seu dono um português que também tinha venda, mas o legítimo proprietário era um abastado conselheiro, homem de gravata lavada, a quem não convinha, por decoro social, aparecer em semelhante gênero de especulações. E João Romão, estalando de raiva, viu que aquela nova república da miséria prometia ir adiante e ameaçava fazerlhe à sua perigosa concorrência. Pôs-se logo em campo, disposto à luta, e começou a perseguir o rival por todos os modos, peitando fiscais e guardas municipais, para que o não deixassem respirar um instante com multas e exigências vexatórias; enquanto pela sorrelfa* plantava no espírito dos seus inquilinos um verdadeiro ódio de partido, que os incompatibilizava com a gente do “Cabeça-de-Gato”. Aquele que não estivesse disposto a isso ia direitinho para a rua, “que ali se não admitiam meias medidas a tal respeito! Ah! ou bem peixe ou bem carne! Nada de embrulho!”.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço, 1890. Disponível
em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000015.pdf. Acesso em 27 jul. 2020.
* sorrelfa: dissimulação silenciosa para enganar ou iludir.
Quanto à obra da qual o Texto III foi retirado e ao seu autor, assinale a afirmativa correta.
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ATENÇÃO: A QUESTÃO DEVE SER RESPONDIDA A PARTIR DO TEXTO IV.
TEXTO IV
Postam-se em forma de crescente os bravos:
Ávida turba mulheril no entanto
O rito sacro impaciente aguarde.
Brincam na relva os folgazões1 meninos,
Em quanto os mais crescidos, contemplando
O aparato elétrico das armas,
Enlevam-se2; e, mordidos pela inveja,
Discorrem lá consigo: – Quando havemos,
Nós outros, d’empunhar daqueles arcos,
E quando levaremos de vencida
As hostes3 vis do pérfido Gamela!
DIAS, Gonçalves. Os Timbiras, 1857. Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000117.pdf. Acesso em 28/07/2020.
1 aquele que tem bom gênio, que gosta de divertir-se, brincalhão.
2 deleitar-se, deliciar-se, encantar-se.
3 inimigo, adversário.
De acordo com a escola literária a que pertence e com as características de tal escola, assinale a opção que corretamente classifica o Texto IV.
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