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“Ao saber da renúncia e do veto militar à posse do vice-presidente, Leonel Brizola declarou aos jornalistas: ‘Desta vez não darão o golpe por telefone’ (em referência ao golpe que depôs Vargas, em 1945). [...] A boa notícia [...] veio do Rio de Janeiro, onde o marechal Henrique Teixeira Lott, reformado, mas com grande prestígio político, distribuiu [...] um manifesto à nação apoiando a posse de Goulart e convocando o povo a preservar a ordem legal e a Constituição. [...] Ao final da tarde do mesmo dia, as primeiras manifestações de rua surgiram em Porto Alegre. Com o apoio de alguns coronéis e generais alocados em postos-chaves no estado do Rio Grande do Sul, e mais o protesto popular, o governador deu início ao movimento conhecido como Campanha da Legalidade. [...]”
(FERREIRA, Jorge; NEVES, Lucília de Almeida (Orgs.). O tempo da experiência democrática: da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964: Terceira República (1945- 1964). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019. p. 290.
Com base no texto citado e em sua contextualização histórica, assinale a afirmativa correta.
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“[...] A derrota de duas expedições [das forças federais] municiadas com canhões e metralhadoras [...], provocou uma onda de protestos e de violência no Rio de Janeiro. Os jacobinos viam o dedo oculto dos políticos monarquistas em um episódio ligado às condições de vida do sertão e ao universo mental dos sertanejos. Essa fantasia era alimentada pelo fato de o Conselheiro pregar a volta da Monarquia [...]. Uma expedição sob o comando do general Arthur Oscar, constituída de 8 mil homens e dotada de equipamento moderno, arrasou o arraial em agosto de 1897, após um mês e meio de luta. Seus defensores morreram em combate e, quando prisioneiros, foram degolados. Para os oficiais positivistas e os políticos republicanos, aquela tinha sido uma luta da civilização contra a barbárie. Na verdade, havia ‘barbárie’ em ambos os lados e mais entre aqueles homens instruídos que tinham sido incapazes de pelo menos tentar entender a gente sertaneja.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/FDE, 1995. pp. 257-258.)
Com base no texto, assinale a afirmativa correta.
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“Rodeado de tiras, Fleury surgiu do escuro, apontou um revólver para Marighella e o intimou a se render. Marighella fixou o olhar no chefe do Esquadrão da Morte e fez um movimento com a mão para abrir a pequena pasta preta que trazia consigo. Fleury começou a disparar e os tiras a seu lado o acompanharam, motivados por uma reação de pânico diante da fama de valentia do homem encurralado dentro do Fusca. Os policiais postados no fundo da rua imaginaram que a guarda de Marighella atirava e responderam também com disparos. [...] Com cinco balas no corpo, Marighella teve morte rápida provocada por hemorragia interna.”
(GORENDER, Jacob. Combate nas trevas: a esquerda brasileira: das ilusões perdidas à luta armada. São Paulo: Ática, 1987. p. 175.)
A morte de Carlos Marighella, em 1969, foi um dos momentos marcantes da repressão militar após o golpe de 1964. Assinale a afirmativa que mostra como a memória sobre Marighella impactou a Nova República.
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“[...] Napoleão, [...] imperador dos franceses desde 1804, tinha agora que cuidar de tirar a última pedra do sapato: a Inglaterra. O jeito era atingir sua economia, isolando completamente a ilha. Assim, em 1806 era decretado o Bloqueio Continental, que proibia todas as nações europeias de comprar qualquer produto vindo da Grã-Bretanha. A reação da Inglaterra foi proporcional à provocação francesa: declarou a ilegalidade do comércio e da navegação em todos os portos pertencentes aos inimigos, e considerou legitima a captura de navios procedentes desses mesmos portos. [...] A adesão de Portugal era vital: pela ótica inglesa significava preservar a relação com as colônias lusitanas e a única brecha no continente. Já a França precisava daquele império para estrangular a economia da Grã-Bretanha. [...] Acuado, o governo lusitano iria, muito em breve, tirar a sua última carta do bolso do colete.”
(SCHWARCZ, Lilia Moritz et al. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 2002. p. 200.)
Diante do contexto geopolítico descrito, assinale a afirmativa que corresponde à ação do governo português para preservar sua soberania e seu império colonial, expressa no texto base como sua “última carta do bolso do colete”.
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“O Brasil ficou, por três séculos, na condição de colônia portuguesa, embora nunca tivesse levado oficialmente esse nome. Posteriormente, manteve, em muitos aspectos, tal situação, embora tivesse oficialmente conquistado a independência e se tornado um Estado nacional. Conclui-se daí que o colonialismo é uma situação de dependência que transcende o nível político-administrativo, podendo ou não incorporá-lo.”
(LOPEZ, Luiz Roberto. História do Brasil colonial. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1984. p. 15.)
Considerando o texto base, assinale a afirmativa que explica corretamente a questão da dependência do Brasil.
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Em 1908, Catulo da Paixão Cearense, poeta e cantor, no Prefácio do seu livro Cancioneiro Popular de Modinhas Brasileiras , publicado pela Livraria do Povo, da Editora Quaresma, escreve: "Nós, convencidos de que nessas composições do povo, cintilam fulgurantes pensamentos que, raríssimas vezes, são lobrigados pela alta literatura; nós que preferimos uma modinha, canção rústica, um lundu requebrado a um qualquer trecho de Wagner, que não compreendemos, e que não nos produz a mínima sensação (...) não nos importemos com o pedantismo estulto dos que menoscabam do violão, por ser ele, dizem, o instrumento dos desocupados e perdidos (...)."
(APUD: Gomes, Â. de C., & Abreu, M.. (2009). Apresentação. Dossiê A nova "Velha" República: um pouco de história e historiografia.
Tempo, 13 (26), 1−14. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-77042009000100001. Acesso em: 23 out. 2024.)
A respeito desse período e do contexto cultural e político no início do século XX no Brasil, registre V, para as verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Na primeira República, as organizações recreativas, esportivas e musicais, principalmente no Rio de Janeiro, conseguiram legitimidade junto às instituições municipais e policiais.
(__) No início do século XX, os políticos e intelectuais buscaram valorizar as características afrodescendentes da população no intuito de construir uma identidade nacional.
(__) Na Primeira República, o samba, o lundu e as modinhas ao violão, gêneros afro-brasileiros, foram divulgados por grandes editoras que reconheceram seus potenciais comerciais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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"Já é lugar comum dizer que o século XX conheceu uma extraordinária expansão na possibilidade de tipos de fontes históricas disponíveis ao historiador. A expansão documental começa com a gradual multiplicação de possibilidades de fontes textuais − isto é, fontes tradicionalmente registradas pela escrita − e daí termina por atingir também os tipos de suporte, abrindo para o historiador a possibilidade de também trabalhar com fontes não-textuais: as fontes orais, as fontes iconográficas, as fontes materiais, ou mesmo as fontes naturais." (BARROS, p. 75). Considere as afirmativas a seguir sobre a noção de fonte histórica e assinale V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) As fontes são fundamentais para o trabalho do historiador/historiadora e não se conectam necessariamente com a problemática da pesquisa.
(__) A historiografia não conceitua, critica ou estuda as fontes, pois isso abala os fundamentos epistêmicos da área da História.
(__) A partir da década de 1980, amplia-se o leque de documentos utilizados pela historiografia brasileira, com destaque para as fontes jurídicas e policiais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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