Os engenhos, como unidades produtivas, tiveram um papel central na colonização, ocupação e povoamento do território da colônia. Os grandes engenhos tinham em torno de 60 a 100 escravos, e muito poucos ultrapassavam a marca de 150-200 cativos, dos quais, em média, 75% trabalhavam nos campos, 10% na manufatura do açúcar, e o restante dedicava-se a atividades domésticas ou não relacionadas ao trato açucareiro. Embora a maior parte dos lucros resultantes da produção de açúcar se concentrasse na atividade comercial, era a produção que concedia prestígio e poder.
Arquivo Nacional. Um engenho de açúcar. Disponível em: https://historialuso.an.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4390:um-engenho-de-acucar&catid=169&Itemid=215. Acesso em: 24 de outubro de 2024 (adaptado)
As informações apresentadas no texto referem-se ao inventário de Antônio Ribeiro de Avelar (1796), proprietário do maior engenho de açúcar da capitania do Rio de Janeiro. Essa forma de organização do espaço rural baseava-se no sistema produtivo: